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TEOLOGIA GAY REDUZIDA A PÓ

Por Johny Mange

 

 

 

6 – A Bíblia Condena o Homossexualismo

 

            a) Deus criou homem e mulher (Gn 2.18). O próprio Senhor Jesus Cristo corroborou essa criação, e foi além ao dizer que o casamento deve ser entre “macho e fêmea” (Mt 19.4-6);

 

          b) Há o projeto de Deus para a procriação e constituição da família (Gn 9.7; Sl 128). Se um “casal” de gays caísse em qualquer ilha deserta, ou no deserto propriamente, morreriam em tais lugares: desdentados, solitários e sem companhia. Por quê? Nunca poderão gerar nem constituir famílias, pois o “amor” deles é antinatural e incompleto — impossível de gerar a herança de Deus: os filhos! (Sl 127.3);

 

           c) O apóstolo Paulo adverte que o que era “natural” foi mudado para o antinatural; logo, a seu tempo, hão de receber a eterna danação: Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso, Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro (Rm 1.24-27);

 

            d) Desde o Antigo Testamento, o homossexualismo é condenado: Quando, também, um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão (Lv 20.13).

          Isso é proibido mesmo entre os gentios: Com varão te não deitarás, como se fosse mulher; abominação é; [...] Com nenhuma destas coisas vos contaminareis; porque em todas estas coisas se contaminaram as gentes, que Eu lanço fora diante da vossa face (Lv 18.22, 24);

 

         e) O homossexual não herdará o Reino dos Céus: Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus (1Co 6.10). Vemos, neste versículo, duas citações: “efeminado” (forma arcaica do adjetivo afeminado) — o qual é revelado como “agente passivo”, cujo faz papel de mulher na relação sexual. Quando é citado “sodomita” — é aquele que faz o papel de homem, ou seja, o agente ativo. Tanto um como o outro serão condenados.

 

 

7 – Respostas à Teologia Gay

 

1 – É verdade que Sodoma e Gomorra não foram destruídas por causa de práticas homossexuais, mas por outros pecados?

 

Argumento da Teologia Gay (ou Teologia Inclusiva): O Senhor não destruiu Sodoma e Gomorra por causa da homossexualidade, mas, em Ezequiel 16.49 e 56, está escrito que foi pelo egoísmo, pela soberba e pela falta de hospitalidade.

 

Resposta Bíblica: Na verdade, vários pecados culminaram com o fim de Sodoma e Gomorra, a exemplo, egoísmo, soberba, materialismo (Ez 16.49 e Lc 17.28). Por isso os falsos pastores da Teologia Inclusiva, a serviço de Satanás, dizem que o homossexualismo não foi a causa da destruição de Sodoma e Gomorra. Mas, verdade nua e crua, o homossexualismo era o pecado mais evidente em Sodoma e em Gomorra. Tanto assim que homossexualismo é “abominação” ao Todo-Poderoso, conforme Levítico 18.22. E o contexto imediato, no mesmo capítulo 16 de Ezequiel, que assevera a destruição de Sodoma, assegura que seus moradores praticaram “abominações” (v. 50), quer dizer, práticas homossexuais. Até mesmo o Apóstolo Judas relata que “Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, entregaram-se à prostituição e a práticas sexuais antinaturais” (Jd v.7, AEC). O mesmo se dá com o Apóstolo Pedro, cujo prova que, dentre as transgressões de Sodoma e Gomorra, o homossexualismo foi uma das causas pelas quais o Senhor destruiu-as: “Condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza e pondo-as para exemplo aos que vivem impiamente; e se livrou ao justo Ló, atribulado pela vida dissoluta daqueles perversos” (2Pd 2.6,7, ênfase acrescida).

           Por fim, consoante o Grande Dicionário Sacconi “a palavra ‘sodomia’ deriva de nome próprio Sodoma, antiga cidade da Palestina, onde as práticas sexuais eram corriqueiras e o mais diversificadas possível”. “Sodomia”, no entanto, expressa relação, prática e perversão homossexuais. Estes eram os pecados mais evidentes em Sodoma e em Gomorra. Como se vê, não há para onde correr! 

 

 

2 – É verdade que a Bíblia descreve casos de amor homossexual, como o de Davi por Jônatas?

