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OLIMPÍADAS:
RESSURGIMENTO DE UMA IDOLATRIA ANTIGA

 

           e) O exemplo dos primeiros cristãos sobrevive até hoje. A Igreja — a coluna e a firmeza da verdade (1Tm 3.15) — foi edificada sobre o fundamento dos apóstolos, sendo Cristo a pedra principal (Ef 2.20). Essa repugnância (extrema aversão) aos jogos, aos esportes e à Olimpíada fazia parte da “doutrina dos apóstolos” (At 2.42), pela qual seguiam à risca a recomendação apostólica de Atos 2.40: “Salvai-vos desta geração perversa”. Se os crentes do século I, que ajudaram erguer a Igreja — edifício espiritual de Cristo, tinham tal proceder na época em que os jogos, esportes, campeonatos, competições, circos e teatros fervilhavam no Império Romano, como os cristãos de hoje deitam por terra esse fundamento, envolvendo-se com os mesmos jogos, diversões, esportes e as Olimpíadas que, taxativamente, outrora foram execrados pela Igreja de Cristo? A finalidade da Igreja na Terra é outra (Mt 28.19-20; Mc 16.15,16); certamente, não é se envolver com os Jogos Olímpicos! Ela foi chamada para fora do sistema iníquo, pagão e diabólico deste mundo. 
            Fazemos parte do Corpo de Cristo — a Igreja (1Co 12.12,13,27; Hb 12.22,23). E para permanecermos nela é necessário nos apartarmos da imundícia dos povos — quer cultural, quer comportamental, quer religiosa: Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor, e não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso (2Co 6.17,18). A mesma iniciativa dos cristãos primitivos — de intransigência sobre os Jogos Olímpicos, entre outros — devemos ter perante este mundo tenebroso, e nos preservarmos como Noiva de Cristo, aguardando o Esposo em santidade até ao Arrebatamento: Tu és formosa, e em ti não há mancha (Ct 4.7); Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo (2Co 11.2).
           A verdadeira de Igreja de Cristo é pura, reta, imaculada, sem manchas nem rugas (Ef 5.27). Ou seja, completamente separada de todas as práticas contrárias ao Altíssimo, à Palavra, ao modo de viver, à fé, etc. Em função disso, a vida de Jesus se manifesta no corpo de cada membro da Igreja de Deus (2Co 4.10), para que em tudo seja irrepreensível e sincero, filho de Deus inculpável em meio a uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandece como astro no mundo (cf. Fp 2.15); por isso, pode testemunhar: “Cristo vive em mim” (Gl 2.20). Consequentemente, não nos deixemos contaminar com as Olimpíadas, traindo o Senhor Jesus Cristo: Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância [...] sede santos em toda a vossa maneira de viver (1Pd 1.14,15).  
            Muitos “evangélicos” de hoje têm o mesmo proceder dos ímpios e endemoninhados do Império Romano; além do quê, odeiam os santos do Senhor que se abstêm de torcer e prestar culto a Satanás por meio das Olimpíadas, tachando-os de “cafonas, antiquados, antigos, retrógrados e pessoas dos tempos passados”, transformando-os, atualmente, nos odiosos da humanidade! Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas: mas eles dizem: Não andaremos (Jr 6.16).


5 – Os Pecados dos Jogos Olímpicos

            O que é o pecado? Pergunta que filósofos, cientistas, psicólogos tentam responder; porém, tal resposta — há milênios — encontra-se à farta na Palavra de Deus. Por exemplo, 1João 3.4 dá uma definição, embora pequena, essencial e completa: “O pecado é iniquidade”. No Comentário Bíblico de Beacon (CPAD), a citada passagem é desta forma interpretada: “Pecar é incompatível com o permanecer em Cristo que o cristão experimenta. O espírito de ilegalidade também é incompatível com a guarda dos mandamentos de Deus”. 
            São às claras os pecados dos Jogos Olímpicos. O pecado não tem domínio sobre o crente (Rm 6.14), uma vez que mora nele o Espírito de Deus (1Co 3.16,17), de modo que nada dele é entregue como instrumento de iniquidade (Rm 6.13). As Olimpíadas opõem-se ao estilo de vida requerido pela Palavra do Senhor ao cristão, por isso, não terá parte com as Olímpiadas, porque vão contra a sua fé no Filho de Deus: E não comuniqueis com as obras infrutosas das trevas, mas antes condenai-as (Ef 5.11);  E não vos conformeis [seguis o modelo, o padrão; ajusteis] com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.2); Odeio o ajuntamento de malfeitores; não me sentarei com os ímpios (Sl 26.5). A religião pura e imaculada do Deus Altíssimo é “guardar-se das corrupções do mundo” (Tg 1.27; cf. 2Pd 2.20). 
            Na verdade, é a santificação requerida por Deus — do espírito, da alma e do corpo (1Ts 5.23) — que faz o salvo afastar-se inteiramente das Olimpíadas. Santificação é a obra do Espírito Santo que visa separar os crentes do pecado e da maldade e os dedicar à adoração e ao serviço de Deus (1Pd 1.15,16; Lv 20.8; 1Ts 4.7,8), pois o Eterno apenas habita em lugar santo (Is 57.15; 35.8). Na conversão, há um ato inicial de santificação (Hb 10.10; 1Co 6.11), e, durante a vida, é um processo contínuo (Ap 22.11; 2Co 7.1), à medida que cooperamos com o Espírito Santo quando fazemos morrer nossos maus desejos (Ef 4.22-24; Rm 6.11-23). 
             Por conseguinte, eis alguns pecados dos Jogos Olímpicos que são estorvos à santificação do crente:

