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TEOLOGIA GAY REDUZIDA A PÓ

 

Por Johny Mange

 

 

Introdução

         A Igreja de Deus — peregrina e forasteira (Hb 11.13; Fp 3.20) — está vivendo os seus últimos dias neste mundo. É fato que as coisas piorarão nos dias que antecedem a saída repentina da Igreja desta terra, por conseguinte, a fé verdadeira, que abarca a devoção, a santidade, o amor, a disposição de lutar e defender o Evangelho, há de ser uma raridade nos últimos dias (Lc 18.8). Decerto, todos os valores serão trocados à vista da Igreja no fim dos tempos (2Tm 3.1-4). Haverá grande repulsa contra o modo de vida apregoado pelo povo de Deus; de fato, resistirão fortemente à verdade (2Tm 3.8), além de pô-la como “arcaica”, “obsoleta”, “ultrapassada” por pessoas aplaudidas pelo mundo como “defensoras das minorias” e “intelectuais” (2Tm 4.3,4).

         Em nítido cumprimento da luta penosa da Igreja no tempo do fim, é vista a “Teologia Inclusiva”. O que significa, pois, Teologia Inclusiva? É a abordagem pela qual se diz que, acima de tudo, Deus é amor; por isso, esse amor abrange todas as relações humanas — quer homem com homem, quer mulher com mulher — pois não vai contra a “felicidade” de ninguém. “Teologia Inclusiva”, portanto, é o mesmo que “Teologia Gay”. Devido à Teologia Inclusiva, vem crescendo o número de igrejas de homossexuais em todo o mundo. No entanto, um só versículo desmantela o “amor” do falso deus da Teologia Gay, já que, segundo o Deus da Bíblia, o amor real está em viver na verdade: “Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo” (1Co 13.6, NTLH). Logo, o verdadeiro amor não tolera o erro!

          Foi a televisão que — deturpando a Palavra de Deus (Ml 2.14-16; 1Co 7.39; Mc 10.9-12) — ajudou a proliferar o divórcio e o segundo casamento em meados de 1970, também, nos dias atuais, ela é a responsável pela proliferação da homossexualidade na sociedade, visto que expõe o estilo homossexual de vida como “bonito”, “normal”, alegando que é uma “família normal como as outras”. Desde a inserção da TV na sociedade Satanás ganhou terreno entre os homens, uma vez que vendou os olhos da maioria; em resumo, estão cegos e não veem, logo, são guiados pelos trilhos do Maligno, mas não percebem, pois pensam que estão no “avanço” da sociedade.

         Quando a TV adentra numa casa, o senso crítico da família é tirado completamente. O mal que entra pelos olhos acaba terrivelmente com todas as faculdades do ser humano (Lc 11.34-36), porque há a entrega deliberada da mente, das vontades e dos sentimentos para Satanás operar em todas as áreas da vida.  É, igualmente, a entrega sem reservas da família nas mãos do Diabo. A tevê — o ídolo que o Adversário colocou nas casas (Dt 7.26) — deu certo; aos poucos faz com que todos estejam acorrentados em sua masmorra e façam a sua vontade!

         A temática gay é levantada como um troféu pela televisão. Prestes a lançar a novela “Babilônia” — tal palavra significa “grande confusão”, e na profecia tem o significado de “morada de demônios, abrigo de todo espírito imundo e coito de toda ave imunda e aborrecível” (Ap 18.2) — em conversa com os jornalistas, Fernanda Montenegro falou sobre a personagem lésbica que vai interpretar na próxima novela das 21h, na Rede Globo:

 

          Todas as novelas estão com essa temática. Faz parte da sociedade, do ser humano. Foi um ganho. Penso que esse assunto [a homossexualidade] não vai deixar mais de existir, assim como o amor heterossexual.

 

           Sabe-se que ela dividirá o palco com Nathália Timberg. São duas octogenárias (idosas com mais de 80 anos) que, na trama, formarão um casal de lésbicas. Nathália Timberg, para quem não sabe, é ateia assumida, ou seja, nega cabalmente a existência de Deus. Ela mesma salienta isso na Revista Quem Acontece:

 

           Quem: Acredita em Deus?

