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Triste Fim do Culto à Maria

Por Johny Mange

 

 

Introdução

 

         No meu último ano do curso de Letras, na UNIP de Santos (SP), na Rua Rangel Pestana, nas aulas de Literatura, estudava a obra Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, um dos marcos do Pré-Modernismo no Brasil, cujo tema central do livro é o nacionalismo ― absurdo, porém honesto ― de Policarpo Quaresma (mais conhecido como Major Quaresma), e também aquele nacionalismo que se torna perigoso quando manipulado por mãos férreas, como as do Marechal Floriano Peixoto e a Revolta Armada. Lançado em 1911, a obra é uma predição sobre os regimes autoritários que ganhariam corpo a partir de 1930: a fito de engrandecer a pátria, só um governo forte, ou mesmo a tirania.

           Foi no discorrer acerca do Triste Fim de Policarpo Quaresma que uma professora minha ― doutora da USP ― estreou-se a acusar os crentes de “regime autoritário”, incutindo nas mentes das pessoas uma revolta desenfreada contra Maria ― mãe do Salvador Jesus. A doutora tachou os crentes de “tiranos”, uma vez que, ensinando desta forma, são contra a doutrina católica e demonstram “extrema severidade ou rigor dum poder de persuasão exercido sobre os leigos”. Incriminou-me, portanto, pois também faço parte deste povo – tirado do mundo e odiado por levar a Palavra da verdade: “Dei-lhes a Tua Palavra, e o mundo os aborreceu, porque não são do mundo, assim como Eu não sou do mundo” (Jo 17.14).

          Não concordei quando ela expôs essa opinião. Lembrei-me que Paulo disputava as Escrituras com os “sábios deste mundo” (At 17.17), que, de fato, nada sabiam, mas eram verdadeiros vangloriosos (1Co 2.6-8); visto que a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus (1Co 3.19). Levantei do meu lugar e disse: “Sinceramente, discordo da senhora, professora. Conforme salienta, penso que seja cristã; porém, como cristã que professa ser, deve aceitar a Bíblia como regra de fé em sua totalidade, pois disse o Senhor Jesus: “Quem me rejeitar a Mim, e não receber as Minhas palavras, já tem quem o julgue; a Palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia” (Jo 12.48). E em que lugar está escrito nas Escrituras para prestarmos culto ou ter Maria acima de outras pessoas? Prove para mim na Palavra de Deus! As heresias em torno de Maria foram implementadas aos poucos no Cristianismo pela Igreja Católica, por exemplo: no ano 431, foi instituído o culto a Maria e proclamaram-na como “mãe de Deus”; em 819, festejaram pela primeira vez a “assunção de Maria”; no ano 1125, vieram à baila as primeiras idéias da imaculada conceição e da impecabilidade de Maria; em 1854, criou-se o dogma que Maria nunca pecou; e, em 1950, a “assunção de Maria” aos Céus, em corpo e alma, transformou-se em dogma. A Palavra do Senhor expressa, em Romanos 1.25, que os homens mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente (Rm 1.25). O Todo-Poderoso não divide a Sua glória com ninguém (Is 48.11). É isto, no entanto, que vejo na senhora: alienismo da genuína fé cristã! Não podemos ir além do que está escrito na Bíblia Sagrada (1Co 4.6). Todas essas heresias foram acrescentadas na Igreja por homens alienados de Deus. Não fazem parte da doutrina do Santo Evangelho de Nosso Senhor. Portanto, a Bíblia diz: “Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras...” (1Tm 6.3,4). Provérbios 30.6 revela que nada podemos acrescentar às Palavras de Deus. Prepararei uma apostila sobre Maria, e se chamará Triste Fim do Culto à Maria. Revelarei, dentro das Escrituras, as verdades acerca de Maria.” Ela ficou sem-graça, calou-se totalmente. Disse que apuraria o dossiê sobre Maria.

            Ao cabo de 12 dias, levei-lha este estudo: Triste Fim do Culto à Maria. Recebeu esse nome porque estudávamos a obra de Lima Barreto ― “Triste Fim de Policarpo Quaresma” ― o estopim para feitura do estudo em apreço. A sala recebeu o dossiê com euforia; por fim, todos xerocaram. Perguntei depois à professora se havia gostado; por conseguinte, apurou-o historicamente e testificou que realmente, após haver pesquisado outros tratados, reconheceu que Triste Fim do Culto à Maria está certo.

