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Por Johny Mange

 

11.ª RAZÃO:

As enciclopédias confirmam a origem pagã do Natal

 

         Não que depositamos a nossa fé nas enciclopédias, porque, às vezes, também manifestam erros; contudo, “o Senhor Deus é a verdade” (Jr 10.10), e “é impossível que Deus minta” (Hb 6.18) — consequentemente, “nenhuma mentira vem da verdade” (1Jo 2.21). As Escrituras, a palavra final acerca de tudo, provam que o Salvador Jesus não nasceu em 25 de dezembro — e historicamente essa data é ligada a costumes pagãos, pela qual se teve a intenção de eliminar festividades do falso deus-sol e torná-las “cristãs” —; portanto, como participaremos dessa associação tão pagã, idólatra, mesclada e imunda que fizeram com Senhor Jesus, o Cordeiro imaculado e incontaminado? Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-O; e se Baal, segui-o (1Rs 18.21); Ninguém pode servir a dois senhores [...] Não podeis servir a Deus e a Mamom (Mt 6.24).

           Analisemos, entretanto, as enciclopédias, que concordarão com essa análise:

 

         Enciclopédia BritânicaA partir do ano 354 alguns latinos puderam mudar de 6 de janeiro para 25 de dezembro a festa que até então era chamada Mitraica, o aniversário do invencível sol [...] Os sírios e os armênios apegando-se à data de 6 de janeiro, acusavam os romanos de idólatras e adoradores do sol, sustentando que a festa de 25 de janeiro havia sido inventada pelos discípulos de Cerinto.

 

         Enciclopédia Americana, edição de 1944O Natal, de acordo com muitas autoridades, não se celebrou nos primeiros séculos da Igreja Cristã. O costume do Cristianismo era celebrar não o nascimento de Jesus Cristo, mas sua morte. Em memória do nascimento de Cristo se instituiu uma festa no século quarto. No século quinto, a Igreja Ocidental deu ordem para que fosse celebrada para sempre, e no mesmo dia da antiga festividade romana em honra ao nascimento do deus-sol, já que não se conhecia a data exata do nascimento de Cristo.

 

          Enciclopédia Católica, de 1911A festa de Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja [...] Os primeiros indícios dela são provenientes do Egito [...] Os costumes pagãos relacionados com o princípio do ano se concentraram na festa de Natal.

 

       Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso, de Schaff Herzorg Não se pode determinar com precisão até que ponto a data desta festividade teve origem na pagã Brumália (25 de dezembro), que seguiu a Saturnália (17 a 24 de dezembro) e comemora o dia mais curto do ano e o nascimento do deus-sol. As festividades pagãs de Saturnália e Brumália estavam demasiadamente arraigadas aos costumes populares para serem suprimidas pela influência cristã. Essas festas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças no espírito e na forma de sua observância. Pregadores cristãos do Ocidente e do Oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam a seus irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao sol por aceitar como cristã essa festividade pagã.[11]

 

          Enciclopédia Barsa — A data atual foi fixada ao ano 440, a fim de cristianizar grandes festas pagãs realizadas neste dia: a festa mitraica (religião persa que rivalizava com o cristianismo nos primeiros séculos), que celebrava o Natali Invicti Solis (Nascimento do Vitorioso Sol) e várias outras festividades decorrentes do solstício de inverno, como a saturnalia em Roma e os cultos solares entre os celtas e os germânicos. A ideia central das missas de Natal revela claramente essa origem: as noites eram mais longas e frias, pelo que em todos os ritos, se ofereciam sacrifícios propiciatórios e se suplicava pelo retorno da luz.[12]

 

        Grande Dicionário Sacconi — Comentado, Crítico e Enciclopédico: Incerta é a data de seu nascimento [...] Pelo calendário cristão, 25 de dezembro é a data de nascimento de Cristo, mas muitos teólogos se negam a aceitar essa data como verdadeira.[13]

 

 

12.ª RAZÃO:

O Natal engloba o culto ao Papai Noel, que é o São Nicolau, um ídolo católico romano

 