         Nathália Timberg: Não, a minha ficção está no teatro (...). [Ela está dizendo que o Senhor Deus é uma ficção].

 

           Quem: E a fé, onde fica?

           Nathália Timberg: A fé? Que fé? [Caçoando da profissão de fé no Deus invisível e eterno].

 

           Quem: A senhora tem fé em algo?

        Nathália Timberg: Em tantas coisas... Em toda a minha vida o que me afastou de qualquer prática religiosa foi o sentimento de barganha.

 

       Pois bem, para Fernanda Montenegro a exposição da homossexualidade é um ganho, já para Nathália Timberg Deus é uma ficção e a fé no Senhor Deus — Supremo Ser por excelência, não existe. Somente uma amostra: Está vendo como pensam os artistas da televisão? Veja quem protagoniza os personagens em novelas e exposições na TV...

          Como um crente salvo, embaixador do Deus Altíssimo nesta terra (2Co 5.20), lavado e remido pelo sangue do Senhor Jesus — o Cordeiro imaculado (1Pd 1.18,19) — possuirá a tevê e ficará ao seu sabor, recebendo o que tais pessoas têm citado e protagonizado na televisão? (Sl 101.3). Será que pensar assim é “fundamentalismo”? Para os ímpios, mundanos e carnais, sim, pois “são hipócritas, falam mentiras, tendo cauterizada a própria consciência” (1Tm 4.2). A questão é: Como a fé cristã andará de mãos dadas com um aparelho que anseia descer goela abaixo da humanidade toda imundícia do reino de Satanás e apregoar a impureza, a inversão de valores, a mentira e toda a sorte de doutrinas demoníacas? (2Co 6.14-17). Por certo, a televisão polui o mover puro dos bons pensamentos e dos bons costumes requeridos pelo Filho do Eterno Deus: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto [respeitável], tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fl 4.8).  

         O certo é que quem pôs tal aparelho em casa encontra-se enganado por Satanás, e teve sacado todo o seu senso comum e está capengando à beira do abismo!

         “Babilônia” não deu muito certo. Boicotaram a novela e sua audiência foi para o brejo. A verdade é que os brasileiros não aceitaram que nos primeiros dez minutos da novela houvesse um beijo gay entre duas octogenárias. Que pouca-vergonha; que ridículo! Soou muito forte. Foram longe demais; por conta disso, quiseram salvaguardar a família.

       Neste estudo, ver-se-á o porquê de a homossexualidade ser condenada pela Bíblia Sagrada. Serão respondidos os argumentos que a Teologia Inclusiva (ou Teologia Gay) usa para burlar as passagens bíblicas que condenam o estilo de vida homossexual. Quando a Teologia Inclusiva vê-se encurralada pela verdade, usará alguns argumentos próprios dos ateus, que tentam contestar ser o Senhor da Glória moralmente correto; todavia, a conclusão reduzira a pó esses argumentos.

          A Constituição Federal assevera (no Art. 5.º, Incisos IV e IX) que é livre a expressão de pensamento. O ser humano formula juízos de valor, portanto a Constituição consagra a livre manifestação de pensamento dando existência ao chamado direito de opinião. O estudo em apreço — totalmente fundamentado nas Escrituras — não visa atacar nem ofender os homossexuais, pois estes necessitam do amor da Igreja de Cristo: são almas pelas quais o Senhor Jesus sacrificou-se a fim de dar-lhes a vida eterna, caso creiam e andem conforme a Palavra (1Jo 2.2; 5.3,4,11-13), mas tende a mostrar como a homossexualidade é contrária aos padrões do Todo-Poderoso e danosa (consoante os âmbitos divinos) ao ser humano, além de comprometer seu destino eterno.

 

 

1 – Definição

       Homossexualismo é o estado em que uma pessoa tem relações sexuais com alguém do seu sexo. “Homossexual latente” é o que é capaz de suprimir e controlar seus desejos e interesses por alguém de seu sexo. “Homossexual patente” é o que mantém práticas sexuais com pessoas de seu sexo. “Lésbica” é a mulher homossexual.

