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Por Johny Mange

 

9.º Argumento

É verdade que não tem como haver salvação na Grande Tribulação, pois o ser humano a obteria com seu próprio esforço, anulando, assim, o sacrifício de Jesus na cruz?

 

A INTERPRETAÇÃO ERRADA: Alguns apregoam que a salvação na Grande Tribulação é uma doutrina diabólica, uma vez que, se a pessoa for martirizada e obtiver salvação após o Arrebatamento, será anulada a salvação pelo sacrifício de Cristo na cruz, dando lugar a outro tipo de salvação — pelo esforço humano.

 

CORRIGINDO A INTERPRETAÇÃO ERRADA: À fé, os que assim apregoam, falta-lhes o bom-senso “e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos símplices” (Rm 16.18). Tal argumento é sem nexo e de gente estúpida quanto às verdades cruciais da fé! São condutores cegos; são indoutos e inconstantes, que torcem as Escrituras para sua própria perdição (Mt 23.24; 2Pd 3.16). Nenhum líder ou denominação tem o direito de contrapor-se à Palavra de Deus por mero capricho, interpretações incoerentes, fins pessoais ou arrazoados que não resistem à exegese bíblica confiável.

      Ao considerar a importante questão da base ou do método da salvação durante a Tribulação, certas afirmações — arrimadas nos fartos testemunhos das Escrituras — dão à luz esta realidade: haverá salvação, sim, incontestavelmente, no período da Tribulação; e a Bíblia mostra a base ou método da salvação nesse tempo, o qual não difere muito de outras épocas. É a Palavra do Senhor contra a palavra dos líderes inconsequentes!

 

       a) A salvação na Grande Tribulação será por meio da fé. A ​salvação na Tribulação certamente será baseada no princípio da fé. Hebreus 11.1-40 deixa claro que o único indivíduo aceito por Deus era o indivíduo que cria em Deus. O princípio do versículo 6 — “sem fé é impossível agradar a Deus”, não se limita à presente era, mas vale para todas as épocas. A fé de Abraão é dada como exemplo do método de abordagem de Deus (Rm 4.2) e será o método de abordagem na Tribulação.³⁶ Os Santos da Tribulação, conquanto sofram nas garras do Anticristo (cf. Ap 13.7) e vivenciem os juízos do Todo-Poderoso (Ap 14.7), dentre os quais: “O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue...” (Jl 2.31; At 2.20 comp. Mt 24.29; Ap 6.12,13), eles terão a fé de invocar o Nome do Senhor e serem salvos (Jl 2.32; At 2.21). E mais: é dito que os Santos da Tribulação guardarão os mandamentos e a fé no Senhor Jesus (cf. Ap 14.12).

 

b) A salvação na Grande Tribulação será tão só pelo sangue do Senhor Jesus — a causa eterna de salvação. As descrições dos salvos na Tribulação deixam claro que serão salvos pelo sangue do Cordeiro. Sobre os judeus salvos, diz-se que “são os que foram redimidos dentre os homens” (Ap 14.4), e Israel jamais conheceu uma redenção que não fosse baseada no sangue. Sobre os gentios de “todas as nações, e tribos, e povos, e línguas” (Ap 7.9), diz-se que “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap 7.14). Em Apocalipse 12, Satanás ataca o remanescente de Israel, pois tal é o significado da “mulher” nesse capítulo. O remanescente fiel é mencionado no versículo 10 como “nossos irmãos”. O instrumento de vitória dos “irmãos” nos é dado no versículo 11 — “eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro”. Então, uma vez mais, os crentes são salvos e libertos pelo “sangue do Cordeiro”. Em Apocalipse 12.17, oferece a razão da animosidade, ou seja, da antipatia, da hostilidade e do rancor de Satanás: eles “têm o testemunho de Jesus”. É por causa da mensagem que esse remanescente fiel proclama que Satanás é apresentado como “furioso”. Essa é só mais uma mostra da mensagem proclamada no período tribulacional.37

 

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Bibliografia

 

³⁶ Manual de Escatologia, pp. 292, 293.

 

37 idem, pp. 292, 293.

Os Santos da Tribulação