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DEUS EM BUSCA DOS HOMENS

Por Johny Mange

 

Introdução

                 Os Meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que estejam Comigo: o que anda num caminho reto, esse Me servirá (Sl 101.6).

                O Evangelho é o poder eternal de salvação ao mais vil pecador. Ele é o único livro que conta o mais sublime ato de amor existente na Terra: um inocente que morreu no lugar de todos, concedendo-lhes o maior benfazejo de todos os tempos: estar ao lado de Deus! Jeová está em busca de quem pregue este Evangelho, que transforma o perdido numa nova criação!

                Jesus apresentou, em Mateus 28.19 e 20, a Grande Comissão — a principal missão de Sua Igreja na face da terra: pregar o Evangelho! Tal pregação consiste na morte e na ressurreição de Cristo que justifica o pecador (Rm 4.25), no arrependimento e remissão dos pecados (Lc 24.47), em Cristo: o único meio de salvação (At 4.12), na bem-aventurada esperança de Sua vinda, etc.

             “Um moço, sempre que se encontrava com um crente, desandava a falar mal da Bíblia. Era um costume antigo que possuía. Certa vez, alguém lhe perguntou: – Porque você não deixa a Bíblia em paz? – É porque Ela não me deixa em paz também, respondeu.” Deus tem Suas maneiras de buscar o homem!

                Nosso Senhor comissionou os Seus discípulos a proclamar a obra perfeita e gloriosa da salvação em todo o mundo. E nós, que fazemos parte da Igreja, temos de prosseguir na ordem do Cristo de Deus. Disse Alexander Duff: “A igreja que deixa de ser evangelística breve deixará de ser evangélica”. Isso é verdade!

 

 

I – Evangelho: o Poder de Salvação para a Humanidade

 

            1 – O que é Evangelho? Evangelho (do grego euaggélion) significa Boas-Novas, Boas Notícias, Boas Mensagens da revelação plena da graça divina, que trouxe salvação por meio da morte e ressurreição do Filho de Deus. É o poder de salvação tanto para os judeus quanto para os gentios, isto é, os de quaisquer nações (Rm 1.16).

 

            2 – Como o Evangelho é apresentado na Bíblia. O Evangelho é apresentado na Santa Escritura por diversos nomes. Cada qual tem um significado espiritual aplicado à obra do Gólgota:

                  a) Evangelho de Cristo, pois Jesus, o Salvador, é o assunto principal abordado nele (Rm 15.19);

                b) Evangelho da Graça, porque é revelado o dom gratuito de Deus: a vida eterna – favor imerecido ao homem; no entanto, oferecido pela vitória de Cristo sobre o pecado (At 20.24);

                c) Evangelho da Paz e Salvação, visto que Seus ensinamentos produzem a paz necessária à alma e o livramento da maldição eterna (Ef 6.15 e 1.13);

                d) Evangelho da Glória de Cristo, porquanto expõe a soberania, o senhorio, a virtude, o esplendor, a perfeição, a pureza, a Divindade de Seu principal tema: o Senhor Jesus (2Co 4.4);

            e) Evangelho Eterno, pois demonstra o poder e efeito eternos do sacrifício de Cristo: o Cordeiro morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8; 14.6); e

                  f) Evangelho do Reino, porque desvenda o mistério do reino da graça e da glória (Mt 24.14).

 

           3 – Nomes dados à pregação do Evangelho. Há vários nomes para a pregação da Palavra de Deus; cada qual enfocando um aspecto: a) testemunho, testificar (Jo 1.15; At 5.32); b) disputar ou manter diálogo (Mc 9.34; At 18.4); c) anunciar (At 13.38; 17.3); d) proclamar como arauto (2Co 5.20).

 

                 4 – O poder capacitativo do Espírito na pregação. Jesus prometeu um revestimento do poder do Espírito Santo para os pregadores do Evangelho: Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra (At 1.8). Além do versículo citado falar do poder do Alto, cujo capacita no cumprimento da evangelização, ele possui três conceitos básicos para os quais temos de atentar:

                Primeiro, Jerusalém — evangelização local: representa levar a Palavra onde moramos.

                Segundo, Judeia e Samaria — evangelização nacional: é apregoar a mensagem salvadora de Cristo nas cidades vizinhas e em toda a pátria.

             Terceiro, confins da terra — evangelização mundial: ir aos países pregar o dom gratuito de Deus: a vida eterna, pelo Senhor Jesus Cristo.