 

            a) Idolatria e fanatismo. Como vimos acima, é idolatria tudo o que toma o primeiro lugar de Deus no coração do homem; é amor em extremo, paixão excessiva e vil. Como, na Bíblia, o conceito de idolatria é bastante amplo, assim como a Copa do Mundo — as Olimpíadas são idolatrias aterradoras nos dias atuais. Não só isso, mas também abarcam o fanatismo, que é o sentimento de admiração cega e relutante; devoção, culto, apego. 
             Todas as classes sociais das nações, definitivamente, se prostram diante dos Jogos Olímpicos, pois torcem de maneira calorosa pelas delegações enviadas. Tais atletas recebem fama, alta estima pública e são aclamados como deuses, com os mais variados títulos. A Bíblia diz: Sendo tu homem e não Deus, e estimas o teu coração como se fora o coração de Deus (Ez 28.2). 
          No mundo inteiro, cidades, países, governos, economias, trânsitos, bancos, universidades, empresas privadas e estatais, setores governamentais param e viram a atenção sobre as Olimpíadas. A idolatria e o fanatismo atingem todas as idades e camadas sociais. Nas escolas, a exemplo, o assunto da vez é os Jogos Olímpicos; trabalhos e apresentações são pedidos. Assevera a Palavra de Deus: Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações… Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente (Rm 1.24,25). Realmente, o mundo está um caos, porém as pessoas — mesmo precisando do socorro divino — se fecham mentalmente e preferem os prazeres dos jogos: Porquanto o coração deste povo está endurecido, e com os ouvidos ouviram pesadamente e fecharam os olhos, para que nunca com os olhos vejam, nem com os ouvidos ouçam, nem do coração entendam, e se convertam, e Eu os cure (At 28.27).
         Além desse aspecto claro de idolatria e fanatismo, há, ainda, a razão histórica — como abordada há pouco. As Olimpíadas ressuscitaram uma adoração pagã antiga. Elas possuíam rito e caráter religioso bem-definido — para sacrifícios, louvor e adoração a Zeus e a Hera. “Os Jogos Olímpicos na Antiguidade atraem dezenas de milhares de pessoas, pois são também um momento de celebração religiosa para os gregos, que aproveitam os dias da competição para fazer oferendas nos templos destinados aos deuses Zeus e Hera” (Almanaque Abril 2014). A Tocha Olímpica, que hoje é acesa por uma das onze sacerdotisas em frente às ruínas do templo da deusa Hera, em Olímpia, tem a ver com um ritual pagão antigo. Seu revezamento e o uso da pira também. Isso é concomitância acidental de dois fatos e fenômenos? Não, é um nítido ressurgimento dum culto ao Maligno — bem nos dias atuais.
            Satanás é sagaz, e se transfigura em anjo de luz para enganar (2Co 11.14). O certo é que quaisquer deuses — quer do passado quer do presente — são personificações dos demônios. Por intermédio deles, o Inimigo é adorado: Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes, digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios (1Co 10.19,20).
           Como as Olimpíadas são idolatrias terríveis nos dias atuais — tanto o aspecto histórico como o presente — a posição que o cristão deve tomar é afastar-se categoricamente desses engodos do Diabo, pois tem de manter firme sua adoração e devoção ao único e verdadeiro Deus: Está escrito: Ao Senhor, Teu Deus, adorarás e só a Ele darás culto (Lc 4.8, ARA); Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus sábio, seja honra e glória para todo o sempre (1Tm 1.17).