 

 

Argumento da Teologia Gay: Há alguns casos de amor homossexual na Bíblia, a começar pelo rei Davi (cf. 1Sm 18.1-4), para quem o amor de seu amigo Jônatas era excepcional, “ultrapassando o das mulheres” (2Sm 1.26). Eles até se beijavam (1Sm 20.41).

 

Resposta Bíblica: Qualquer leitor da Palavra de Deus sabe que o maior problema pessoal de Davi era a falta de domínio próprio quanto à sua atração por mulheres. Foi isso, mesmo contrário à Lei de Deus (cf. Dt 17.17), que o levou a casar-se com várias delas, e, finalmente, adulterar com Bate-Seba, a mulher de Urias (cf. 2Sm 11). O amor de Davi por Jônatas era aquela amizade intensa (chamado de amor “phileo”) que pode existir entre duas pessoas do mesmo sexo, e sem qualquer conotação erótica.

            O mesmo se dá com o Apóstolo João, que reclinou a cabeça no peito de Jesus (Jo 13.25). Rute beijou a sogra e resolveu ficar com ela após a sua viuvez (Rt 1.7-22). Isso jamais é relacionamento homoafetivo, como insinua a Teologia Gay. Na cultura oriental é normal homens demonstrarem amor, afeto e amizade varonil um para com o outro. O ósculo — beijo — era forma comum de cumprimento entre os orientais, cujo era dado nas saudações do dia a dia e na despedida. Também era uma demonstração de afeto e respeito dar um ósculo. 

           Por conseguinte, os depravados pastores e instrutores gays inutilmente querem impor falsas interpretações nesses textos sagrados, porque não conseguem enxergar amizade pura e simples entre pessoas do mesmo sexo, sem lhes atribuir uma conotação sexual. A Bíblia diz que “nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados” (Tt 1.15).

 

 

3 – É verdade que, em Levítico, as reprovações às práticas homossexuais eram somente aos prostitutos cultuais?

 

Argumento da Teologia Gay: As condenações encontradas no livro de Levítico referem-se somente às relações sexuais praticadas em conexão com os cultos idolátricos e pagãos pelos prostitutos cultuais, como era o caso dos praticados pelas nações ao redor de Israel. As proibições à homossexualidade eram cerimoniais tão só e daquele contexto cultural, já que a punição era morte — algo impensável no Cristianismo cuja lei é o amor.  Além disso, tais proibições encontram-se ao lado de outras regras contra comer carne sangue ou carne de porco, que já seriam ultrapassadas e, portanto, sem validade para os cristãos.

 

Resposta Bíblica: É fato que as relações homossexuais aconteciam inclusive — mas não exclusivamente — nos cultos pagãos dos cananeus. Contudo, fica evidente que a condenação da prática homossexual transcende os limites culturais e cerimoniais, pois é repetida claramente no Novo Testamento (Rm 1.26-28; 1Co 6.10). Existem mandamentos da Lei que foram reafirmados e aperfeiçoados no Período na Graça de Deus; deste modo, valem para todas as épocas e para todas as culturas. A guarda de dias sagrados, as cerimônias da Lei, que eram “sombras” (Hb 10.1; Cl 2.16,17), e a proibição de comer certos alimentos foram abolidos na morte de Cristo (Cl 2.14-17; 1Tm 4.1-5; Jo 19.30; Lc 24.44,45; Rm 10.4); porém, as bebidas alcoólicas, a carne sufocada e o sangue continuam sendo reprovados pelo Senhor no Novo Testamento (At 15.20,28,29; Ef 5.18). A ética, a moral e o comportamento fazem parte da vontade eterna do Criador para a sexualidade humana, porquanto a imagem de Deus é expressa no ser humano pela criação (Mt 19.4-6; Gn 1.26,27). Não há amor sem verdade. Se não há compatibilidade da verdade com o amor, decerto, não é amor, mas traição às palavras de Cristo Jesus: “O amor... não folga [se alegra, regozija] com a injustiça, mas folga com a verdade” (1Co 13.6).