 

                5 – O Evangelho não é uma teoria religiosa. Alguém pode conhecer o Budismo, sem Buda (porque está morto); o Islamismo, sem Maomé (pois está morto); o Espiritismo, sem Allan Kardec (visto que está morto); o Confucionismo, sem Confúcio (que também está morto); mas porque ninguém pode conhecer o Evangelho, sem a Pessoa de Cristo? Porque o Evangelho é a Palavra do único que tem o poder de conceder a vida eterna; daqu’Ele que venceu a morte, ressuscitou e está vivo para sempre (Ap 1.18). Ele não é uma teoria religiosa. Para pregar o Evangelho é preciso haver tido experiência com Ele, cuja parte do coração: “Da abundância do seu coração fala a boca” (Lc 6.45); “Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” (Rm 10.10). Veja João 4.42; 1Co 2.4,5.

 

 

 

II – Pregar o Evangelho Compete aos Homens, e Não aos Anjos

 

               A pregação do Evangelho é uma tarefa confiada à Igreja, e não aos seres angelicais. Eles desejariam muito poder fazer isso: Foram-vos anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do Céu, vos pregaram o Evangelho: para as quais os anjos desejam bem atentar (1Pd 1.12). A palavra grega para atentar é epithumeo, significando desejar ardentemente, desejar intensamente; porém, não foi aos anjos que o Senhor confiou essa tarefa: foi a nós! (Hb 2.4,5).

 

          1 – O anjo não pregou a Cornélio. Este era um homem de bem, piedoso, temente a Deus, dava esmolas aos necessitados do povo; enfim, era um homem de oração. Contudo, ainda, não havia experimentado a salvação. Faltava-lhe o conhecimento de Cristo. Um anjo apareceu-lhe e deu a recomendação de chamar Pedro, a fim de que este lhe falasse do Evangelho: Agora, pois, envia homens a Jope e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro... Ele te dirá o que deves fazer (At 10.5,6). O anjo que se apresentou não poderia ter pregado o Evangelho? Não o fez, porque essa não é missão angelical, mas humana (Mc 13.10).

 

              2 – Os anjos são os mensageiros dos crentes. Anjo quer dizer mensageiro. Eles são os mensageiros celestiais dos crentes (Hb 1.14), e não das boas-novas de salvação aos pecadores. No Reino Celestial tem uma hierarquia, que é absolutamente respeitada. Portanto, se não pregarmos o Evangelho não haverá quem se salve (Rm 10.14.15).  

 

 

 

III – O Evangelho apregoado durante a História do Cristianismo

 

                 A Igreja recebeu a ordem do Eterno Redentor: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado (Mc 16.15,16). Ela prosseguiu cabalmente em sua missão de proclamar a eterna vida.

 

                1 – Era apostólica (até o ano 100 d.C.). Ao mundo conhecido dessa época, foi pregada a mensagem do Evangelho (Cl 1.6,23), a qual atingiu todo o Império Romano, Israel, Síria, Chipre, Ásia, Ásia Menor, Macedônia, Acaia, Creta, Etiópia, Espanha e Itália.

 

              2 – Era pós-apostólica até Constantino (de 100 d.C. até 313 d.C.). Mediante a evangelização da Igreja o Senhor Jesus estava salvando os perdidos em massa, dentre os quais soldados, escravos, comerciantes que se esparramaram pelo mundo, convictos do ide deixado por Jesus. Desta forma, algumas regiões da França, Índia, África, Pérsia, Egito, Arábia e Armênia foram alcançadas. Logo, sofreram oposição ferrenha dos imperadores pagãos e idólatras de Roma. Muitos foram mortos em fogueiras, enforcados, comidos por leões, decapitados; entretanto, certo escritor antiquíssimo disse: “O sangue dos mártires é o adubo do Cristianismo”. Por que isso? Nós somos sementes de sangue! Aleluia!

 

              3 – De Constantino, imperador romano, a Martinho Lutero (de 313 d.C. até 1517). Quando Constantino ascendeu ao poder as perseguições acabaram. A Igreja continuou pregando a salvação, principalmente, na Europa. Outras regiões receberam, como a Romênia, a Irlanda, a Escócia, a França, a Holanda, a Dinamarca, a Alemanha, a Suíça, a Itália, a Espanha, a Suécia, a Morávia, a Boêmia, a Inglaterra, a Noruega, a Islândia, a Rússia e a Groenlândia.

