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Confissão do Fundamento Doutrinário

 

 

Estes são os pontos doutrinários da lídima fé cristã e da genuína doutrina deixada pelos 

 

Apóstolos do Cordeiro (não em sua totalidade, porém compiladas as mais importantes), nas 

 

quais a IGREJA DA FÉ APOSTÓLICA® se fundamenta terminantemente e faz delas o seu 

 

sustentáculo em todas as questões

 

(At 2.42; Jd v.3).

Art. 1.º – Cremos na inspiração divina e plena das Escrituras Sagradas, tanto o Antigo quanto o Novo Testamento; destarte, são dotadas de infalibilidade, inerrância, autoridade e veracidade sobre a vida do cristão e todo aspecto doutrinário (2Tm 3.16; 2Pd 1.20,21; Jo 17.17; 10.35; Lc 4.4; Is 34.16).

 

Art. 2.º – Cremos na Trindade Divina, pela qual se entende que existe um só Deus (Dt 6.4; 1Sm 2.2; Is 45.5); porém, este mesmo Deus, pela Sua unidade composta, subsiste eternamente em Três Pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo (Mt 28.19; 2Co 13.13; At 10.38; 1Pd 1.2; Jd vv. 20,21; 1Jo 5.7; Gn 1.26).

 

§ 1.º – Cremos no Pai, a Primeira Pessoa da Divindade – às vezes chamado de Deus – o qual é o Supremo Ser por excelência, misericordioso, sublime e criador de todas as coisas (Sl 104.1; 115.3; 100.5; Is 50.17; Ne 9.6);

 

§ 2.º – Cremos no Filho, a Segunda Pessoa Divina – que deixou a Seu Trono de Glória e se encarnou no ventre de Maria (quando virgem), por obra e graça do Espírito Santo (Lc 1.35; Mt 1.18-20; 1Tm 3.16; Fp 2.6-8), para viver nesta terra com duas naturezas, sendo 100% homem (Jo 19.5; 1.14; 1Jo 4.2,3; 1Tm 2.5) e 100% Deus (1Jo 5.20; Cl 2.9; Jo 1.1; Mt 1.23). Todavia, padeceu a morte de cruz pelas nossas iniquidades, a efetuar eterna redenção, mediante a obra sacrossanta da expiação, assegurando-nos a salvação (Fp 2.8; Rm 5.16-19; 4.24,25; Hb 2.9,10); ressuscitou corporalmente dentre os mortos (Lc 24.3,36-43; Jo 2.19-21) e ascendeu ao céu, onde está assentado à destra do Pai (At 1.9-11; 7.56). Contudo, deixou-nos a promessa de Seu Glorioso Retorno nas nuvens (At 1.11; Jo 14.18);

 

§ 3.º – Cremos no Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Deidade – o Santo Consolador enviado por Jesus e pelo Pai (Jo 14.16,17), o qual é uma Pessoa (At 10.19,20; Is 11.2; Ef 4.30; 1Co 2.11) e Deus pleno e absoluto (At 5.3,4; 2Co 3.17,18). Ele é a Fonte Dimanante de todo o poder celestial concedido à Igreja de Cristo na terra (Jo 7.38,39; Ef 2.21,22) e por Seu poder efetuará o Arrebatamento e a Primeira Ressurreição (1Co 15.52; Rm 8.11).

 

§ 4.º –  Cremos na Santíssima Trindade categoricamente como exposta nas Escrituras e corroborada no Credo de Atanásio.

 

Art. 3.º – Cremos na existência e na universalidade do pecado – que é a transgressão, a inconformidade com a Lei Divina, e a principal causa de males entre os povos e nações (Rm 3.9; 6.23; Tg 1.15; 1Jo 1.8). Estes, porém, carregam a natureza adâmica e estão distanciados de Deus pelos efeitos trágicos da iniquidade. Apenas o sangue de Jesus Cristo pode purificar o ser humano do pecado (1Jo 1.7; Ap 22.14).

 

PARÁGRAFO ÚNICO: Cremos na realidade do pecado original, isto é, a transgressão de Adão está sobre o homem desde o nascimento (Sl 51.5; Rm 3.10-18, 23).