       Quanto ao apedrejamento, basta dizer que outros pecados punidos com a morte no Antigo Testamento continuam sendo tratados como pecados no Novo Testamento; entretanto, quanto a eles, tais ordenanças foram aperfeiçoadas para a época da Graça de Deus, que agora passam a chamar-se “mandamentos de Cristo” (Jo 14.15; 1Jo 2.7; 5.3; 3.23; Jo 14.21, etc.). Vivemos nos dias de hoje na Dispensação do Espírito e debaixo da Lei de Cristo (1Co 9.21; 2Co 3.8). Mesmo que a pena capital para eles tenha sido abolida, como, por exemplo, o adultério e a desobediência contumaz aos pais — tais pecados ainda são citados no Novo Testamento e seus infratores estão debaixo da condenação se não se arrependerem (Ef 6.1,2; Mt 5.28; Rm 13.9; 6.23). Sendo assim, segundo a Lei de Cristo, ninguém há de ser apedrejado por praticar a homossexualidade, mas, com certeza, o tal está debaixo da ira de Deus e, caso não se arrependa, pagará por seus atos antinaturais e abomináveis no suplício eterno (1Co 6.10; Ap 21.8; Cl 3.6).

 

 

4 – É verdade que Jesus Cristo nunca falou contra o homossexualismo?

 

Argumento da Teologia Gay: Nos Evangelhos, Jesus nunca falou uma palavra sequer contra as práticas homossexuais. Em compensação, falou bastante contra a hipocrisia, o adultério, a incredulidade, a avareza e outros pecados tolerados pelos cristãos.

 

Resposta Bíblica: Sabe-se, no entanto, que a razão pela qual Jesus não falou sobre a homossexualidade é que ela não representava um problema na sociedade judaica de sua época, que já tinha como padrão o comportamento heterossexual. Não podemos dizer que não havia judeus que eram homossexuais na época de Jesus, mas é seguro afirmar que não assumiam publicamente essa conduta. Portanto, o homossexualismo não era uma realidade social na Palestina nos tempos de Jesus. Todavia, quando a Igreja — fundada pelo Senhor Jesus (Mt 16.18) e inaugurada no dia de Pentecostes (At 2) — entrou em contacto com o mundo gentílico (sobretudo as culturas grega e romana, em que as práticas homossexuais eram toleradas, embora não totalmente aceitas), os autores bíblicos incluíram as mesmas nas listas de pecado contra Deus. Veja 1Coríntios 6.9,10; 1Timóteo 1.8-11; Romanos 1.26-28. Os cristãos creem que Paulo e os demais autores bíblicos escreveram debaixo da inspiração do Espírito Santo, cujo foi enviado por Cristo Jesus e pelo Pai (Jo 14.26; 15.26). Portanto, suas palavras são igualmente determinantes para a conduta da Igreja: Porventura saiu dentre vós a Palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós? Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor. Mas, se alguém ignora isto, que ignore (1Co 14.36-39); Porque este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos; e os Seus mandamentos não são pesados (1Jo 5.3).

         Além disso, o Cristo Bendito reprovou severamente muitos pecados sexuais (Mt 5.28; 15.19; Jo 8.41; Lc 16.18), dentre os quais está a lascívia (cf. Mc 7.22). Conforme o Dicionário da Bíblia de Almeida, “lascívia” é “conduta vergonhosa, como sensualidade, imoralidade sexual, libertinagem, luxúria”. À luz de outros textos sagrados, o homossexualismo é:

* conduta vergonhosa — pois é um ato abominável que Deus se opõe severamente (Lv 18.22);

* imoral — porque é a descambação do ser humano criado pelo Altíssimo (Ec 7.29) para uma relação antinatural, levando-o à depravação (Rm 1.26,27);

* sensual e libertino — já que não há controle nesse desejo; por isso, entregam-se, sem reservas, aos prazeres antinaturais;

* luxurioso — pois, quem o pratica, não consegue viver sem tal prazer ilícito; esse modo de concupiscência é no mais alto grau.

           Logo, nas próprias palavras do Senhor Jesus, vemos que o homossexualismo se enquadra na lascívia, que é condenada a todos os filhos de Deus. “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mc 4.9).

 

 

5 – É verdade que o texto de Romanos 1.24-27 é uma repetição das mesmas condenações de Levítico, só servindo aos prostitutos cultuais?

