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Desmascarando o Catolicismo Romano e seus dogmas

Por Johny Mange

 

O batismo infantil

 

           O batismo infantil iniciou-se no ano 426 d.C, o que mostra que nem Jesus nem os apóstolos conheceram tal doutrina. Para ser batizada, uma pessoa precisa crer (Mc 16.16), confessar que só Jesus é o Senhor – o Filho do Eterno Deus (At 8.36-38), e fazer voto de consagração (1Pd 3.21). Será que uma criança consegue fazer essas coisas? Logo, as crianças devem ser apresentadas (Lc 2.22,25-34), pois delas são o reino dos céus (Mt 19.13,14). Batismo significa “mergulho”, “imersão” – então, o batismo por aspersão, derramando água na cabeça, é antibíblico. Batismo é um sepultamento da velha natureza e demonstração de uma vida nova (Rm 6.1-4). Por acaso, de um morto, se sepulta só a cabeça? A Bíblia diz que, quando Cristo foi batizado, ele “saiu da água” (Mc 1.10) e o eunuco, batizado por Felipe, “desceu à água” e “saiu da água” (At 8.38,39).

 

As heresias em torno de Maria

 

            Maria não nasceu sem pecado (Rm 3.23; Ec 7.20; Sl 53.2,3). Ela permaneceu virgem “até” dar à luz a Jesus (Mt 1.25). Jesus foi o “primogênito” (primeiro filho) de Maria (Lc 2.7); caso, fosse o único dela, chamar-se-ia “unigênito” (único filho, Jo 3.16) como é chamado por Deus-Pai. Maria teve quatro filhos: Tiago, José, Simão e Judas, e algumas filhas não especificadas pela Bíblia (Mc 6.3; Mt 13.55,56). Esses “filhos de Maria” não eram os discípulos de Jesus (Jo 2.12) e nem primos de Jesus, porque, no Novo Testamento, os graus de parentesco são revelados como nos nossos dias (Lc 1.36; Cl 4.10; Rm 16.7,10,11; Gl 1.19; Mt 12.46-50). Maria não é “nossa senhora”; ela mesma chamou Deus de “Senhor” (Lc 1.46) e a Escritura diz: “Só o Senhor é Deus” (1Rs 18.39). Maria não intercede por ninguém. O único intercessor entre Deus e os homens é Jesus (1Tm 2.5; Jo 10.9). Por isso Ele é o “caminho”, e asseverou: “ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim” (Jo 14.6, NTLH).  A reza Ave-Maria nunca foi feita por nenhum apóstolo, discípulo ou seguidor de Cristo, porque ela surgiu no ano 1311, e o terço foi criado em 1090. Só Jesus é digno de “honra e glória... majestade, domínio e poder” (1Tm 1.17; Jd v.25), no entanto, reza-se, em cada mistério, 10 ave-marias e 1 Pai-nosso. Quem está sendo mais honrado, Jesus ou Maria? / Maria não é a “mãe de Deus”. A Palavra do Senhor não fala isso, mas revela que foi a “mãe de Jesus” quando andou na terra como homem (At 1.14; Jo 2.3). Antes de Jesus tornar-se homem para nos salvar (Jo 1.14), ele estava no céu em majestade com o Pai (Jo 17.4,5). Como Maria é mãe de Deus se, antes disso, ela não estava lá? Jesus é antes dela! Mãe nunca é depois do filho... / Maria não é “rainha dos céus” (Jr 7.18; Jr 44.19,27). / Maria não subiu para o céu num corpo de glória (Jo 3.13). Ela está no Paraíso juntamente com os outros salvos (Lc 23.43; Fl 1.23; 2Co 5.1,2,6-8). Ela, também, não aparece para ninguém aqui na terra. Quem morreu não volta aqui. A Sagrada Escritura desmascara a comunicação com os mortos (Is 8.19,20). Aqueles que aparecem dizendo ser Maria são os “espíritos enganadores” e “espíritos de mentira” (1Tm 4.1; 1Rs 22.22). Existe um abismo que impede a aparição dos mortos aos vivos (Lc 16.19-31).

 

 

A confecção de imagens sagradas

 

             A Bíblia condena a confecção de imagens de pessoas tidas como “santas” e revela-as serem “idolatrias”. 