 

 

Art. 4.º – Cremos no dom gratuito de Deus – a vida eterna (Rm 6.23), que é dado ao homem pela aceitação de Jesus Cristo como o único e suficiente Senhor e Salvador (Rm 10.9,10; Jo 1.12). O aceitamento ao Salvador deve ser enquanto o homem tem vida (Is 55.6; Hb 9.27). A salvação lhe é outorgada através da morte vicária e expiatória do Filho do Eterno Deus (2Co 5.15). Nisto, o sangue de Cristo purificar-lhe-á, dando-lhe a salvação (Jo 5.24); não obstante, o homem conservá-la-á mediante a obediência aos mandamentos divinos da Bíblia Sagrada (Hb 5.9; Jo 14.20,21; 1Jo 5.3; Mt 24.13).

 

PARÁGRAFO ÚNICO: Na doutrina da  justificação pela graça mediante a fé (Rm 4.3-9; 5.1-11; Hc 2.4; Gl 3.11,21-25), a qual revela a abolição dos mandamentos cerimoniais da Lei de Moisés, como a guarda de dias, meses ou anos; também o abolimento da proibição da ingestão de certos tipos de alimentos (Cl 2.14-17; Gl 4.9-11; 1Tm 4.1-5; Rm 10.4), exceto a carne sufocada, o sangue e quaisquer tipos de bebidas alcoólicas (At 15.29; Ef 5.18; 1Co 3.16,17). Outrossim, salienta que a obra do Gólgota é o sacrifício vicário, redentor e expiatório; portanto, incontestavelmente, o único meio de salvação (1Tm 2.4-6; Tt 3.4-6; Rm 3.20). A salvação perfeita e gloriosa nos é concedida por meio da fé na morte e na ressurreição do Cristo de Deus (Rm 4.25; 1Co 15.16-23), e não por obras, caridade ou quaisquer outros meios (Ef 2.8,9). Os cristãos fiéis fazem boas obras porque são  salvos, e não para serem salvos (Ef 2.10). Porém, existe a “obediência da fé” (Rm 16.26), isto é, a santificação é o recurso para permanecermos limpos diante da impiedade e retermos a salvação (Hb 12.14).

 

 

Art. 5.º – Cremos na atualidade de todos os dons descritos nas Sagradas Escrituras, pois são conferidos pelo Espírito Santo para a total confirmação da “maior glória” que tem a Sua dispensação; igualmente para edificação do Corpo de Cristo e para conclamação dos pecadores aos pés de Jesus, uma vez que, por meio dos dons, crerão no imensurável poder do Altíssimo (2Co 3.8; Jo 14.12; 1Co 12.8-10,28; Ef 4.11; Rm 12.7,8; Hb 2.4; 1Co 14.26; Mt 2.11; Jó 33.15,16; At 11.5; 2.39).

 

§ 1.º –  Cremos no Batismo no Espírito Santo (Lc 3.16), que é a outorga sobrenatural do poder de Deus, com a evidência inicial e física de falar línguas estranhas (At 2.4; 10.44-46; 19.5,6), a tantos quantos Deus – Nosso Senhor – chamou à Sua graça (At 2.39), cujo capacita, concede ímpeto e unção ao crente para o serviço sagrado da proclamação do Evangelho de Cristo em quaisquer lugares, até os confins da terra (At 1.8). 

 

§ 2.º – Cremos na sã doutrina pentecostal: Jesus cura (Mc 16.17,18), salva (Jo 10.9), batiza no Espírito Santo (Mt 3.11; At 2.39) e, em breve, voltará (Jo 14.1-3).

 

§ 3.º –  Cremos que os crentes devem aplicar-se, ininterruptamente, à oração (Ef 6.18; Mc 14.38; Tg 5.16; 1Ts 5.17), ao jejum (Mt 17.21; Ed 8.21-23; Mt 9.14,15) e à leitura das Sagradas Escrituras (Jo 5.39; Js 1.8), donde obterão uma vida consagrada (Rm 12.1). Somando isso ao Batismo no Espírito Santo, estarão preparados e revestidos para a Seara do Mestre (Tt 3.1; 1Co 15.58; Ef 6.15).

