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Por Johny Mange

 

Introdução

         Os Santos da Tribulação são aqueles que se converterão ao Senhor Jesus após o Arrebatamento da Igreja, no tempo da Grande Tribulação. Conquanto outrora tenham sido rebeldes (por isso não subiram no Arrebatamento), após se humilharem e tornarem-se crentes devotos e piedosos, a viver nos piores dias da história humana, são chamados de “santos” na Palavra de Deus (Ap 13.7,10; 14.12; 17.6; 18.24).

         A fé na salvação na Grande Tribulação, para os judeus e para os gentios, foi a causa da minha disciplina. Com mais de 20 anos de conversão que tenho, aprendi esta verdade desde a infância, quando frequentava as aulas da Escola Dominical. Sempre cri assim. Nunca tive dúvida da salvação oferecida por Jesus no período da Tribulação.

        Enquanto disciplinado, foram levantados vários argumentos contrários à salvação na Grande Tribulação. Às pressas, elaboraram uma Regra de Fé. Duas irmãs deram um estudo no mesmo horário em que eu dava, argumentando contra o que eu havia pregado. O líder — em suas transmissões, até hoje —, vocifera contra esse ensino bíblico. Nas reuniões ministeriais, os ensinamentos contra a salvação no período tribulacional ficaram por conta de um professor universitário.

       Este estudo mostrará que, inquestionavelmente, haverá salvação na Grande Tribulação. Também responderá biblicamente todos os argumentos usados para negar os Santos da Tribulação.

    Asseguro, também, que há várias escolas de interpretação para a “Doutrina das Últimas Coisas” (Escatologia). Todas devem ser respeitadas. Entretanto, consoante aprendi desde a infância, pelas inúmeras vezes que li a Bíblia Sagrada e por meio de confiáveis obras teológicas, o método interpretativo que honra as Escrituras e a deixa falar por Si mesma é o dispensacionalismo. Por isso, as refutações são conforme a visão dispensacionalista; além do quê, a igreja que está sendo refutada por apresentar essa heresia concernente à salvação na Grande Tribulação é, ainda que escatologicamente bagunçada e confusa, dispensacionalista.

       Mesmo que a nossa vontade seja que as almas se convertam agora, a verdade não pode ser ocultada. O Apóstolo Paulo disse: “Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade” (2Co 13.8). A esses líderes que “se assentam sobre a cadeira de Deus, e estimam o coração como se fora o coração de Deus” (Ez 28.2), e acham que podem manipular passagens da Escritura a fim de adaptá-las à visão antibíblica, falsa e incoerente de sua denominação, a ponto de fecharem as portas da salvação aos pecadores, eis aqui a resposta que refutará todos os argumentos ora apresentados por eles para negar a salvação na era da Tribulação, igualmente mostrará como são forçadas e falaciosas tais interpretações!

 

 

 

1 – Principais eventos escatológicos

       Em que ordem as últimas coisas devem acontecer? É apresentada abaixo uma sequência geral acompanhada de passagens bíblicas, para que, estudando-as, se tenha em mente todo o cenário escatológico. Seria muito útil aos estudiosos dessas doutrinas examinar com cuidado, em meditação, cada referência mencionada na relação abaixo.

 

         O Arrebatamento da Igreja (a Primeira Fase da Segunda Vinda de Cristo). Nos ares — vem para a Igreja (1Ts 4.16,17) de maneira repentina (1Co 15.51-53); antes da Grande Tribulação (1Ts 1.10; Ap 3.10; Lc 21.34-36). Esse rapto dos salvos desencadeará uma série de eventos.

         O Tribunal de Cristo. Ainda nos ares, onde os santos serão galardoados (Ap 22.12; 1Pd 5.4).

       As Bodas do Cordeiro. No Céu, onde ocorrerá o casamento entre Cristo e a Igreja (Ap 19.7-9; 2Ts 2.1; 2Co 11.2).

     A Grande Tribulação. Enquanto ocorrem o Tribunal de Cristo e as Bodas do Cordeiro, a Grande Tribulação ocorre na Terra, por sete anos (Dn 9.25-27; Mt 24.21). A Grande Tribulação abrange a Septuagésima Semana de Daniel, que, por ser profética, durará 7 anos (Dn 9.27). O termo original traduzido por semana, em Daniel 9.27, é literalmente setenário, isto é, sete anos.

        A Vinda de Jesus à Terra (a Segunda Fase da Segunda Vinda de Cristo). Em poder e grande glória vem com a Igreja glorificada (Cl 3.4; Mt 25.31), para a batalha campal do Armagedom (Zc 14.1-4; Jl 3.2; Ap 16.13-16; 17.14; Mt 24.30,31). Este Glorioso Retorno, sim, “todo o olho verá” (Ap 1.7).

          Fim do Império do Anticristo (Ap 19.19-21).

        O Julgamento sobre Israel. Há de ser o julgamento dos judeus que sobreviverão à Grande Tribulação (Ez 20.34-38; Mt 25.1-13).

      Julgamento das Nações. O Senhor Jesus julgará as nações no que toca à conduta e ao tratamento que proporcionaram a Israel e à Igreja (Zc 14.1-21; Jl 3.12-14; Mt 25.31-46).

         O Milênio. Após a prisão de Satanás, Cristo institui Seu Reino literal e visível sobre a Terra (Ap 20.1-6; Is 35).

         A Revolta do Diabo e seu Julgamento. Após o Milênio, o Inimigo será solto por pouco tempo, pois logo ele — em última instância — e suas hostes serão julgadas (Ap 20.7-10; Jo 16.11; Rm 16.20).

         O Juízo Final (Ap 20.11-15).

         Novos Céus e Nova Terra (Ap 21—22; 2Pd 3.7).¹

 

 

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Bibliografia

 

¹ GILBERTO, A. et al. Teologia Sistemática Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, pp. 487, 488.

Os Santos da Tribulação