Idolatria é “tudo o que toma o primeiro lugar de Deus no coração do homem”; são, também, imagens, objetos, estatuetas, quadros de santos, fitinhas , terços, porque, através destes, pessoas glorificam, louvam, honram, oram, pedem, agradecem a quem não tem direito (cf. Is 42.8; Lc 4.8).  Por conseguinte, as imagens católicas são “deuses”. A Bíblia manda, sobre as imagens, não ter, não fazer semelhança da terra, do céu ou do mar, não se encurvar (respeitar), não servir (ser devoto) (Dt 5.7-9), não fazer procissão (Is 45.20), não se virar (ter receio) (Lv 19.4), não clamar por elas (Is 44.17-20), não temê-las (Jr 10.3-5), não fazer oratórios (Dt 27.15), não devem ser utilizadas como fotografias para lembranças, porque elas não foram feitas para isso, são para devoção, petição de graças e possuem dias específicos (Dt 4.16-19). Elas não falam, não vêem, não ouvem, não cheiram, não apalpam, não andam, não sentem e nem se pronunciam (Sl 115.4-8); por isso são deuses inúteis (Sl 115.3) comparados com as falsas divindades dos povos ímpios e endemoninhados (Jz 2.11-13). As imagens e seus sacrifícios são “mesa e cálice” dos demônios (1Co 10.20,21) e “obras de demônios” (Dt 32.16,17).  As imagens “ensinam mentira e confusão” (Hc 2.18) – não porque falam – mas porque são mascaradas, onde a pessoa passa acreditar em quem não pode fazer nada por ela. Elas não intercedem e nem aparecem para ninguém (1Tm 2.5; Rm 8.26,27; Lc 16.26; Ec 9.4-6; 2Co 11.13-15). Quem as têm em casa deve quebrá-las, queimá-las, derrubá-las ou cortá-las (Dt 7.5).  Até altar com vários santos deve ser derribado (Dt 7.5,25). As imagens devem ser ajuntadas como panos imundos e expulsas das moradas (Is 30.22). “Ai” de quem tem imagens (Hc 2.19), pois o fim dos idólatras é no “lago de fogo inextinguível” (Ap 21.8) com pranto e ranger de dentes (Mt 22.13).  Não adianta os católicos citarem a serpente de bronze feita por Moisés (Nm 21.8,9), ao sabermos que ela representava o Cristo erguido na cruz, sarando os pecados da humanidade quando cumpriu o plano de salvação (Jo 3.14-16; Mt 8.17). Além do quê, quando começaram a venerá-la, Deus ordenou que a destruíssem (2Rs 18.3,4; Mt 4.10). Outro caso é o da arca do concerto. Ela representava a glória de Deus, então: Jesus é o Rei da Glória! (Sl 24.7,8; 1Co 2.8). Os dois querubins, que tinham nela, representam a glorificação de Cristo entre as hostes celestiais (Hb 1.4-9). Logo, na ressurreição e na ascensão de Cristo dois anjos estavam juntos dEle (Lc 24.4-9; At 1.10,11).

 

 

O Papado

 

          O cargo de “Papa” não está em nenhuma folha da Bíblia, e Pedro nunca foi Papa! Este cargo surgiu no Concílio de Toledo no ano 400 d.C. Igualmente, o imperador Focas, no ano 606 d.C, nomeou Bonifácio III como supremo espiritual bispo de Roma – o primeiro Papa. Isso, por si só, prova que nenhum apóstolo recebeu tal título, muito menos Pedro... Quando Jesus disse “sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16.18), não estava falando que Pedro era esta “pedra”, mas Ele mesmo era a pedra como profetizado no Antigo Testamento (Sl 118.22,23; Is 28.16; Dn 2.34). O próprio Cristo disse ser a pedra (Mt 21.42). Até Pedro reconheceu por duas vezes que Cristo é a “pedra” que edificou a Igreja (At 4.11,12; 1Pd 2.6,7). Enfim, Pedro é um dos fundamentos da Igreja juntamente com os outros apóstolos; porém, Jesus é a “pedra angular” – o rochedo sustentador da Obra de Deus (Ef 2.20).  Pedro nunca foi Papa. Os papas não casam, Pedro era casado (Mt 8.14,15; 1Co 9.5); os papas recebem adoração onde as pessoas se ajoelham diante deles, Pedro não aceitou nada disso (At 10.24-26); os papas são ricos, Pedro era um pobre pescador (Mt 4.18); os papas são poliglotas (falam vários idiomas), Pedro era um homem “sem letra” (At 4.13); os papas são estudados (doutores), Pedro era indouto (At 4.13); os papas são irrepreensíveis, Pedro era repreensível (Gl 2.11-15). Será que Pedro foi Papa? / A palavra “papa” quer dizer “pai”, no sentido de ser representante de Deus. No entanto, Jesus falou: “E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus” (Mt 23.9).

 

 

O celibato

 

            O casamento aos bispos foi vedado pela Igreja Católica em 1074, no séc. XI. Porém, biblicamente, o bispo, o pastor e o presbítero devem ser casados (1Tm 3.2-5; Tt 1.5-9). Quem está certo, afinal?

 

 

A hóstia e a alteração na Ceia do Senhor

 

           No século XV, em meados de 1414, a Ceia do Senhor foi alterada: excluíram o vinho (suco da vide) e substituíram o pão pela hóstia. A Igreja Primitiva celebrava a santa ceia com os dois emblemas: pão – representando a carne, e o fruto da videira – denotando o sangue de Cristo (Mc 14.22-25; Lc 22.17-20; 1Co 11.23-34). O próprio Cristo assim o fez (Mt 26.26-29; Jo 6.51-56). Os católicos participam apenas do pão (hóstia) e somente o padre bebe o vinho, entretanto, a Escritura diz: “Comei... e bebei dele todos”(Mt 26.26,27), porque “se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos... a vida eterna” (Jo 6.53,54). Não estão os católicos perdidos? / Não adianta eles replicarem e dizerem que a hóstia é molhada no vinho, pois Cristo deixou-nos dois emblemas separados e distintos.