        No final de ano, pergunte a qualquer criança de quem ele se lembra quando se fala do Natal, e obterá a resposta sucinta e certeira:  — O Papai Noel! A prova disso é que a pequena cidade de Rovaniemi, na Lapônia, região da Finlândia, é intitulada a “residência oficial” do Papai Noel. Lá, os correios recebem 700 mil cartas por ano, vindas de aproximadamente de 150 países. Por exemplo, em 2008, “durante nove dias, 2.110 crianças das escolas da cidade romena de Brasov escreveram uma carta de 413,8 metros endereçada a Papai Noel.  Cobrindo uma superfície de 99,31 m², a carta passou a constar no Livro dos Recordes como a mais comprida endereçada a Papai Noel, e ficou seis meses na Finlândia [onde dizem que ele mora], para ser lida”.[14] E não apenas isso, porém, no fim de ano, são em torno de “14 milhões de referências a Santa Claus (o nome do Papai Noel em inglês) [que] se encontram no Google: 158 mil são a Mos Cracium, o seu nome em romeno, e 1,5 milhão a Papai Noel.”[15]

        Muitos não sabem, mas a maior expressão do Natal — o Papai Noel — que, segundo a crendice, traz presentes às crianças obedientes, boazinhas e carentes, é um ídolo canonizado pela Igreja Romana — chamado São Nicolau.

       O costume de presentear crianças — atrelado ao Papai Noel — surgiu devido a uma lenda que São Nicolau era bonzinho e dava presentes às crianças necessitadas. Na Enciclopédia Britânica, vol. 19, 11.ª edição, pp. 648,649, é dito: “São Nicolau, o bispo de Mira, santo venerado pelos gregos e latinos em 6 de dezembro [...] conforme uma lenda segundo a qual presenteava ocultamente a três filhas de um home pobre [...] deu origem ao costume de dar em secreto na véspera do dia de São Nicolau (6 de dezembro), data que depois foi transferida para o dia de Natal. Daí a associação do Natal com São Nicolau”.

           Haja vista a cronologia desse santo católico romano que se transformou no Papai Noel dos dias atuais:

 

          270 d.C. — São Nicolau, que deu origem à lenda do Papai Noel, nasce no Oriente Médio. [Foi bispo de Myra, cidade portuária do Mediterrâneo, situada na Turquia hoje].

 

         Século 11 — Os restos mortais de São Nicolau são encontrados e roubados por marinheiros italianos, que os levam para Bari, na Itália, onde estão até hoje.

 

          Século 17 — A lenda de São Nicolau chega ao continente americano [aos Estados Unidos] com os colonos europeus, que o consideravam protetor [padroeiro espiritual] dos marinheiros e comerciantes. [Os holandeses trazem a imagem de São Nicolau a New Amsterdan (atual Nova Iorque) nas figuras de proa dos navios, pois criam que sua presença a bordo os protegia. Tanto assim com a Reforma Protestante (1517), o culto a esse “santo” desapareceu da Europa, mas São Nicolau persistiu na Holanda — chamado em holandês de Sinterklaas. Este nome foi adaptado para o inglês americano, por isso é chamado de Santa Claus, categoricamente, nada mais é que o nome do São Nicolau; contudo, popular e modernamente traduzido e associado ao Papai Noel].

 

          1823 — O professor e escritor americano Clement Clarke More escreve o poema Santa Claus (nome do Papai Noel em inglês), que o descreve como um velhinho gorducho e sempre sorridente que tira do trenó, puxado por [oito] renas, os presentes que dá às crianças.

 

           1860 — O cartunista Thomas Nast esboça o Papai Noel na revista Harper’s Weekly, em um desenho que percorrerá o mundo.

 

        1931 — A imagem do Papai Noel que conhecemos hoje surge pela primeira vez. É criada pelo [norte-]americano Haddon Sundblom, para a campanha de publicidade natalina da Coca-Cola Company. [Depois disso, tornou-se o homem lendário, de barba branca e vestes vermelha e bordas brancas].