 

               4 – De Lutero ao início do século 20 (de 1517 a 1900). Em 31 de outubro de 1517 ocorre a abençoada Reforma Protestante, a qual nos libertou das doutrinas pagãs que o Catolicismo Romano implementava no Cristianismo. No livro História da Igreja Alemã é dito que Lutero falava e interpretava línguas estranhas, profetizava e possuía inúmeros dons. Por isso ele conseguiu tão grande feito, porque retinha o poder divino do Espírito Santo! Por consequência, a mensagem da graça salvadora foi levada à Alemanha, à Suíça, à Escócia, à Inglaterra, à Índia, à China, à América Latina, à Oceania e aos Estados Unidos. Durante tal período surgiram igrejas evangélicas de fé e ordem diferentes.

 

                5 – De 1900 aos nossos dias. Em 1906, algo alavancou o crescimento do Evangelho na América. Na Rua Azusa – 312, Los Angeles (Califórnia, EUA), num antigo armazém, houve um grande avivamento nas reuniões: Batismo no Espírito Santo, recebimento de dons espirituais, impulsão missionária; milagres, cânticos espirituais, fervorosas orações, etc. Os cultos iniciam às 6h e acabavam à meia-noite! Isso mobilizou a imprensa, os mundos secular e religioso, os quais, surpreendidos, iam conhecer o fogo pentecostal! Com efeito, essa chama poderosa incinerou as Américas do Norte, Central e do Sul. Consequentemente, na pátria brasileira, o Evangelho de poder chegou. Hoje, milhões de pessoas têm sido alcançadas pelas boas-novas de salvação.

 

 

 

IV – O Desafio Missionário em Nossos Dias

 

            A palavra “nação” em Mateus 28.19 (ide, ensinai todas as nações) corresponde à palavra grega “ethnos”. O sentido é diferente da geografia política que conhecemos, e da forma que os países hoje são constituídos. O real significado de nações, na Grande Comissão, é povos, em sua totalidade, envolvendo etnia, cultura, tradições, línguas, dialetos, modos de viver, visão do mundo, etc. Por conseguinte, é dessa maneira que Deus vê o mundo: nações, tribos, povos e línguas (Ap 7.9), e não conforme a divisão dos países.

 

               1 – Os povos não alcançados. Vivem no mundo, hoje, mais de 2 bilhões e 500 milhões de pessoas que nunca ouviram o nome de Jesus nem sequer uma vez na vida. Essa multidão representa 15 vezes a população do Brasil. Existem mais de 200 nações no mundo, 12.500 grupos étnicos, 6.528 línguas, 10 mil povos ainda não alcançados pelo Evangelho, e somente serão salvos se ouvirem e crerem no Evangelho de Jesus.

 

              2 – A necessidade do Novo Nascimento. Consideram-se cristãos, aproximadamente, 1 bilhão e 700 milhões em todo o planeta. Destes, quantos realmente são nascidos de novo? Nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos… aquele que não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus (At 4.12, Jo 3.3-5).

 

                3 – O gemido das almas. Segundo estatísticas, nascem 370 mil, enquanto morrem 150 mil por dia. Isso corresponde, por mês, em torno de 2 milhões e 500 mil pessoas que descem à sepultura e vão para a eternidade. Para onde foram: Céu ou inferno? É uma lástima o ser humano não pensar no seu fim (Lm 1.9).

 

              4 – O engano religioso. Há 28 países muçulmanos, 7 nações budistas, 3 comunistas e 2 países hindus, formando o maior aglomerado de povos não alcançados pelo Evangelho de Cristo. O Adversário cega-os para não receberem Jesus Cristo como Senhor e Salvador (2Co 4.4). Por exemplo, o Brasil é a maior nação espírita do mundo, onde não somente há milhões de espíritas, mas, também, milhões de simpatizantes. Na França, país de origem de seu principal teórico (Allan Kardec), o Espiritismo tem pouquíssimos seguidores atualmente, e, em toda a Europa, são tão poucos que quase não aparecem nas estatísticas. Deus enviou Seu Filho ao mundo a fim de que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade (1Tm 2.4).

