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O Culto Pagão Introduzido na Páscoa

         Maçonaria — segundo o Ritual 4 do Mestre Secreto — obra editada pelo Supremo Conselho do Grau 33, páginas 28 e 29: “Os quatro pontos cardeais significam que sendo a Arca da Aliança, simbolicamente o Ovo Cósmico, sua dimensão universal é evidente [...] A Arca da Aliança é o Ovo Cósmico ou matriz universal, encerrando os germes da mônada [...]”. ¹³ Pois é... O Ovo Cósmico faz parte da Maçonaria — com seus rituais e juramentos secretos, também sua adoração ao falso deus GADU, contrários ao Evangelho de Cristo (Mt 5.34-37; Lc 4.8; Is 44.8) — levanta a bandeira do Ovo Primordial, onde se completa a regeneração, que, na visão maçônica, é a evolução por meio das reencarnações (Ponto de Vista Iniciático, n.º 29). ¹

 

        Hinduísmo — Na Índia, há a figura da serpente mordendo a própria cauda, de modo que representa o fechamento do círculo — o eterno recomeço. O eterno recomeço é a rotação, o ciclo de reencarnações que denota o Ovo Primordial no Hinduísmo. “No Bramanda, a totalidade é representada sob a forma de ovo. O Bramam (o absoluto) é simbolizado por uma curva que contorna o universo, desenhando a forma de um ovo, o Ovo Cósmico.” ¹  

 

         Budismo Esotérico — Este também chamado de Budismo Tibetano, possui a crença do Ovo Cósmico, o eterno recomeço, o círculo de rotações, as quais são as constantes reencarnações. A respeito disso, é dito: “[...] A ciência oculta não conhece processo algum à produção de uma criança humana física, senão o determinado pelas leis físicas; mas, sim, conhece-se muito a respeito dos limites dentro dos quais a Vida Una, ou mônada espiritual progressiva, ou seja, o fio contínuo de uma série de encarnações pode eleger corpos de crianças definidos como moradas humanas.” ¹⁶

 

       Entretanto, a reencarnação não se arrima a evidencias, quer na fé cristã, quer em provas científicas; logo, é completamente desmascarada e condenada pela Palavra de Deus e pelo bom-senso. “O próprio Nicodemos achou a ideia da reencarnação absurda e ridícula, ao perguntar com sarcasmo: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez? (Jo 3.4).” ¹ A Bíblia — o Livro de Deus (cf. Is 34.16) — desmantela a reencarnação: Lembrou que eles eram mortais, eram como um vento que passa e não volta mais (Sl 78.39, NTLH); Cada pessoa tem de morrer uma só vez e depois ser julgada por Deus (Hb 9:27, NTLH). Veja 2Samuel 12.20-23; Lucas 16.19-31; Jó 7.9,10. A verdadeira regeneração, apregoada por Jesus — o Filho de Deus —, e Seus apóstolos, assevera a obra do Espírito Santo no coração do pecador, transformando-o de todo. Veja Tito 3.4-6.

       Face ao exposto, como pode a Igreja Católica Romana trazer a figura do ovo para o Cristianismo e ainda associá-lo à ressureição de Nosso Senhor Jesus? Assim como água e óleo não se misturam, é impossível a reencarnação unir-se com a ressurreição! “Segundo a crença na reencarnação, nós continuamos vindo em carne — em corpos diferentes — só que a alma ou espírito continua o mesmo”. ¹ Ao contrário da teoria reencarnacionista, a ressurreição é a volta da alma ao mesmo corpo — justamente aquele corpo que morreu uma vez — cujo um dia levantar-se-á do pó da terra e será transformado, seja para a vida eterna, seja para o suplício eterno. Veja Daniel 12.2; João 5.28,29.