 

          2008 — É realizada a maior reunião de Papais Noéis do mundo. Quase 4 mil imitadores do [Papai Noel o] famoso morador da Lapônia [região da Finlândia, perto do Polo Norte] marcharam pelas ruas de Bucareste, capital da Romênia, entrando para o Livro dos Recordes.[16]

 

Exame Bíblico

        Em se tratando do Papai Noel — o São Nicolau, santo romanista — temos ciência de que é um ídolo terrível e uma afronta ao único e verdadeiro Deus. Só em Roma existem mais de 60 igrejas com o seu nome e, na Inglaterra, mais de 400. Porém, quer Sinterklaas quer outros ídolos, todos são confusões, vaidades (vãos, sem valor) e laços do Diabo para a humanidade (Is 41.29; 44.9; Sl 106.36); além do mais, ensinam a mentira e a confusão (Hc 2.18-20). Por isso, não devemos tê-los (Nm 33.52), nem temê-los (Jr 10.3-5), nem venerá-los (Is 42.8,17), mas destruí-los totalmente (Is 30.22; Dt 7.5,25), pois, caso não seja assim, há de tomar o primeiro lugar do Altíssimo no nosso coração (Mt 22.37,38). Conforme o Deus da Bíblia, as imagens do Papai Noel (que é associado hoje ao São Nicolau) dentro dos lares e nas janelas, e as oferendas deixadas a ele nas chaminés, nos telhados, debaixo das camas, ao pé das árvores, na verdade, são cultos e sacrifícios aos demônios, ao próprio Satanás (Dt 32.16,17; 1Co 10.14,19-21). Ser cristão é obedecer aos mandamentos de Cristo (Jo 14.21,23,24; 1Jo 5.2,3), do contrário, tem somente “nome” de convertido, mas, de fato, é um convencido e um empecilho na Obra de Deus (Ap 3.1; Tg 3.13-15).  O Apóstolo João nos recomendou: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1Jo 5.21). Esse São Nicolau — o Papai Noel, ídolo maldito — tem de ser destruído, em nome do Senhor Jesus!

         Outrossim, o Papai Noel é o protótipo (modelo, exemplo) do Anticristo, implantado pelo Maligno no mundo. Assim como o Papai Noel almeja tomar o lugar de Cristo nos corações, o Anticristo fará a mesma coisa após o Arrebatamento na Igreja, quando se manifestar (cf. 2Ts 2.6-8). “Geralmente entende-se que esse homem [o Anticristo] incorporará inimizade total contra Cristo. O prefixo grego anti, porém, não significa somente “oposto ou contra”, mas também “em lugar de, ou um substituto de”. É claro que o Anticristo incorporará ambas as definições”.[17]

         Como provemos acima, quem é mais lembrado, invocado e cultuado no Natal não é o Senhor Jesus, pois, também, nem de longe se associaria com essa festa pagã, mas taxativamente o Papai Noel. No Natal, conclui-se que Papai Noel é revelado como todo-poderoso — visto que tem condições aos mil para presentear todas as crianças da Terra; como onisciente — uma vez que conhece os nomes dos presentes que as crianças do mundo inteiro querem; e como onipresente — já que está em todos os países do mundo na noite de Natal. Em visível contraste a isso, somente o Deus da Bíblia — Pai, Filho e Espírito (Mt 28.19; 2Co 13.13) — tem tais atributos (cf. 2Cr 20.6; Ap 1.7,8; Rm 15.13,19/ Is 42.9; Cl 2.2,3; Ez 11.5/ Am 9.2,3; Mt 28.20; Sl 139.7-10). O Papai Noel — o protótipo da Besta do Mar, o Anticristo (Ap 13.1-7) — é um meio pelo qual o Maligno engana com astúcia para a execução de seu intento, após o Arrebatamento (1Co 15.51,52; 1Ts 5.3; Jo 5.43). O Papai Noel representa o anseio de Satanás em controlar a humanidade através do Anticristo e roubar o lugar do único Senhor e Salvador, Jesus Cristo: Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim antes que venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado; o filho da perdição; o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus — 2Ts 2.3,4.