 

 

Art. 6.º – Cremos no estabelecimento da Igreja de Deus – o Corpo de Cristo na terra (Ef 3.10,21; 5.23,32; 1Co 12.12,13,27). A obra primordial desta é a proclamação do Evangelho (Mc 16.15) para o arrependimento das gentes (Lc 24.47), os quais serão possibilitados, por meio deste, de chegarem a Cristo (Tg 4.8; Mt 11.28-30). Consequentemente, a Noiva do Cordeiro possui duas ordenanças concedidas pelo Senhor: 

 

I – O batismo ministrado por imersão do corpo inteiro de uma só vez nas águas, o qual é um sinal público de arrependimento e de admissão do novo crente ao Corpo de Cristo – a Igreja, efetuado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, em águas correntes, em pessoas adultas, arrependidas e cônscias de seus atos (Mt 28.19; Rm 6.1-4; Mc 16.16);

 

II – A Ceia do Senhor – mistério divino da comunhão do corpo e do sangue de Cristo (1Co 10.16). Por esse ato, dando e recebendo o pão e o vinho, é revelada a totalidade da salvação – o fortalecimento da fé e do amor, a inspiração da obediência e o sustento da esperança na Ventura Eterna. A Ceia do Senhor assinala o estabelecimento de uma Nova Aliança, no sangue remidor do Cristo de Deus (Mt 26.26-28). Ela possui duas mensagens: memorial: relembra a morte de Cristo, e profética: anuncia a Sua vinda (1Co 11.23-34).

 

 

Art. 7.º – Cremos, consoante exposto nas Escrituras Sagradas, na existência dos anjos, que são criaturas e mensageiros de Deus (Cl 1.16; Hb 1.14), seres celestiais (Jó 38.7; Lc 22.43), imortais (Lc 20.36), assexuados (Lc 20.34,35), poderosos (Sl 103.20) e numerosos (Hb 12.22; Ap 5.11). Todavia, não devem ser adorados nem invocados (Ap 22.8,9; Jo 14.13).

 

§ 1.º – Cremos que o Anjo de Deus, percebido pelas características descritas abaixo (por vezes chamado “Anjo do Senhor” – Gn 16.7; 21.17, “Meu Anjo” – Ex 32.34, ou “Anjo da Presença do Senhor” – Is 63.9), não é um dos anjos criados; entretanto, uma  teofania – manifestação temporariamente visível de Deus. Esse Anjo era teofânico, e representava a Segunda Pessoa da Trindade Divina – o próprio Cristo antes de encarnar-se, pois, em tais aparições, era chamado de “Deus” (Gn 32.24,30 comp. 48.16), aceitava adoração (Js 5.14,15) e podia perdoar e reter pecados (Ex 23.20-23). Não há mais registro da manifestação desse Anjo no Novo Testamento, pois o “Verbo se fez carne e habitou entre

 

§ 2.º – Cremos, conforme a Santa Escritura, na existência de Satanás, o antigo querubim da guarda (Ez 28.14), cujo foi precipitado dos Céus por almejar tomar o lugar do TodoPoderoso (Is 14.12-15; Ez 28.14-16), transformando-se no arqui-inimigo de Deus e dos homens, autor da perdição, do mal, do pecado e das trevas (1Pd 5.8). Ele é o Diabo, que perturba a Obra de Deus (1Ts 2.18), controla as forças deste mundo (Jo 12.31), opõe-se ao Evangelho (Mc 13.19), domina, cega, engana, destrói (2Co 4.4; Lc 22.31,32; Jo 10.10; 1Tm 3.7), aflige e tenta os santos do Senhor (1Ts 3.5). Durante a Grande Tribulação será lançado da esfera celeste, onde hoje é seu quartel-general (Ef 2.2), à Terra (Ap 12.7-9); durante o Milênio será aprisionado no abismo (Ap 20.1-3), sendo solto por um curto período, que ainda culminará numa breve rebelião (Ap 20.7-9), e depois de mil anos será lançado no Lago de Fogo, onde de dia e de noite será atormentado para todo o sempre (Ap 20.10). Desta maneira, mediante a condenação no Abismo Eterno do Adversário e seus agentes (Mt 25.41,46; Lc 8.31) – o mal será expurgado definitivamente (Is 24.21,22).  