          Em hipótese alguma pode haver ligação da fé cristã com práticas pagãs: Guarda-te, que não te enlaces seguindo-as, depois que forem destruídas diante de ti; e que não perguntes acerca dos seus deuses, dizendo: Assim como serviram estas nações os seus deuses, do mesmo modo também farei eu. Assim não farás ao SENHOR teu Deus; porque tudo o que é abominável ao SENHOR, e que ele odeia, fizeram eles a seus deuses; pois até seus filhos e suas filhas queimaram no fogo aos seus deuses (Dt 12.30,31; cf. 2Co 6.14-17; Jr 10.1-3).

       Além de o Romanismo trazer o símbolo da reencarnação para o Cristianismo (o ovo) e agregá-lo à ressuscitação de Jesus, ainda por cima, os clérigos distribuíam ovos cozidos nas missas. Tem cabimento? Não é misturar crenças espíritas e pagãs com o Cristianismo? Isso é uma afronta grosseira ao Deus Altíssimo: E a Meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre o impuro e o puro (Ez 44.23). Hoje, os “ovos de páscoa” são atrelados à Páscoa por causa do Catolicismo Romano, uma das provas de que ele é o berço das doutrinas maléficas em todo o mundo: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra (Ap 17.5).

       Por fim, a ressurreição do Filho de Deus — a obra mais perfeita e o maior milagre já ocorrido neste mundo — não precisa fundamentar-se em símbolo algum: Todavia o fundamento de Deus fica firme (2Tm 2.19). A fé cristã não se assegura em mitos, pois é santa e genuína: Nem se deem a fábulas (1Tm 1.14); Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas, e exercita-te a ti mesmo em piedade (1Tm 4.7). O ressurgimento de Jesus tão somente se fundamenta na Escritura Sagrada, e cumpriu todas as profecias que o vaticinaram milênios atrás. Cristo morreu e ressurgiu “segundo as Escrituras” (1Co 15.3,4). Exemplos:

 

         * Um amigo íntimo O trairia por 30 moedas de prata (Sl 41.9; Zc 11.12). Cumprimento: Mateus 26.14-16.

 

         * Ele ficaria calado ante os Seus acusadores (Is 53.7). Cumprimento: Mateus 27.11-14.

 

         * Seria cuspido e açoitado (Is 50.6). Cumprimento: Mateus 26.67; 27.26.

 

         * Seria crucificado, perfurariam Suas mãos e pés e O traspassariam com uma lança (Sl 22.16; Dt 21.23; Zc 12.10). Cumprimento: Marcos 15.25; Jo 19.34,37; 20.25,27.

 

         * Crucificá-Lo-iam entre malfeitores (Is 53.12). Cumprimento: Marcos 15.27,28.

 

         * Nenhum osso Seu seria quebrado (Sl 34.20). Cumprimento: João 19.33,36.

 

         * Seria sepultado com o rico (Is 53.9). Cumprimento: Mateus 27.57-60.

 

       * Ressurgiria da sepultura, antes de sofrer apodrecimento (Sl 16.10; Os 6.2). Cumprimento: Atos 2.24,27; Mateus 28.2-7.

 

         * Seria elevado aos Céus (Sl 24.7-10). Cumprimento: Atos 1.9-11; Mc 16.19.

 

         Tais profecias foram cumpridas de maneira exata, o que deixa qualquer pessoa deslumbrada! Isso é a prova de que o Deus da Bíblia é o verdadeiro e a Bíblia — a Sua Palavra!

     Além de tudo, historiadores não cristãos, judeus e romanos provaram e deixaram o registro da ressurreição corporal do Senhor Jesus. Como exemplo:

 

          Flávio Josefo — historiador judeu do primeiro século da Era Cristã (37-100), escreveu:

 

Nesse mesmo tempo, apareceu JESUS, que era um home sábio, se é que podemos considera-lo simplesmente um homem, tão admiráveis eram as suas obras. Ele ensinava os que tinham prazer em ser instruídos na verdade e foi seguido não somente por muitos judeus, mas também por muitos gentios. Ele era o CRISTO. O mais ilustres dentre os de nossa nação acusaram-no perante Pilatos, e este o ordenou que o crucificassem. Os que havia amado durante a sua vida não o abandonaram depois da morte. Ele lhes apareceu ressuscitado e vivo no terceiro dia, como os santos profetas haviam predito, dizendo também que ele faria muitos outros milagres. É dele que os cristãos, os quais vemos ainda hoje, tiraram o seu nome. ¹⁹