 

                5 – O alastramento de falsos profetas. No mundo há grandes religiões, tais como Islamismo, Budismo, Hinduísmo, Judaísmo, Confucionismo, Zoroastrismo, Siquismo, Taoísmo, Xintoísmo, Jainismo, Espiritismo, etc., que também estão inclusas nos povos não alcançados pelo Evangelho. Dentro do próprio Cristianismo existem em torno de 7 mil seitas. O que é uma seita? “Um grupo de pessoas reunidas em torno de interpretação errônea da Bíblia, feita por uma ou mais pessoas” (Dr. Walter Martin).  Afinal, o que as religiões e as seitas negam que podem comprometer seu estado eterno? As doutrinas fundamentais da fé cristã que uma vez foi entregue aos santos, pela qual devemos lutar e batalhar. Mas as religiões e as seitas, nesse ponto, não admitindo os fundamentos do Cristianismo, transformam a graça de Deus em dissolução (Jd vv.3,4). Ei-los:

                 

                 * Santíssima Trindade,

                 * Salvação apenas por meio do sacrifício de Cristo,

                 * Inspiração plena e absoluta da Bíblia Sagrada (em contrário disso, elas moldam-na e interpretam-na conforme as visões, as profecias e as revelações de seus líderes),

                 * Inerrância das Escrituras (contrariamente, elas não creem porque justificam os erros das profecias de seus líderes usando trechos bíblicos fora do contexto,  como justificativa às suas mazelas) 

                 * Divindade e Humanidade de Cristo,

                 * Personalidade e Divindade do Espírito Santo,

                 * Ressurreição corporal de Jesus,

                 * Ressurreição de todos os seres humanos,

                 * Inferno como lugar de punição eterna,

                 * Sobrevivência do espírito após a morte,

                 * Céu como lugar de descanso eterno para todos os cristãos fiéis, etc.

 

                  As seitas modernas assim são classificadas:

 

              a) Pseudocristãs — Testemunhas de Jeová, Igreja Adventista do Sétimo Dia, Mormonismo, Meninos de Deus (também conhecido por “A Família”), Tabernáculo da Fé, Igreja Pentecostal Apostólica, Igreja Pentecostal Unida do Brasil, Só Jesus, Voz da Verdade, Igreja da Unificação (Seita Moon), Igreja Local de Witness Lee, Testemunhas de Yehoshua, Igreja de Deus do Sétimo Dia;

                 b) Orientais — Arte Mahikari, Hare Krishna, Seicho-No-Iê, Missão da Luz Divina, Igreja Messiânica Mundial (Johrei);

 

                  c) Ocultistas — Kardecismo, Legião da Boa Vontade, Santo Daime, Racionalismo Cristão, Cultura Racional, Umbanda, Quimbanda, Candomblé, Ciência Cristã e Movimento “New Age” (Nova Era); e

 

                  d) Secretas — Maçonaria, Ordem Rosacruz e Sociedade Teosófica. 

 

 

                  6 – O ataque do Inimigo às crianças. Há muitas crianças sofrendo no mundo, segundo o Unicef e o MEC:

                  * Na Ásia vivem dois terços das crianças desnutridas do mundo;

                  * No mundo, estima-se que 2 milhões e 300 mil, menores de 15 anos, são aidéticos. A África possui o maior número;

                  * 25 milhões vivem nas ruas dos grandes centros urbanos no mundo;

                  * Mais de 100 milhões são explorados em trabalhos forçados, sem direito à infância;

                  * Cerca de 3 milhões ficam aleijados anualmente por falta de vacinas.

                Vamos rogar o socorro divino pelas crianças de todo o mundo. O alvo do Inimigo é atingi-las, pois, deste modo, paralisará a obra da Igreja: apregoar a Palavra. Oremos para Jesus levantá-las, a fim de conhecerem o Senhor Jesus; pregarem, orarem, evangelizarem, etc. (Pv 20.11; Mt 19.14). Lembra-se de Rode e de Samuel? (At 12.12-17; 1Sm 3.4-10).

 

                 7 – É hora de a Igreja se despertar. O que estamos fazendo para Deus? Será que não somos servos inúteis? Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes (Mt 25.30). Todavia, a nós vos é dado conhecer os mistérios do Reino de Deus (Lc 8.10), e pregar as Boas-Novas “em todo o mundo” (Mc 16.15), “a tempo e a fora de tempo” (2Tm 4.2). E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono (Rm 13.11).