 

§ 3.º – Cremos na existência dos demônios, que são os espíritos malignos (At 19.15,16) e imundos (Mc 5.9); imateriais e invisíveis, possuidores da natureza idêntica à do Diabo, dos quais é príncipe e delegante de ordens (Mt 12.24; Ef 6.12). Os demônios podem habitar nos corpos dos incrédulos (Lc 4.41; Mc 3.10,11,15) e são agentes e emissários da atividade destruidora de Satanás no mundo (1Tm 4.1; Ap 12.9). Eles são inumeráveis (Mc 5.9; Ap 12.4). Tais espíritos malignos devem ser expulsos em nome de Jesus (Mc 16.17), por crentes consagrados na oração e no jejum (Mc 9.29).

 

 

Art. 8.º – Cremos na seguinte constituição do homem: espírito, alma e corpo (1Ts 5.23; Hb 4.12) 

 

I – Espírito: está dentro do corpo e possui imaterialidade e invisibilidade (Zc 12.1; Tg 2.26), cujo é imortal (1Pd 3.4). Portanto, é a sede dos relacionamentos com Deus (Jo 4.23,24) e da consciência (Rm 2.15,16);

 

II – Alma: entidade imortal, imaterial e invisível habitável dentro do corpo humano (Mt 10.28; Sl 42.6). Logo, é a sede do intelecto (Sl 139.14; Pv 19.2), dos sentimentos (Sl 86.4; 88.3) e das volições (Jó 23.13; Dt 12.20; Ec 2.24);

 

III – Corpo: feito do pó da terra pelos dedos de Deus (Gn 2.7; 3.19), possuidor de cinco sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato (Sl 115.4-8), cujo tem a função primária de templo do Espírito Santo no salvo, o qual, um dia, levantar-se-á para a ressurreição (Gn 2.7; 1Co 15.50; 3.16; Jo 11.24).

 

PARÁGRAFO ÚNICO: A alma e o espírito são inseparáveis, visto que o espírito está entretecido na própria textura da alma. Eles são fundidos e caldeados numa só substância (Gn 2.7), os quais, ainda distintos (cada qual em sua função), são inseparáveis, formando o "homem interior" (Rm 7.22). Todavia, é impossível as almas e espíritos de pessoas mortas entrarem em contacto com os vivos, isto é necromancia, condenada terminantemente pela Palavra de Deus (Dt 18.10-13; Lc 16.26).

 

 

Art. 9.º – Cremos na tríplice santificação: espírito, alma e corpo (1Ts 5.23), abrangedora de “toda a maneira de viver” (1Pd 1.15), e seguimo-la não como “costume”, por conseguinte, professamo-la como “doutrina”, pois  quem a desprezar não rejeita ao homem, mas, sim, a Deus (1Ts 4.8). É uma obra posicional (Lv 20.7), progressiva (Ap 22.11) e essencial à preservação da salvação (Hb 12.14), a qual abrilhanta o cristão como testemunha de Cristo ante uma geração perversa e pecadora (Mt 5.16), porquanto o separa das obras mundanas e expõe-no como “separado”, “consagrado” e “apartado” de todos os lançamentos diabólicos que aspiram tirar a comunhão dele com Deus (Tt 2.12-14): seja interiormente, seja no falar, seja no andar, seja no vestir, seja no pensar, seja no agir, seja nos meios de comunicação, 

 

 

Art. 10.º – Cremos no Céu como lugar de felicidade, paz, harmonia e descanso para todos os salvos em Cristo (2Co 5.1,2,8; Fl 1.23; Ap 14.13).

 

§ 1.º – Cremos que os mortos salvos, por ora, estão no Estado Intermediário. Ou seja, após a morte, a alma e o espírito do cristão fiel vão para o Paraíso (Lc 23.43; 2Co 5.8), cujo se localiza onde está Jesus: no Céu (Fl 1.23 comp. 1Pd 3.22). O que dorme é o corpo (Mt 27.52; Ef 5.13), pois a alma e o espírito estarão conscientes em louvor e adoração ao Senhor (Sl 149.5; 16.11; Ap 5.9-14); porém, aguardam a ordem do Mestre para voltarem aos respectivos corpos por ocasião da Primeira Ressurreição (2Ts 4.14-18; Rm 8.11), daí, estes transformar-se-ão em corpos celestes, imortais, espirituais e gloriosos (1Co 15.40,43,44,51-54) e adentrarão à Nova Jerusalém num santo cortejo, onde habitarão para sempre com o Nosso Senhor Jesus Cristo (Hb 12.22,23; Ap 21.16-27; 19.7-9). 