 

 

2 – Causas do Homossexualismo

       Não há evidências de que o homossexualismo é devido a causas genéticas, mas há preponderância nas evidências que sugerem que a maioria dos casos se deve a fatores psicológicos, sociais e culturais.

O pesquisador Jaime Snöek dividiu os fatores determinantes que se aproximam das causas da homossexualidade. Nenhuma das teorias — genética, hormonal, morfológica — foi comprovada até os dias de hoje.   

Segundo Snöek, dentre os inúmeros casos que podem explicar a origem do comportamento homossexual, eis alguns:

 

            a) Fator Familiar:

* Uma mãe dominante, juntamente com um pai apagado;

 

* Uma supermãe, tão envolvente que para o filho só existe uma mulher, que é ela;

 

* A mãe frustrada no seu relacionamento com o marido, incutindo na cabeça das filhas que homem nenhum tem valor;

 

* Um superpai que exige uma virilidade impossível de ser alcançada pelo filho;

 

* Os pais desejam um menino, mas nasce uma menina.

 

 

            b) Fator Social:

* O unissexismo (relativo a um só sexo), que ocorre na forma do segregacionismo ou do igualitarismo;

 

* Crianças abusadas sexualmente por adultos. Muitas, quando crescem, passam a gostar daquele tipo de sexo;

 

* O anarquismo (o ser humano é capaz de tudo); e

 

* A sedução por adultos.

 

 

3 – O Comportamento Homossexual Gera Sérios Problemas à Saúde

 

            a) Danos do padrão homossexual à saúde. Kathleen Melonakos, enfermeira profissional e autora do livro de referência médica, Saunders Pocket Reference for Nurses, trabalhou durante anos no hospital da faculdade de medicina na Universidade de Stanford na Califórnia (EUA), e publicou recentemente um revelador ensaio em que assinala, como se veio ocultando, por razões ideológicas, as graves consequências para a saúde individual e pública das condutas homossexuais.

          Segundo a enfermeira, existem razões, sem ambiguidade, para pensar que a homossexualidade em si produz deterioração generalizada na afetividade e funcionamento social. Um artigo, publicado em espanhol pelo Comitê Independente Anti-AIDS, revela o que ela observou no mundo da saúde:

 

         Trabalhei como enfermeira durante vários anos no Centro Médico Universitário de Stanford, onde pude ver algo do dano que os homossexuais fazem a seus corpos com algumas de suas práticas sexuais, diz o artigo.

 

         Estou segura, à luz de minha experiência clínica, e como consequência de ter feito consideráveis estudos sobre isso desde esse momento, que a homossexualidade nem é normal nem benigna; mas, ainda, é um vício letal de conduta, tal como sublinha o Dr. Jeffrey Satinover em seu livro 'Homossexualidade e a Política da Verdade' — escreve Kathleen Melonakos.

 

            b) O corpo humano não foi feito para relações homossexuais. O corpo humano — obra das mãos do Criador (Gn 2.7; Jó 33.4) — não está preparado para relações homossexuais, visto que não foi feito para esse fim. Tal relacionamento agrega complicações psicológicas e fisiológicas. E mais: enfermidades como gonorreia, hepatite A, B, C, D; citomegalovírus, herpes, sífilis, edema peniano, clamidíase, problemas na próstata, fissuras infecciosas, infecções da espécie Giardia lamblia — ou “enfermidade do intestino gay”, etc. Será que Deus quer isso para um ser humano? — Claro que não! “Cada um saiba possuir seu vaso [corpo] em santificação e honra. Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação” (1Ts 4.4,7); “Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1Co 6.20).

        Portanto, simplesmente, alguém de bom-senso, que tão somente olhe as consequências de estilo de vida homossexual, teria de classificá-la como uma má influência e um mau comportamento para a sociedade.

          Conduz ou não a uma vida dramaticamente sinuosa (tortuosa, irregular)? Diversos estudos dizem que sim. Analisados em conjunto, esses estudos estabelecem que a homossexualidade é mais mortal que o tabaco, o alcoolismo ou o vício às drogas.