 

Argumento da Teologia Gay: A passagem de Romanos 1.24-27 é uma repetição das mesmas condenações de Levítico, por isso servem somente aos prostitutos cultuais, e não se aplicam fora do contexto do culto idolátrico e pagão. Ainda é proibição referente à pederastia (ato sexual entre um homem e um adolescente), e não a praticar a homossexualidade dentro dos conformes. 

 

Resposta Bíblica: Basta ler a passagem para ficar claro o que Paulo estava condenando. O apóstolo quis dizer exatamente o que o texto diz: que homens e mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza, e que se inflamaram (arderam, abrasaram-se) mutuamente em sua sensualidade — homens com homens e mulheres com mulheres —, “cometendo torpeza” e “recebendo a merecida punição por seus erros” (vv. 26,27). E ao se referir ao lesbianismo como pecado (v. 26), Paulo deixa claro que não está tratando apenas da pederastia, como alguns equivocadamente alegam, já que a pederastia só pode ocorrer entre homens (é homossexualismo masculino tão só); por conseguinte, o apóstolo, inspirado por Deus, trata de todas as relações homossexuais, quer entre homens, quer entre mulheres.

 

 

6 – É verdade que há um erro na tradução do Novo Testamento, pois quando é citado, em 1Coríntios 6.10, “efeminados e sodomitas”, segundo a língua grega, a original do Novo Testamento, deveria ser traduzido como “pessoas dóceis, fracas ou inofensivas”, e não homossexuais?

 

Argumento da Teologia Gay: Em 1Coríntios 6.10, os citados “efeminados e sodomitas” — nas traduções da Bíblia para a língua portuguesa — não seriam os homossexuais, mas pessoas de caráter moral fraco. Em grego, “efeminado” é “malakoi” (pessoa “macia” ou “suave”); “sodomita” é “arsenokoitai” — praticantes de imoralidades em geral (palavra que teria sido inventada por Paulo).

           Portanto, há traduções totalmente falsas nesse sentido, por exemplo, a Nova Versão Internacional (NVI), que traduziu 1Coríntios 6.10 por “homossexuais”, sendo que a palavra “homossexual” nem existia no tempo do Apóstolo Paulo. Conforme o site GGB — Grupo Gay da Bahia: Não há, na Bíblia, nenhuma só vez as palavras homossexual, lésbica ou homossexualidade. Todas as Bíblias que empregam estas expressões estão erradas e mal traduzidas. A palavra homossexual só foi criada em 1869, reunindo duas raízes linguísticas: Homo (do Grego, significando "igual") e Sexual (do latim). Portanto, como a Bíblia foi escrita entre 2 e 4 mil anos atrás, não poderiam os escritores sagrados terem usado uma palavra inventada só no século passado.

 

Resposta Bíblica: Se o sentido real da palavra grega “malakoi” é apenas “macio, suave, delicado”, e “arsenokoitai” não descreve o intercurso homossexual, mas qualquer imoralidade de forma geral, o porquê das referências a impuros e adúlteros — cujos se encaixam na mesma categoria de pecados sexuais, que aparecem na própria lista do texto de 1Coríntios 6.10? Por que o Apóstolo Paulo repetiria esses conceitos com tanta ênfase?

       De fato, a palavra para “efeminado” é malakoi, que significa literalmente “suave, macio, feminino”. O efeminado é a parte passiva numa relação homossexual, pois este é o sentido que essa palavra tem na literatura grega da época, conforme os autores Homero, Filo e Josefo. A palavra para “sodomitas” é arsenokoitai, que é o homossexual ativo: aquele que deseja ter coito com outro homem. Portanto, essas duas palavras são referências a parceiros respectivamente passivos e ativos na relação homossexual.

     O estudioso do Novo Testamento, Dr. William Barclay, faz uma descrição sombria da realidade do homossexualismo no mundo greco-romano, e com razão é mostrada a causa de Paulo usar os termos efeminado e sodomita, em 1Coríntios 6.10:

 