 

 

 

V – O Perfil do Homem que Deus Busca

 

               A Bíblia traça o perfil do ser humano que Deus busca para proclamar a verdade. O Senhor está disposto a conceder as Suas riquezas gloriosas àqueles que foram vocacionados. Jeová achou a Davi e o consagrou (Sl 89.20). Hoje, Ele ainda está à procura de servos destemidos a fim de levar a preciosa semente: a Palavra! Aquele que Deus busca tem estes requisitos:

 

              1 – Conhecimento da Escritura. Apolo era “poderoso no uso das Escrituras e instruído no caminho do Senhor” (At 18.24,25). Poderoso era um termo usado para aqueles que conseguiam incutir uma ideia na mente de alguém, induzindo-o a tomar determinada atitude. Ou seja, Apolo era tão preparado na Palavra que conseguia convencer os outros acerca de Cristo, levando-os a se tornarem crentes. Estêvão também buscava ser sábio na Escritura, e ninguém resistia à convicção com que falava (At 6.10). Jesus disse: Examinai as Escrituras... são Elas que de Mim testificam (Jo 5.39). Examinar é estudar nos mínimos detalhes; observar com atenção; averiguar. Há coisas que só a Palavra pode fazer: Vencer o Inimigo (Mt 4.4,7,10), lavar o interior do homem (Ef 5.26), operar o Novo Nascimento (Jo 3.5; Tg 1.18), revelar a fé salvadora (Rm 10.17). Logo, se não houver constante leitura da Bíblia (caso não saiba ler, acompanhar pregações e estudos), como poderemos pregar? Levar o Evangelho é uma guerra espiritual contra as forças das trevas. A Palavra de Deus é uma espada (Sl 149.6). O cristão tem de saber manejar essa arma! (2Tm 2.15). Ele tem de estar preparado (1Pd 3.15).

 

                2 – Encher-se do Espírito Santo. Além do conhecimento da Escritura, precisa encher-se do Santo Espírito: a graça e o conhecimento devem caminhar juntos (2Pd 3.18). Pedro conciliava o conhecimento com a graça, e Jesus operava grandes sinais (At 4.31). O Salvador enviou os discípulos ao mundo depois de receberem o poder do Alto (At 1.8). 

 

                3 – Oração. Daniel era mancebo quando foi levado cativo. Porém não se contaminou com as imundícias de Babilônia – um grande centro de idolatria, com mais de dois mil deuses (Dn 1.4,9). Ele cultivava uma vida de oração, pois orava três vezes por dia (Dn 6.10). Embora os inimigos, os invejosos quisessem acabar com ele, Deus nunca o deixou ser vencido, visto que a oração revestia-o. Foi livre várias vezes, por exemplo, na cova dos leões (Dn 6). O próprio Deus deu testemunho de Daniel (Ez 14.20). Oração é uma aproximação a Deus por meio de palavras ou pensamentos; é a sede da alma em busca da Água da Vida! O clamor produz uma comunhão sem-número com o Altíssimo (Jr 33.3). Esta é a recomendação do Senhor: Orai sem cessar (1Ts 5.17). Jesus tinha uma vida de oração (Mt 14.23). Deve-se perseverar na oração (Rm 12.12). Só por intermédio dela estaremos prontos para o campo de batalha.

 

                4 – Jejum. É a abstinência total de alimentos com finalidades espirituais. É um ato de consagração do corpo (Rm 12.1), para que o espírito se fortaleça na graça bendita (Mc 14.38) e Deus mova Suas mãos em nossas causas (Ed 8.21-23). Jesus esclareceu que certos tipos de demônios apenas saem com oração e jejum (Mc 9.29); igualmente que o jejum é indispensável ao cristão ávido por uma vida vitoriosa (Mt 9.14,15). Por que Paulo tinha tanto poder do Espírito Santo (Rm 15.19), chegou a ser arrebatado ao Paraíso e ver coisas inefáveis (2Co 12.4), escreveu 13 cartas do Novo Testamento, vencia lutas e provações? Veja Atos 27.9 e 2Coríntios 11.27.

 

              5 – Justiça. Noé foi chamado “pregoeiro da justiça” (2Pd 2.5). O Senhor achou graça nele (Gn 6.8). Por ele o mundo antigo foi salvo (1Pd 3.20). Ser justo é ser honesto, ter boa conduta; ser verdadeiro, ser moralmente correto. Os ímpios não prevalecem diante de Deus (Sl 1.5). Os olhos do Criador estão a procurar os fiéis (Sl 101.6).

 

CONTINUAÇÃO