 

          Flegon (nascimento cerca de 80 d.C.) — foi escravo liberto do imperador Adriano. Nenhuma das obras de Flegon sobreviveu, mas ele é mencionado várias vezes por autores posteriores. Falou sobre a morte e ressurreição de Cristo em Crônicas, dizendo: Jesus, enquanto vivo, não se preservou, mas ressuscitou depois da morte e exibiu marcas do seu castigo, e mostrou como suas mãos foram traspassadas pelos cravos (citado em Orígenes. 4.445; Harbemas, 210; Anderson, p. 19). ²º

 

        O decreto de Nazaré — Uma laje de pedra foi encontrada em Nazaré em 1878, inscrita com um decreto do Imperador Cláudio (41-54) segundo o qual nenhuma sepultura devia ser violada nem corpos deviam ser extraídos ou movidos. Esse tipo de decreto não é fora do comum, mas o fato surpreendente é que dizia que “o ofensor será condenado à penalidade máxima pela acusação de violação de uma sepultura”. Outras evidências citavam uma multa, mas morte por violar uma sepultura? Uma explicação provável é que Cláudio, depois de ouvir a doutrina cristã da ressurreição e do túmulo vazio de Jesus, ao investigar os túmulos de 49 d.C., decidiu impedir que os relatórios desse tipo viessem novamente à tona. Isso faria sentido à luz do argumento judaico de que o corpo fora roubado (Mt 28.11-15). Esse é um testemunho primitivo da crença forte e persistente de que Jesus ressuscitou dos mortos. ²¹

 

         b) A ligação do ovo com as crenças pagãs da origem do mundo. Os celtas, os gregos, os chineses, os egípcios, os fenícios e muitas outras civilizações antigas acreditavam que o mundo surgiu de um ovo. Essas tradições descrevem que o universo surgiu depois dum grande caos, por meio do “ovo cósmico”.

         Na Índia, a exemplo, cria-se que uma gansa por nome Hamsa — espírito chamado de “sopro divino” — chocou o “ovo cósmico” cujo se dividiu em duas partes, dando origem ao céu e à terra. Concomitantemente, o céu era a clara e a terra, a gema.

         Os antigos celtas (descendentes das tribos indo-europeias; habitavam nas regiões que hoje pertencem ao Reino Unido, Portugal, França, Espanha, Bélgica e Alemanha) consideravam que o “Ovo Cósmico” — representante do mundo — era idêntico ao ovo duma serpente. Assim sendo, a casca equivalia à esfera celestial e aos astros, a gema ao globo terrestre e a clara ao firmamento e à atmosfera.    

          Já nas tradições da China antiga, havia caos antes da origem do universo. Simultaneamente, surge um ovo — semelhante ao de galinha — que se abriu, de maneira que de seus elementos pesados e obscuros surgiu a terra, chamada Ying, e de sua parte leve e pura — o céu, a chamar Yang.

         Exame bíblico — É impressionante a imaginação do ser humano para criar lendas e estórias, isto é — verdadeiras lorotas e ficções, ainda por cima, sem fundamento! Diz o provérbio: Não havendo sábia direção, o povo cai (Pv 11.14). Muitos erram porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus (cf. Mt 22.29). E foi justamente isso que ocorreu. Tais povos não tinham conhecimento da Palavra do Senhor e do único e verdadeiro Deus, de sorte que se aprouveram em desenvolver contos sobre a criação do universo. A alma e o espírito do homem têm sede de Deus (Sl 42.2; 84.2), porém se não se saciarem no Deus Todo-Poderoso, evidentemente, falsos deuses e crenças religiosas cumprirão seu papel (1Sm 7.3). Categoricamente, foi isso que aconteceu.