 

            b) Porfia e emulação. Se bem que todas as obras da carne sejam encontradas nos Jogos Olímpicos (cf. Gl 5.19-21), duas delas estão em seu âmago desde a Grécia antiga e perduram até os dias atuais; também são a razão pela qual atletas de várias nações se ajuntam: porfia e emulação. Isso é fato — e não dá para esconder! 
            Porfia é “busca por superioridade; disputa acirrada de qualquer natureza; competição; disputa; rivalidade”. Emulação significa “sentimento elevado de competição que leva alguém a tentar igualar-se a outrem ou superá-lo em mérito; competição, concorrência”. Ora, não é isso — com todas as letras — que ocorre nas Olimpíadas, nas 42 modalidades dos 33 esportes? Qual é a razão de países enviarem atletas? Pois é... Não há jeito: o espírito de porfia e emulação está no cerne dos Jogos Olímpicos desde o princípio!  
            Seja atletas, seja torcedores — quem toma parte nos Jogos Olímpicos (inevitavelmente) compete, disputa, rivaliza com outra equipe, pleiteia com os outros, quer ser o melhor, busca superação, caça concorrência, etc.; por conseguinte, está sob duas obras da carne. As obras da carne revelam a natureza mais decadente do ser humano, pois através delas transmite os hábitos pecaminosos e destetáveis aos olhos do Todo-Poderoso.  
          Segundo as Escrituras Sagradas, qualquer pessoa que porfia e/ou emula não entrará no Reino de Deus: Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: [...] inimizades, porfias, emulações […] coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus (Gl 5.19,20). Face ao exposto, que triste fim terão os que comungam com os Jogos Olímpicos! Veja Lucas 13.27,28.
       Assim como o Senhor Jesus deixou-nos o exemplo de humildade, a lavar os pés dos discípulos (Jo 13.1-17) — competições, disputas, rivalidades, pleitos, concorrências, de forma alguma, podem fazer parte da vida do salvo pelo Senhor: Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo (Fp 2.3). Tal ordenança de Cristo tem espaço nas Olimpíadas? Jamais. Isso não é papo-furado — é Bíblia! “Quando há algo na Bíblia que as igrejas não concordam, elas o chamam de legalismo” (Leonard Ravenhill).

 

         c) Corrida por coisa perecível. Nos países do mundo, não existe contribuição alguma das Olimpíadas para a formação da sociedade — nem no bem-estar, nem na formação, nem na educação, nem na moral, nem na ética, nem nos bons costumes, nem nos valores humanos, nem no senso de separar o certo e o errado, nem na apartação das más-influências, etc. Os Jogos Olímpicos nem sequer ajudam o ser humano a compreender o mínimo das coisas sobreditas. Isso não é conversa fiada, mas tal reflexão é absolutamente comprovada. 
            O Comitê Olímpico Internacional (COI) não faz nenhum caso da sociedade, nem mesmo estende a mão para de ajudá-la na sua formação. São gastos bilhões de dólares em cidades olímpicas, ginásios, estádios, propagandas, etc. Cada local onde passa a Tocha Olímpica vão-se somas de dinheiro, enquanto hospitais, escolas, creches, abrigos, albergues, etc., precisam de verbas, manutenção e ampliação.  Conforme o site da revista Época

 

             [...] os governos dos países e das cidades sedes pagam a conta. As construções e reformas de estádios e ginásios, o que há de mais caro e essencial para a realização dos eventos, são pagas com os impostos das populações das sedes. Os bilhões de dólares o COI arrecadam com as Olimpíadas são majoritariamente repassados para os cartolas que estão abaixo deles na estrutura, como federações nacionais e comitês.

 

           Decerto, as Olimpíadas são prazeres momentâneos, daqui a pouco, quando acabarem, vem à tona a realidade! Os Jogos Olímpicos são competições incertas e perecíveis, os quais não sentem a dor do próximo nem se prontificam em ajudá-lo. Nas Olimpíadas, quem torce, joga ou apoia corre num percurso que não terá utilidade alguma nesta vida nem no dia da prestação de contas com o Senhor: — Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível, pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado (1Co 9.24-27).
          Em contrário das Olimpíadas, apesar de sua origem humilde, a Igreja de Cristo realizou mais mudanças em prol da Terra do que qualquer outro movimento significativo da história. Para termos ideia, extraímos da obra E se Jesus não tivesse nascido? algumas contribuições positivas do Cristianismo no decorrer dos séculos:

 