 

§ 2.º – Cremos que a Nova Jerusalém, que é a Pátria, o Santuário eterno e celeste, descerá do Céu e continuará por toda a eternidade. Será a habitação dos santos remidos de todas as eras, que servirão a Deus eternamente (Ap 21.2,3). Sua glória e majestade, e as bênçãos indizíveis  –  resultantes do  Estado Eterno, dentre as quais: a cidade não precisa nem do Sol nem da Lua, para lhe darem claridade, pois ela será suprida pela glória de Deus; o rio da água da vida, claro como cristal, que sai do trono do Senhor, nela fluirá; é construída com materiais de grande valor: diamantes, esmeraldas, safira, ametista e outras pedras preciosas; as ruas são feitas de ouro; há um muro de jaspe; as portas são pérolas; há uma praça principal em cuja está plantada a Árvore da Vida, estão descritas detalhadamente no Apocalipse cap. 21 e cap. 22.1-5. Arquitetada e construída pelo próprio Deus, pela qual ansiavam os patriarcas e os santos do Antigo Testamento, encontra-se nos Céus, onde está à espera dos remidos que atenderam ao chamado divino do Evangelho de Cristo (Hb 11.10,13; Jo 14.1-3).

 

 

Art. 11º – Cremos na doutrina da punição eterna – o inferno: o fogo eterno, o abismo, as trevas exteriores. Os que morreram no pecado, por enquanto, se encontram perfeitamente vivos no Estado Intermediário. Isto é, por não aceitarem Jesus, suas almas e espíritos, que são imortais, estão no Hades ou Sheol – o mundo subterrâneo e invisível dos mortos: lugar medonho, ignífero (que contém, produz ou lança fogo), cheio de dores, de padecimentos, de suplícios, onde são atormentados; e, além do mais, são perturbados pela consciência: os horrores de seus atos e a rejeição a Jesus Cristo - o único Senhor e Salvador (Pv 15.24; Sl 9.17; Lc 16.23-28), enquanto seus corpos ficam no pó da terra, num profundo sono, aguardando o ressurgimento (Dn 12.2). Deste modo, ressuscitados, com toda a constituição concedida por Deus: espírito, alma e corpo, passarão pelo Juízo Final e serão lançados no Lago de Fogo – o inferno propriamente dito (Ap 20.11-14; Mc 9.42-50). Tal tormento será eterno, ou seja, interminável, inacabável, para todo o sempre, infindo (Ap 20.10; Mt 

 

 

Art. 12º – Cremos na Segunda Vinda de Cristo (Jo 14.1-3; Tg 5.7,8; 1Jo 2.28). Por conseguinte, ela se divide em duas fases distintas: 

 

I – A primeira: o Arrebatamento da Igreja, em que os santos desaparecerão subitamente e obterão a transformação  num abrir e fechar de olhos, em dia e hora desconhecidos (1Ts 4.16-18; 1Co 15.51,52; Lc 17.24; Mt 25.13). Este ab-rupto desaparecimento livra a Igreja de passar pela Grande Tribulação e ser participante do governo do Anticristo (1Ts 1.10; 5.7; Ap 3.10; 2Ts 2.6-8), pois, nesse ínterim, gozando a glorificação, estará recendo os galardões eternos no Tribunal de Cristo, devido aos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (2Co 5.10; Ap 22.12); seguidamente, a Igreja glorificada e galardoada apossar-se-á de toda a Sua herança como Noiva do Senhor Jesus, e Ele a possuirá numa perfeita e indissolúvel união, chamada Bodas do Cordeiro (Ap 19.7-9); 

 

II – A segunda: Jesus vem, visivelmente (Ap 1.7), após os setes anos imperiais do Anticristo (Dn 9.27; 7.25; Ap 11.2,3), com a Sua Igreja glorificada (Cl 3.4), para estabelecer o Milênio (Ap 20.6), destruir os Seus inimigos, lançar o Anticristo e o Falso Profeta no Lago de Fogo (Ap 19.20) e ordenar a amarra de Satanás por mil anos (Ap 20.1,2). 

 

 

Art. 13º – Cremos na ressurreição da carne (Jo 5.28,29; Dn 12.2; Is 26.19); esta dividir-se-á em duas: a Primeira Ressurreição – a da vida (Jo 5.29a), e a Segunda Ressurreição – a da condenação (Jo 5.29b). 