          O mundo não veio a existir por causa do Ovo Cósmico chocado por uma gansa — cognominada “sopro divino”. Partes do ovo-criador de tudo como representantes de cada parte do Universo são crenças fora do comum; pura ignorância! O Deus da Bíblia é o Criador da terra e de tudo que nela há. Ele criou o mundo ex nihilo — a partir do nada: No princípio, criou Deus os céus e a terra (Gn 1.1); Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados, de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente (Hb 11.3). As coisas visíveis (flores, frutos, plantas, florestas, savanas, mares, rios, Sol, Lua, estrelas, terra, animais, etc.) são obras das mãos do Altíssimo: O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra [...] Ele mesmo é Quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; e de um só fez toda a geração de homens, para habitar sobre toda a face da terra (At 17.24,25,26); Porque as Suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o Seu eterno poder, como a Sua Divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que são criadas, para que eles fiquem inescusáveis (Rm 1.20).

      “As descobertas recentes de relatos da criação em Ebla [na Síria moderna, a partir de 1974] acrescentam evidências disso. Essa biblioteca de 16 mil placas de argila [datadas de 2580-2450 a.C. ou 2400-2250 a.C.] antecede o relato babilônico em 600 anos. A placa relativa à criação é extremamente parecida com Gênesis, falando sobre um ser que criou céu, lua, estrelas e terra. O povo de Ebla acreditava na criação a partir do nada. A Bíblia contém a versão antiga e menos adornada da história e transmite fatos sem a corrupção das narrativas mitológicas.” ²²

         O paganismo em torno do ovo não é algo novo; em verdade, “o que foi, isso é o que há de ser, e o que se fez, isso se tornará a fazer; de modo que nada há novo debaixo do sol” (Ec 1.9). Hoje, infelizmente, tais crenças já passaram da categoria de tolice! Entretanto, seus resquícios ainda são encontrados em plena era moderna. Um dos exemplos é o próprio ovo de páscoa associado à Páscoa de Nosso Senhor. Ora, o que Páscoa tem a ver com ovo? Decerto, é herança pagã implementada entre os cristãos; é erva daninha; é parra brava na Vinha do Senhor! (cf. 2Rs 4.38-41).

        Partindo para outra instância, até hoje o Ovo Cósmico ainda é cultuado mediante a figura do Ying e Yang — cujo, na realidade, é um conceito do Taoísmo. O “Ying e Yang são tipicamente simbolizados por um círculo dividido em duas metades (cada metade separada por uma linha ondulada na forma de um girino). Uma metade é branca, e a outra é negra, com um ponto da cor oposta na parte maior da ondulação.” ²³ Segundo o Ying e Yang, todos os opostos se completam e fundem-se um no outro, por isso, é ilustrado por um ovo. É o equilíbrio do bem e do mal, da luz e das trevas — um está ligado e comprometido com o outro; ambos são balanceados entre consistência e alteração.

          O Ying e Yang está fincado em crenças diabólicas e contrárias à Palavra de Deus.

       * Jamais o Senhor se unirá com o mal: Já não falarei muito convosco; porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem de mim (Jo 14.30);

         * Jamais o Senhor se unirá com as trevas: E esta é a mensagem que dEle ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é Luz, e não há nEle trevas nenhumas (1Jo 1.5).

        * Jamais o Senhor se unirá com o pecado: Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e Deus (Is 59.2); Justo é o Senhor em todos os Seus caminhos, e santo em todas as Suas obras (Sl 145.17).         *            *Jamais o Senhor se unirá com falsos deuses: Eu, Eu Sou o Senhor, e fora de Mim não há Salvador; Eu anunciei, e Eu salvei, e Eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós (Is 43.11,12).

      * O Eterno Deus quer distinção entre santo e profano, justiça e injustiça, crente e ímpio, dos bodes (figuradamente os condenados) e das ovelhas — os salvos (Ap 22.11; Lv 10.10; Ml 3.18; Mt 25.32-46).

          O Ying e Yang — o Ovo Cósmico — não é compatível com o bom-senso nem com a revelação bíblica!   