 

 

A falsa doutrina do purgatório e a do limbo

 

            Os vestígios da doutrina do purgatório foram estabelecidas primeiramente pelo Papa Gregório, o Grande, cerca do ano 593 d.C. Todavia, o purgatório foi proclamado           como dogma de fé, pelo Conselho de Florença, em 1439. Há também o limbo, que até hoje gera muita discussão. Decerto, o purgatório e o limbo são mentiras de Satanás para condenar as pobres almas ao inferno. "Purgatório", segundo os teólogos católicos, é o lugar de purificação, entre o céu e o inferno, onde as almas daqueles que morrerem em pecado acabarão de expiar suas culpas, a fito de herdar o Reino do Céu. "Limbo", conforme a crença católica, é o lugar intermediário entre o céu e o inferno, aonde vão as almas das crianças que morrerem sem serem batizadas e antes de ter o uso da razão. Todavia, ao contrapor tais ensinos, só sobre a terra Jesus tem poder para perdoar pecados (Mc 2.10), por isso, o homem deve procurar arrepender-se no tempo que se chama hoje (Hb 3.13), enquanto é dia (Jo 9.4), à medida que pode encontrar o Senhor (Is 55.6). Jeová deu-nos o livre-arbítrio ao revelar que para a eternidade só há dois caminhos: céu e inferno (Mt 7.13,14). Enquanto vivo, o homem, deve publicamente confessar com a boca e crer com o coração (Rm 10.9,10; Lc 12.8,9), assim tornar-se-á filho de Deus ao nascer de novo (Jo 1.12,13), rejeitando o mundo e o pecado (Mc 8.34-38). Não existe salvação após a morte (Hb 9.27; Lc 16.19-31; 2Sm 12.21-23; 2Co 6.2; Jo 8.24; Sl 9.17).

 

 

Rezas, rituais e confissão aos padres

 

            As rezas são abominações a Deus (Mt 6.7). Rezar pelos mortos é detestável aos olhos de Deus, pois além de prática espírita, a pessoa morta, enquanto vivia, teve a sua oportunidade  (2Sm 12.21-23; Ec 9.4-6; Is 8.19,20; Rm 6.23). Missa do sétimo dia não faz efeito. O pecado somente é banido do ser humano através do sangue de Jesus (1Jo 1.7; Is 1.18); e este só é derramado pelos vivos (Mc 2.10; Lc 13.5).  Acender velas, o uso do turíbulo (incensário), altares em casa ou na igreja são “idolatrias” ,provenientes do mundo pagão (Is 1.13; Jr 1.16; Dt 7.5; Jo 9.5; Mt 5.13,14; Jz 2.11-14; At19.24-29). A confissão auricular aos padres iniciou-se em 758, séc. VIII; mas “quem pode perdoar pecados senão Deus?” (Mc 2.7). Devemos nos confessar a Jesus (1Jo 1.9; Sl 32.1-5). Por isso que essas coisas não existiam na Igreja Primitiva (Hb 10.19,20).

 

 

Livros acrescidos à Bíblia Católica

 

        Em oito de abril de 1548, no Concílio de Trento, o Catolicismo acrescentou à Bíblia sete livros que não existiam nela: Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, Tobias, 1 e 2Macabeus, ainda acréscimos a Ester e Daniel. No entanto, são livros apócrifos (escondidos) escritos numa época conturbada do judaísmo por causa da política e da religião, entre 300 a.C e 100 d.C. Não os colocaram na coleção de livros inspirados. Foram revelados e colocados nas Escrituras pela Igreja Católica para dar apoio às doutrinas como: salvação pelas obras, purgatório, indulgências etc. – porque todas estas foram rechaçadas com a Reforma Protestante em 31 de outubro de 1517.  Na verdade existiam outros livros apócrifos, mas o Catolicismo não os pôs porque muitos iam também contra os seus dogmas. Como exemplo 2Esdras 7.105 (chamado de 4Esdras pelos católicos) que condena a oração pelos mortos. Finalmente, 1Mac 9.27 nega a sua inspiração e 2Mac 15.38,39 o escritor pede desculpas pelos erros cometidos. Será que em alguns dos 66 livros inspirados nós encontramos tais coisas? A Bíblia (com 66) é toda inspirada (2Tm 3.16) e “ai” daquele que acrescentar algo nEla (Dt 4.2; Ap 22.18,19).

 

 

A Tradição Católica

 

         A Tradição não está em igualdade com a Bíblia, e esta não deve ser regida por aquela. Foi por causa da tradição que, em 1222, no Concílio de Tolosa, o Catolicismo proibiu a leitura da Escritura. É dever de todo o homem ler a Palavra e “ai” de quem rejeitar a Sagrada Escritura por tradições de homens (Mt 15.3-6; Ap 1.3).