             * Os hospitais, que basicamente surgiram na Idade Média.
       * As universidades, que também surgiram na Idade Média. Além disso, a maioria das grandes universidades foi fundada por cristãos para propósitos cristãos.
           * A alfabetização e o ensino para o povo. 
           * Abertura da escola pública.
           * O capitalismo e a iniciativa privada.
           * A separação dos poderes políticos.
           * Os direitos civis.
           * A abolição da escravatura, tanto na antiguidade como nos tempos modernos.
           * A ciência moderna.
           * A descoberta do Novo Mundo por Colombo.
           * A valorização das mulheres.
           * A bondade e a caridade; tal ética veio pela passagem do bom samaritano (Lc 10.25-37).
         * A ascensão do homem comum; condenação do adultério, do homossexualismo e de outras perversões sexuais. Isso ajudou a preservar a humanidade, o seio familiar e poupou a muitos do sofrimento.
           * Mais respeito pelo ser humano.
           * A civilização de muitas culturas bárbaras e primitivas.
           * A codificação e transcrição de muitos idiomas.
           * O maior desenvolvimento da arte e da música. Inspiração para os maiores trabalhos de arte.
           * Inúmeras vidas que de sujeição passaram a benefício para a sociedade devido ao Evangelho.
           * A salvação eterna de incontáveis almas.
 

 

            A Igreja do Senhor contribui para sociedade. Urge no salvo a vontade de praticar o bem e ensinar os princípios santos da Palavra de Deus: “Recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres: o que também procurei fazer com diligência” (Gl 2.10); “Portanto ide, ensinai todas as nações...” (Mt 28.19); “Ensina-me bom juízo e ciência, pois cri nos teus mandamentos” (Sl 119.66). 
        Enquanto isso, as Olimpíadas são corridas por coisas perecíveis, pois, conquanto existam a milênios — antes da fundação da Igreja —, seus falsos deuses nunca fizeram nada de bom pela humanidade. As medalhas servem tão só para os ganhadores, e em nada mais contribuem: Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade (devoção, fervor espiritual ao Senhor) para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da [vida] que há de vir (1Tm 4.8).

 

           d) Extração do sentimento de juízo. O tipo de entretenimento oferecido pelos Jogos Olímpicos, ainda, é o grande vilão da história. Certa vez, Robert Solomon, bispo metodista singapuriano, disse: “Ficamos desconfortáveis com o silêncio, porque o silêncio nos obriga a enfrentar Deus”. Sempre o Inimigo prepara meios para prender a atenção do ser humano para que não pense que um dia entrará no juízo de Deus. A Escritura atesta: Porquanto [Deus] tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou [Jesus Cristo]; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-O dos mortos (At 17.31). 
           Na Harpa Cristã, o hino 169 diz: No juízo não pensava, nem na minha perdição. Ainda que as pessoas estejam em tempo livre, preferem que inúmeros entretenimentos (dentre os quais, as Olimpíadas) consumam o seu tempo, entrando num mundo irreal fornecido por aqueles que estão ao sabor de Satanás. Tais ocupações impendem-nas de refletir e enfrentar a realidade. Como isso é triste! É evitar o autoexame! — Cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus (Rm 14.12). Jerusalém não pensava no seu fim, de modo que foi arruinada: A sua imundícia está nas suas saias; ela não pensava no seu fim; por isso, caiu de modo espantoso e não tem quem a console. Vê, Senhor, a minha aflição, porque o inimigo se torna insolente (Lm 1.9, ARA). 
             Quando o ser humano está a sós, em seu silêncio, se depara com a curta duração da vida; isto o faz pensar no seu fim, o que o induz a fazer um checape de sua vida. A Bíblia Sagrada revela a fragilidade e a brevidade da vida humana. Jó, em sua angústia, disse: “Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão [...] a minha vida é como o vento” (Jó 7.6,7). Davi fala da morte como o “caminho de toda a terra” (1Rs 2.2), observando: “Porque o homem, são os seus dias como a erva; como a flor do campo, assim floresce; pois, passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não conhece mais” (Sl 103.15,16). O salmista pediu ao Altíssimo: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios” (Sl 90.12). O Apóstolo Tiago salienta: “Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um tempo, e depois se desvanece” (Tg 4.14). Assim sendo, a morte põe um fim à nossa oportunidade de tomar decisões que afetarão nosso futuro eterno. Com a morte, a alma do pecador impenitente entra num estado de sofrimento e dor, e ainda aguarda padecimento maior na ressurreição da condenação, quando sofrerá o dano da segunda morte — a eterna separação de Deus (Lc 16.19-31; Jo 5.58,29; Ap 20.11-15).
           Por que continuar enganando a si mesmo no entretenimento, empurrando a vida com a barriga? Os Jogos Olímpicos são passageiros e despertam alegria momentânea, não dando esperança futura. Aliás, eles extraem o sentimento de juízo vindouro. Mas se a morte chegar até nós agora, qual será o nosso fim? E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo (Hb 9.27). Por isso, o Apóstolo Paulo nos advertiu: E digo isso para proveito vosso; não para vos enlaçar, mas para o que é decente e conveniente, para vos unirdes ao Senhor, sem distração alguma (1Co 7.35).

 

 

Bibliografia

 

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