O pecado do homossexualismo havia se expandido como uma infecção na vida grega, e mais tarde se propagou em Roma. Mesmo um homem notável quanto Sócrates o praticava: o diálogo de Platão, O simpósio, foi assinalado como uma das maiores obras sobre o amor; mas seu tema não era o amor natural, mas o antinatural. Quatorze dos quinze imperadores romanos praticavam esse vício. Quando Paulo escreveu esta carta, Nero era o imperador. Nero tomara a um jovem chamado Esporo e o castrara. Casara-se com ele em uma grande cerimônia e o levara para seu palácio em procissão e vivia com ele como se ele fosse uma esposa. Nero ainda casou-se com um homem chamado Pitágoras e o chamava seu esposo. Quando Nero morreu e Oto subiu ao trono, a primeira coisa que fez foi se apossar de Esporo. Muito mais tarde o nome do imperador Adriano associou-se para sempre com o de um jovem de Bitínia chamado Antonio. Viveu com ele inseparavelmente, e quando o jovem morreu, ele o deificou e cobriu o mundo com suas estátuas e imortalizou seu pecado, chamando a uma estrela com o seu nome. Esse vício, em especial, na época da Igreja primitiva, cobriu o mundo de vergonha; e existem poucas dúvidas de que foi esse pecado, uma das causas principais de sua degeneração, e da caída final de sua civilização.

 

           Quanto a origem da palavra “homossexual” — em 1869, temos de reconhecer que uma palavra somente não é traduzida do hebraico e do grego para o português — caso não tenha a equivalente na língua portuguesa. Assim sendo, usar o termo “homossexual” na Bíblia não poderia ter ocorrido após a palavra entrar no vocabulário português, visto que, na língua portuguesa, de acordo com Cândido de Figueiredo — escritor e dicionarista português —, essa palavra começou a ser usada em 1899, na sua obra “Novo Diccionário da Língua Portuguesa” — Lisboa, Portugal.

          Há um problema que a Teologia Gay não consegue resolver: a palavra homossexual não consta ipsis verbis (nas mesmas palavras) nos originais da Bíblia, mas o conceito que essa palavra agasalha encontra-se aos mil na Palavra do Senhor, de sorte que o conceito já era condenado por Ela (Lv 20.13; 18.22; 1Co 6.10; 1Tm 1.10; Rm 1.26,27; Gn 19). E isso é impossível de ser negado! Sem que haja distorção alguma no sentido original dos manuscritos da Palavra de Deus (Dt 4.2; Ap 22.18,19), é natural que as traduções da Bíblia trabalhem com a atualização da linguagem, já que a língua é viva; logo, as gerações precisam compreender a Bíblia conforme as expressões usuais da língua no contexto em que vivem.

         Em cada caso, a palavra grega usada para “homossexual” é “arsenokoites” — a parte ativa na relação gay; “malakoi” é a parte passiva. Não tem jeito, tanto um como o outro são condenados pelo Todo-Poderoso. Consoante os dicionários gregos:

 

* ἀρσενοκοίτης arsenokoites; gen. arsenokoítou, masc. substantivo, de ársen (730), homem e koite (2845), cama. Um homem que dorme na cama com outro homem, homossexual (1Cor. 6,9; 1 Tm. 1,10 [Cf. Lev. 18,22; Roma. 1,27]). Zodhiates, S. (2000). Dicionário completo de estudo das palavras: Novo Testamento (electronic ed.). Chattanooga, TN: AMG Publishers.

 

* ἀρσενοκοίτης, ου, ὁ um macho adulto que pratica relações sexuais com outro homem adulto ou um homossexual menino, sodomita, pederasta Friberg, T., Friberg, B., & Miller, NF (2000). Vol. 4: léxico analítico do Novo Testamento grego. Biblioteca Novo Testamento grego de Baker. Grand Rapids, Michigan: Baker Books.

 

        Quanto à palavra grega “malakoi” — como já foi visto —, significa literalmente aqueles que são “suaves e femininos”; aqueles que perderam sua virilidade (masculinidade) e que vivem desenfreadamente nos prazeres sexuais às ocultas. Segundo autores da época — Homero, Filo e Josefo, esse termo descreve a parte passiva no coito homossexual.  

        Resumo da ópera, o melhor é usar uma palavra em português que retrate fielmente o original. Agora que existe uma palavra mais exata e precisa para se usar, tornou-se a palavra de escolha. Portanto, é fácil ver por que a palavra “homossexual” não foi usada até posteriores traduções para o português. Como existe uma palavra em português mais precisa, foi combinada com a palavra grega correspondente. A prática homossexual ainda é considerada como pecado, de acordo com a Bíblia: Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos [...] herdarão o Reino de Deus — 1Co 6.10, NVI.