 

§ 1.º – A Primeira Ressurreição abrange:

 

I – Cristo, as primícias dos milhares que serão ressurrectos (1Co 15.20,23; Ap 1.18; Cl 1.18);

 

II – Todos os santos redimidos, no momento do Arrebatamento da Igreja (1Ts 4.16; 1Co 

 

III – As duas testemunhas, durante a Grande Tribulação (Ap 11.11);

 

IV – Os santos martirizados durante a Grande Tribulação (judeus e gentios), que ressurgirão antes do Milênio (Ap 20.4-6); e

 

V – Todos os crentes do Milênio, após o seu término, ressuscitarão (ou serão transformados) às vésperas do Trono Branco, uma vez que, no Juízo Final, o Livro da Vida, em cujo há os nomes de todos os salvos (Fp 4.3; Ap 3.5; Ex 32.32), também será aberto; por conseguinte, subentende-se que, nesse mesmo instante, ocorra a transformação dos fiéis que morreram ou permaneceram vivos durante o Milênio (Ap 20.12,13; Dt 29.29). 

 

§ 2.º – A Segunda Ressurreição: Para todos aqueles que se levantarem no Juízo do Grande Trono Branco, que dantes suas almas e espíritos estavam no Hades, os quais, com corpos de desprezo e vergonha eternos, serão amarrados de pés e mãos e lançados eternamente para a danação e o suplício no Lago de Fogo, com pranto e ranger de dentes (Ap 20.11-15; Dn 12.2; Mt 22.13; Mt 25.46; Mc 9.43-49).

 

 

Art. 14º – Cremos que, na terra, haverá um tempo de aflição, angústia, perseguição, agonia, sofrimento e juízo como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de existir, chamado de Grande Tribulação (Dn 12.1; Mt 24.21). Iniciar-se-á após o Arrebatamento da Igreja (2Ts 2.7,8). Alguns fatos pertinentes:

 

I  – A Grande Tribulação abrange a Septuagésima Semana de Daniel, que, por ser profética, durará 7 anos (Dn 9.27). O termo original traduzido por semana, em Daniel 9.27, é literalmente setenário, isto é, sete anos;

 

II – Dividir-se-á em dois períodos: Primeiros três anos e meio - serão ocupados pelo governo do Anticristo; últimos três anos e meio: denotará enfaticamente a Grande Tribulação, em que haverá o aumento na intensidade dos tormentos da ira do Todo-Poderoso (Dn 9.27; 11);

 

III  – A santa ira do Altíssimo manifestar-se-á em 3 séries de 7 juízos: A abertura dos 7 selos (Ap 6.1-17; 8.1), o soar das 7 trombetas (Ap 8.2-13; cap. 9 e cap. 11.15-19) e o derramamento das 7 taças da ira de Deus (Ap cap. 15 e cap. 16).O mundo sofrerá o impacto dos juízos de Deus, pois até as potências dos Céus serão abaladas (Mt 24.29). Em um dos juízos, a morte desaparecerá por um tempo (Ap 9.6);

 

IV  – O Anticristo será o grande governador mundial (1Jo 2.18; Ap 13.1-10). Já o Falso Profeta, o grande líder religioso que erguerá uma religião prestadora de culto ao Anticristo (Ap 13.11-16; 2Ts 2.3,4). O Falso Profeta fará sinais e prodígios da parte do Maligno, que induzirão as pessoas a receberem o sinal da Besta e adorarem o Anticristo (Ap 13.13; 2Ts

 

V  – Nos últimos três anos e meio será lançada a  marca da Besta – com a qual serão identificados os adeptos do Anticristo. Será uma marca visível e literal: na testa ou na mão direita. Apenas por ela as pessoas poderão comprar, vender, negociar, etc. (Ap 13.16-18). Os que se submeterem a tal sinal cairão sob a ira de Deus e serão condenados ao Lago de fogo

 

VI – A Grande Tribulação faz parte do programa divino na história, e ela tem duas finalidades bem específicas: tratar com Israel (Jr 30.7) e com a humanidade ímpia e perversa, a saber, os gentios (Jr 25.32,33);

 

VII – A Igreja do Senhor Jesus não passará pela Grande Tribulação (1Ts 1.10; Lc 21.35,36; Ap 3.10), visto que, antes disso, será arrebatada, isto é, "levada embora pela força do Espírito do Alto"; trasladada (1Ts 4.16,17; 1Co 15.51,52). Nesse ínterim, Seus santos estarão no Céu a receber os galardões, a caso de participarem das Bodas do Cordeiro (Ap 19.7-9). No fim da Grande Tribulação, Ela voltará com Jesus Cristo a fim de pôr termo no império do mal (Ap 19.7-14).