 

 

1. As aberrantes heresias em volta de Maria nas obras católicas

 

         As Glórias de Maria. O maior compêndio de devoção, com títulos gloriosos do culto a Maria, está expresso no livro Glórias de Maria, impresso pela editora Santuário, da autoria de Afonso Maria de Liguori, canonizado pelo Papa, e traduzido para mais de 80 línguas. Esta obra, totalmente apoiada pelo Vaticano, confere títulos e glórias à Maria que só o Senhor e Salvador Jesus Cristo pode receber (Is 42.8; Is 48.11). Confronte as declarações abaixo com estas passagens da Bíblia, e veja o absurdo que são: Mateus 28.18; Filipenses 2.9-11; 1João 2.1; Atos 4.12; João 14.13,14; Mateus 4.10; Colossenses 3.4; Apocalipse 17.14; 1Timóteo 2.5; João 14.6; 15.3; 1Timóteo 2.6. Por conseguinte, o Catolicismo é praticante do pecado de mariolatria. Entre os milhares de heresias, o livro diz: “Maria, sim, sois onipotente... ‘Todo poder lhe é dado no céu e na terra’; portanto, ao império de Maria todos estão sujeitos – até o próprio Deus... e assim... colocou Deus toda Igreja... sob o império de Maria” (p. 152). “Nossa única advogada no céu, a única que no verdadeiro sentido da palavra é amante solícita de nossa salvação” (p. 162). “Nossa salvação será mais rápida, se chamarmos por Maria, do que se chamarmos por Jesus” (p. 208). “A santa Igreja ordena o culto peculiar a Maria” (p. 130). “Muitas coisas... são pedidas a Deus, mas não são recebidas; são pedidas a Maria e são obtidas”, porque “Ela... é também Rainha do Inferno e Senhora dos demônios” (pp. 123,127).¹  “Maria é nossa vida... Maria, obtendo por meio de sua intercessão a graça aos pecadores, deste modo lhes dá vida... Ela está constituída medianeira de paz entre os homens e os pecadores. Os pecadores só por intercessão de Maria recebem perdão. Cai e perece só quem não recorre a Maria” (pp. 74,76,84).²

           O Catecismo Católico. O Catecismo Católico aprova o culto e a veneração (sinônimo de adoração) a Maria: “A piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão... A Santíssima Virgem ‘é legitimamente honrada com um culto especial pela Igreja’. Com efeito, desde remotíssimos tempos a bem-aventurada Virgem é venerada sob o título ‘Mãe de Deus’ sob cuja proteção os fiéis se refugiam em todos os seus perigos e necessidades... Este culto... embora seja inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração que se presta ao Verbo encarnado e igualmente ao Pai e ao Espírito Santo, mas a favorece poderosamente” (Catecismo da Igreja Católica, § 971).³

            A virgindade perpétua de Maria. A Igreja Romana apregoa a virgindade perpétua de Maria: “Maria sempre virgem: Esta é a doutrina tradicional da Igreja Católica. No entanto, a grande maioria das Igrejas Protestantes afirma que Maria não guardou a sua virgindade e teve outros filhos além de Jesus” (A Igreja Católica e os Protestantes, p. 88).

         A impecabilidade de Maria. Para o Catolicismo, Maria foi concebida sem pecado: “Daí não admira que nos Santos Padres [Papas] prevalece o costume de chamar a Mãe de Deus de toda santa, imune de toda mancha de pecado, como que plasmada pelo Espírito Santo e formada nova criatura” (Compêndio Vaticano II, p. 105). ⁴

 

 2. A Bíblia Responde

            O nosso manual de consulta e julgamento para todas as declarações acima, é a Santa Palavra de Deus. Ela é Livro de Deus (Is 34.16), a Palavra de Deus (Mc 7.13), inspirada pelo Espírito Santo (2Tm 3.16). Jesus disse que a Bíblia é a verdade (Jo 17.17) que não pode ser anulada (Jo 10.35), e ela julgar-nos-á (Jo 12.48). Por isso, é “a espada do Espírito” (Ef 6.17) e não podemos ir além do que n’Ela está escrito (1Co 4.6; Dt 4.2).

 

 

 

3. Desmascarando os Dogmas Católicos - Continuação