 

        c) O ovo no paganismo da deusa Ostara. “Ostara” (ou “Ostera”) era, entre os povos celtas, a antiga deusa da Primavera, do renascimento e da fertilidade. Festivais de adoração e ovos pintados jaziam presentes nos rituais pagãos em honra à deusa Ostera. Tais festejos celebravam a Primavera a qual se principiava no final de março, em que o inverno acabava no Hemisfério Norte. 

       Ostara — enquanto fixamente olhava para um coelho (símbolo da fecundidade, da renovação), saltitando alegremente seus pés — tem na mão firmemente um ovo: desta forma era a sua imagem. De mais a mais, havia a junção de três símbolos nesta figura — a mulher, o ovo e o coelho, pelos quais se reforçavam os ideais da fertilidade.

       A deusa, segurando o ovo, representa a chegada de uma nova vida. Acreditava-se que o coelho de Ostera podia ser visto na Lua cheia; por isso, associavam-no à Lua e às deusas lunares da fertilidade.

        Os cultos a essa deusa eram tão diabólicos que as sacerdotisas de Ostara eram capazes de prever o futuro observando as entranhas de um coelho (ou lebre) sacrificado. Havia até mesmo uma rima que louvava a Ostera pelo poder de adivinhar através das entranhas de uma lebre (ou coelho): “Coelho de Ostara: o que suas entranhas trazes para mim?” Por conta disto, surgiu a moderna rima: “Coelhinho da Páscoa: o que trazes para mim?”

         Exame bíblico — Na figura de Ostera, há o liame de três símbolos — a deusa, o coelho saltitando seus pés e o ovo em sua mão. Tanto o item 4 quanto o item 5 (partes “a” e “b”) demonstraram toda a simbologia que está por trás do coelho e do ovo de páscoa; por conta disso, as refutações de lá já são o suficiente para desmascará-los, não havendo necessidade de fazê-los novamente. Há de ater-se, nesta parte, na refutação do ídolo celta, a antiga deusa da Primavera — Ostara.

         Segundo a Palavra de Deus, qualquer coisa que tomar o primeiro lugar do Grande Deus no coração do homem será reputado como ídolo (Cl 3.5). Ostara e quaisquer outros deuses entram nessa classificação, já que tomam a exclusividade, a adoração e a devoção ao Santo de Israel — o único e verdadeiro Deus: “Eu sou o SENHOR, e não há outro; além de Mim não há Deus [verdadeiro] (Is 45.5, ARA). Ostara, no entanto, é um ídolo — deusa falsa.

       Conseguintemente, Ostara não tem sentidos, porque não vê, nem ouve, nem come, nem cheira (Sl 115.4; Dt 4.28); ela é imota (não se move de maneira alguma), por isso, não anda nem se mexe (Sl 40.20); Ostera é impotente, pois nada pode fazer (Jr 10.5; Is 45.20); ela era e representa o engano, porque torce a imagem de Deus (Jr 10.15; Rm 1.22,23). Ela e outros ídolos são falsos e vãos (1Co 16.26; Jr 10.5,15). O Altíssimo condena fortemente a idolatria (Ex 34.17; Dt 5.7-9). Há um demônio por trás de cada ídolo (Ez 8.3; Lv 17.7; Ap 9.20). Logo, os ídolos representam os demônios (1Co 10.19-21). Ostara, aparentemente, foi-se; todavia seus rituais satânicos e ocultos, na certa, prosseguem em voga nos dias atuais.

         Olha aí de onde o Romanismo também apanhou a figura do ovo. Observe de onde procede o coelho da Páscoa. Puro paganismo e culto à deusa pagã, que personifica os demônios. Se a Escritura ordena: Não terás outros deuses diante de Mim (Dt 5.7) e Guardai-vos dos ídolos (1Jo 5.21) — como, então, se trará todos os rituais de culto da falsa deusa Ostara para a Páscoa, a qual era figura do sacrifício expiatório do Senhor Jesus? Será que Ele aceitará esse sacrilégio? Terrível profanação! A Bíblia diz: Antes, digo, que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios (1Co 10.20,21).