 

PARÁGRAFO ÚNICO: Cremos nos  Santos da Tribulação. Estes são aqueles que, na Grande Tribulação, se converterão e serão martirizados por razão de sua fé (Ap 20.4; 6.9-11). Nesse período, Jesus concederá mais uma oportunidade de salvação a todos aqueles que não foram arrebatados; no entanto, terão de negar a adorar o Anticristo e a receber o sinal da Besta (Ap 13.14-17). Não só os crentes rebeldes que ficaram no Arrebatamento e os desviados poderão reconciliar-se com Cristo, porém todos os seres humanos  – judeus e gentios  – terão oportunidade de salvação, contanto que invoquem o Nome do Senhor (At 2.20,21; Jl 2.32). Receber a salvação será algo muito difícil, porquanto os poderes do Inimigo estarão multiplicados e atuando em proporções jamais imaginadas (Ap 12.12,17), as torturas hão de ser atrozes, uma vez que serão dias "de aflição tal e qual nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou, até agora, nem jamais haverá" (Mc 13.19), nos quais muitos "cairão pela espada, e pelo fogo, e pelo cativeiro, e pelo roubo" (Dn 11.33). Todavia, apesar disso, "uma multidão, a qual ninguém poderá contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, estarão diante do trono e perante o Cordeiro" (Ap 7.9), que "saíram vitoriosos da Besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome" (Ap 15.2), por terem sido "mortos por amor à Palavra de Deus e por do testemunho que deram" (Ap 6.9), "trajando vestes brancas e com palmas nas mãos" (Ap 7.9), "vieram da Grande Tribulação, pois lavaram as suas vestiduras e as branquearam no sangue do Cordeiro" (Ap 7.14, Almeida Corrigida e Fiel, Almeida Revista e Atualizada). Atentemos para algumas peculiaridades:

 

I  – A salvação nesse tempo será pelo sangue de Jesus. O sacrifício vicário, propiciatório, expiatório, redentor e justificador do Senhor Jesus tem efeitos eternos! (Ap 5.9,10; Hb 9.22; 10.12-14; Mt 26.28). Os que se converterem na Grande Tribulação serão salvos porque "lavaram as suas vestiduras e as embranqueceram no sangue do Cordeiro" (Ap 7.14). Quer dizer, aqueles que, nesse tempo, se arrependerem de seus pecados e se converterem – serão salvos pelo sangue do Senhor Jesus: a causa eterna de salvação (Ap 7.14; Hb 9.13-15), mas terão de pagar com a própria vida para manterem a sua salvação eterna (Ap 20.4); de fato, pagar com a própria vida há de ser o efeito que a salvação resultará na vida humana (Ap 6.9-11). Do contrário, terão de render-se à recepção do sinal da Besta e serem condenados eternamente ao Lago de Fogo e Enxofre (Ap 14.9-11); 

 

II – Mesmo encerrada a Dispensação da Graça, haverá oportunidade de salvação durante a Grande Tribulação. Isso será possível inclusive sem a presença direta do Espírito Santo na Terra (2Ts 2.7,8), já que o ministério do Santo Espírito voltará a ser idêntico àquele que possuía no Antigo Testamento. Por ser Onipresente, o Espírito de Deus continuará a operar na pregação durante a Tribulação (Sl 139.7-10). A diferença é que Sua atuação ocorrerá sobre a pessoa, e não  na pessoa (como faz hoje). Além do quê, haverá o trabalho das 2 testemunhas, que terão poder e profetizarão para as nações (Ap 11.1-13): a profecia é um dom do Espírito Santo (1Co 12.10; 2Pd 1.20,21), e Ele é a fonte de poder (Rm 15.19). Terá a pregação por parte dos 144 mil judeus "selados" pelo Senhor; o "selo" do Novo Testamento é o Espírito do Senhor (Ap 7.4-8; 14.1-5; Ef 1.13). Um anjo há de proclamar o Evangelho (que é o poder de salvação - Rm 1.16) "aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo" (Ap 14.6). E mais: Presume-se que haverá divulgação do Evangelho de Cristo por pessoas que participaram das igrejas, contudo perderam a oportunidade do Arrebatamento; igualmente muitos desviados serão despertados e buscarão reconciliação com Cristo (Dn 11.35; Mt 24.14).