 

 

4 – Os Frutos da Homossexualidade

           No Reino Unido, a ONG inglesa Stonewall, fez uma pesquisa com gays, lésbicas, bissexuais e heterossexuais maiores de 55 anos, divulgada em setembro de 2011, e revelou que 34% dos gays e bissexuais foram diagnosticados com depressão e 29% com ansiedade. Isso corresponde ao dobro, em relação aos heterossexuais da mesma faixa etária.

        O número de homossexuais idosos que consomem drogas é 9%, ou seja, quatro vezes maior que entre os heterossexuais (2%), assim como é maior o consumo de álcool e cigarro. De acordo com pessoas entrevistadas pela reportagem, a realidade é parecida no Brasil, apesar de não haver dados e pesquisa semelhante para comparar.

           Cumpre-se a Escritura em nossos dias! A Lei de Deus — a Sua Palavra — não passará (Lc 16.17; Rm 7.12), e Ela continua expondo que o homossexualismo é um pecado horrendo diante do Todo-Poderoso (1Tm 1.8-11). Por conseguinte, resta, às práticas homossexuais, a Lei da Semeadura: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne colherá corrupção” (Gl 6.7,8).

 

 

5 – Sodoma e Gomorra: Protótipos do Mundo Atual

        O relato bíblico de Gênesis 19 mostra a gravidade do pecado naquelas cidades. Diz o texto que seus habitantes souberam que Ló (sobrinho de Abraão) havia hospedado dois homens (anjos de Deus) em sua casa, os quais eram desconhecidos. Foram até a casa de Ló e cercaram-na, exigindo que seus hóspedes fossem trazidos para fora, a fim de que pudessem abusar sexualmente deles. Foi um flagrante da depravação total daquele povo que não sabia mais respeitar os outros; depreende-se que, àquelas pessoas, tudo era “normal”.

          “E chamaram a Ló, e disseram-lhe: Onde estão os homens que a ti vieram nesta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos” (Gn 19.5, grifo acrescido). Veja que na expressão da passagem aparece a palavra “conheçamos”. Mas a Almeida Revista Atualizada (ARA), neste quesito, está mais próxima do sentido original, quando usa a palavra “abusemos”. A Almeida Edição Contemporânea (AEC), neste ponto, diz: “conheçamos intimamente”. Por certo, os varões de Sodoma eram depravados, de sorte que queriam ter relações sexuais com os varões que estavam na casa do sobrinho de Abraão.

         É verdade que a palavra “conhecer” — yada, em hebraico — nem todas as vezes possui o sentido de “relacionamento sexual”; entretanto, nesse caso, é o sentido que a palavra recebe. Tais cidades já eram depravadas (Gn 18.20). Por que, então, Ló ofereceu as filhas virgens se o intento daqueles homens não era sexual? Ainda mais, Ló disse que suas filhas ainda não tinham “conhecido” varão (cf. Gn 19.8). Logo, em 10 de cada 12 vezes que a palavra “conhecer” (yada) aparece em Gênesis, refere-se à “relação sexual” (ex.: Gn 4.1,25, etc.).

            Ló fechou a porta atrás de si, mas eles tentaram arrombar à força. Os anjos, então, cegaram aqueles depravados, que não puderam encontrar a entrada da casa. No entanto, o desejo antinatural deles era inflamado e incontrolável que, até se cansarem, continuaram a procurar a entrada da casa (Gn 19.11).

          Os mensageiros de Deus anunciaram o juízo divino sobre aquele povo e ordenaram ao sobrinho de Abraão e sua família que escapassem com vida, pois o Senhor iria destruir aquelas cidades (Gn 19.12-23).

           Consequentemente, o Senhor Jesus abordou a história dos dias de Sodoma e Gomorra a fito de lembrar que haverá um juízo futuro, à semelhança do que houve sobre essas cidades (Lc 17.28-32). Assim como o materialismo, a indiferença, o comportamento libertino, a soberba, a imoralidade e o homossexualismo predominavam nos dias de Ló, também nos dias que antecedem o Arrebatamento da Igreja tais comportamentos serão evidentes e crescerão desenfreadamente! (Lc 17.28-30). Com efeito, tudo isso é a preparação para o juízo que o Deus Altíssimo derramará terrivelmente sobre a Terra na Grande Tribulação (Ap 6.16,17; Sf 1.14-17).