         O Maligno se manifestava nos cultos em honra à deusa Ostera. Suas sacerdotisas eram usadas por ele em adivinhações. As adivinhações são diferentes das manifestações dos dons do Espírito Santo (1Co 14.26; 12.7-11; Mt 2.12,22; Hb 2.4). “Satanás é capaz de se transfigurar “em anjo de luz” (2Co 11.14). [...] A chave é distinguir os milagres da magia. Os milagres são intervenções sobrenaturais ordenadas por Deus; a magia humana é manipulação, operada por forças normais ou supranormais. [...] Uma das distinções fundamentais entre milagres e magia é a utilização de meios ocultos para realizar seus atos. Estas são práticas que alegam evocar poderes do reino espiritual. Há muitos casos em que isso é verdade; mas o poder invocado é o poder demoníaco, e não o [poder] divino”. ² Por conseguinte, toda a espécie de adivinhação é condenada pela Palavra de Deus, já que se trata duma atividade que tem relação com o poder demoníaco: Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles: Eu Sou o Senhor vosso Deus (Lv 19.31). O adivinhador é usado por um demônio — chamado “espírito de adivinhação” (At 16.16). Logo, as sacerdotisas do culto a Ostara eram possuídas por legiões de demônios: Veem vaidade e adivinhação mentirosa [...] Não vedes visão de vaidade, e não falais adivinhação mentirosa (Ez 13.6,7).

          Através das entranhas de uma lebre (ou coelho) sabe-se que praticavam o ritual horrendo de adivinhar. Isso se chama hepatoscopia — adivinhação por meio do fígado (ou entranhas). O Deus da Bíblia repugna taxativamente esses atos pavorosos e infames, a fim de se obter agouros (prognósticos): Porque o rei de Babilônia parará na encruzilhada, no cimo dos dois caminhos, para fazer adivinhações: aguçará suas flechas, consultará os terafins [ídolos domésticos], atentando nas entranhas (Ez 21.21).

        Sob invocações, perfuravam as entranhas do coelho a caso de receberem a adivinhação — um ritual para lá de macabro; seguidamente, cantavam a rima para concretização da magia: “Coelho de Ostara: o que suas entranhas trazes para mim?” De maneira que (por causa disso) surgiu a moderna rima: “Coelhinho da Páscoa: o que trazes para mim?” Assim como na antiguidade as feiticeiras, em nome de Ostara, por tal rima invocavam demônios nas hepatoscopias, na era presente, quem canta essa rima está invocando de igual modo! E por que? O sentido não mudou! Essa rima veio lá, e tinha esse propósito; servia para invocar demônios. Por conseguinte, será que tal rima pode andar na boca de servos de Deus (e/ou de seus filhos)? De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim (Tg 3.10); E nunca mais sacrificarão os seus sacrifícios aos demônios, após os quais eles se prostituem; isto ser-lhes-á por estatuto perpétuo (Lv 17.7; cf. Dt 32.16,17).

       Resumo da ópera, a única coisa que aconteceu foi que Ostara (aparentemente) não tem ênfase na atualidade, mas todo sistema pagão, oculto, idolátrico e diabólico que antes existia perdura fortemente hoje quando se comemora a Páscoa com ovos de chocolate e coelho. O Altíssimo não mudou! E continua condenando essa páscoa imunda da sociedade perversa e sem Deus da atualidade: Aborreço, desprezo as vossas festas, e as vossas assembleias solenes não Me dão prazer (Am 5.21; cf. At 2.40).

       A Páscoa do tempo presente é a xérox do culto pagão a Ostara, com coelhos e ovos. Em nítido contraste a isso, o cristão deve voltar-se à veraz Páscoa: Cristo, [que é a] nossa Páscoa, foi sacrificado por nós (1Co 5.7). Ainda é dito: Por isso, celebremos a festa não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade (1Co 5.8, Tradução Brasileira).