 

III  –  Não pregamos isso para que os descrentes vivam no pecado e esperem chegar a Grande Tribulação para se converterem. "Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação" (2Co 6.2). O Senhor almeja que as almas se arrependam neste exato momento, e não esperem pela Grande Tribulação - período de maior angústia, perseguição e dor da história humana, em que os ímpios serão obrigados a reconhecer quão terrível é cair nas mãos do Todo-Poderoso (Ap 6.15-17). Entretanto, não se poder negar a verdade da oportunidade que Jesus dará aos que ficarem no Arrebatamento; não se deve negar os Santos da Tribulação (Ap 17.6). Quem assim o faz, protela a esperança de vida eterna aos milhões que ficarem, e receberá a condenação do suplício eterno por querer impedir a obra da salvação (Mt 23.13). Logo: "Se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do Livro da Vida, e da Cidade Santa, e das coisas que estão escritas neste livro" (Ap 22.19).

 

 

Art. 15º – Cremos no Milênio (também chamado de Quiliasmo): Reino literal e visível de Cristo sobre todo o mundo em poder e grande glória, com duração de mil anos, o qual há de ser o foco de toda a criação. O Milênio será instaurado na Terra logo após o Arrebatamento da Igreja e do término da Grande Tribulação (Ap 20.1-7). Tal objetivo é revelar a Soberania de Jesus como o Messias de Israel e de todas as nações. Será um de período de paz universal (Is 11.1-12), de bênçãos (Is 35), de regeneração (Jr 31.31-34), de retidão e justiça (Mq 4.1-4), do restabelecimento do trono davídico (2Sm 7.11-16; 1Cr 17.10-14), do reino justo e santo de Jesus – o Cristo, da proclamação da Palavra do Senhor (Is 2.1-3).

 

 

Art. 16º – Cremos no Juízo do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15). Jesus será o Supremo Juiz, tendo como assistente a Sua Igreja glorificada (At 17.31; Jo Jo 5.22,27; 1Co 6.2,3). Há de ser o julgamento final e universal de todos os pecadores impenitentes, cujos, desde a fundação do mundo, porfiaram em seus pecados e rebeliões contra o Senhor; logo, não tiveram parte na Primeira Ressurreição. Com efeito, instaurar-se-á após o Milênio. O Juízo Final é a sentença judicial dos  mortos  – termo que aparece quatro vezes em Apocalipse 20.11-15. Portanto, ressurgirão na Segunda Ressurreição, que é a ressurgência da condenação (Jo 5.29b). Igualmente, os anjos caídos serão convocados (Jd v.6; 2Pd 2.4), a fito de receberem o seu castigo. Em suma, serão condenados e lançados no Lago de Fogo, onde sofrerão eternamente.

 

PARÁGRAFO ÚNICO: Os que morrerem salvos durante o Milênio, consoante exposto no Art. 13 §1 alínea V, ressuscitarão antes do Grande Trono Branco; todavia, não para comparecerem diante do Justo Juiz na qualidade de réus (Jo 5.22-29). Entende-se que esta pode ser uma das causas da abertura do Livro da Vida (Ap 20.12). Em resumo, subentende-se que, nesse mesmo instante, ocorra a transformação dos fiéis que morreram ou permanecerem vivos durante o Milênio; por consequência, os tais se ajuntarão à Igreja glorificada, que há de dar assistência ao Senhor Jesus no Juízo Final (1Co 6.2,3).

 

 

Art. 17º – Cremos que, após o Juízo Final, estabelecer-se-á o Estado Eterno, instaurado nos Novos Céus e Terra, nos quais a Santa Cidade: a Nova Jerusalém ser-lhe-á interligada (Ap 21.2,3), onde os santos remidos gozarão as glórias, as bem-aventuranças, as dádivas e as venturas sempiternas e indizíveis, as quais o Pai Eterno preparou para os Seus filhos antes dos tempos dos séculos (Ap 21.1-5; Is 66.22; 1Co 2.9).