       Logo, extermine essa manobra de Satanás — o Papai Noel, pois além de o Papai Noel ser um ídolo católico (São Nicolau, Sinterklaas), é também o protótipo do Anticristo.

 

 

13.ª RAZÃO:

A comemoração de 25 de dezembro integra o culto à Árvore de Natal — o ídolo do bosque

 

        Desde os tempos longínquos, em certa época do ano, os pagãos usavam árvores para os seus rituais de idolatria. Vimos que, segundo a lenda de Semíramis, um pinheiro cresceu da noite para o dia e representava o despertamento de seu filho-marido, Ninrode. Após Tamuz ser decretado a reencarnação de Ninrode e o deus-sol, seus adoradores passaram a pendurar bolinhas em seus galhos, a representar o Sol — símbolo do seu deus.

         Pesquisadores creem que a origem da Árvore de Natal é anterior ao nascimento de Cristo. Historicamente, os egípcios usavam galhos verdes nas festas de dezembro para simbolizar a vida e a fertilidade. Esse costume incorporou-se no Natal.

        Segundo a Enciclopédia Barsa, a Árvore de Natal também “vem do costume de se fazer oferendas a Odin, deus da guerra dos povos germânicos antigos, a quem se dedicava em determinada época do ano um carvalho”.[18] Em Yule — festival nórdico de bruxaria —, como expressão de energia e da fertilidade, as famílias traziam uma árvore verde para dentro de casa, pois criam que, desta forma, os espíritos e fluídos da natureza teriam um lugar confortável para permanecer durante o inverno frio. As árvores eram dedicadas à mãe-natureza, considerada a deusa-mãe. As árvores eram decoradas com velas, comidas, bolas coloridas, que — além de ser símbolos fálicos (ou falos), os quais definitivamente representavam a imagem do órgão genital masculino ereto — símbolo da fecundidade da natureza, e objeto de culto — representavam os símbolos do sol, da lua, das estrelas e das almas que já partiram, de modo que eram lembrados no fim do ano. Na ponta das árvores, fixavam o pentagrama — símbolo da bruxaria.

       Fora de dúvida, as árvores de Natal, que estão nas casas, nos jardins, nas lojas, nos consultórios, nas praças, nos shoppings, nas escolas, nos saguões, nos púlpitos das igrejas, etc., abarcando todos os símbolos e atavios dedicados ao deus-sol, a deuses pagãos, à mãe-natureza, ao culto da fertilidade, aos espíritos dos mortos, a Satanás (na bruxaria) — remontam às mesmas árvores do paganismo.

         Em resumo, segundo a Palavra de Deus, todas as árvores supracitadas e cultuadas nas civilizações antigas — das quais se originaram a Árvore de Natal — têm uma exata ligação com a deusa Aserá. Quem era Aserá? “Uma deusa da Síria e de Canaã que representava a fertilidade (1Rs 15.13). Este ídolo parece ter sido muitas vezes uma árvore sagrada.”[19] Por isso, na Bíblia Sagrada, Aserá era a árvore sagrada — o “ídolo do bosque” (às vezes chamada simplesmente “bosque”). Na Almeida Revista e Atualizada (ARA), “ídolo do bosque” é traduzido por “poste-ídolo”; na realidade, ambas as expressões querem dizer a mesma coisa. Tal árvore, tida como sagrada, era denominada de “poste”, porque servia também para marcação do local do culto e sacrifícios pagãos; no entanto, o Todo-Poderoso condenava terrivelmente essa prática: Não plantarás nenhum bosque de árvore [ídolo do bosque] junto ao altar que o Senhor, teu Deus, te tiver dado; nem levantarás estátua [pilar, poste, obelisco], a qual o Senhor, teu Deus, aborrece [odeia] (Dt 16.21,22). Esse texto cai como chuvas de pedra sobre aqueles que colocam árvores natalinas dentro das igrejas, e, em muitos casos, até nos púlpitos!...

          Sem sombra de dúvida, a Árvore de Natal é a ressurreição do ídolo do bosque nos dias de hoje. O certo é que o ídolo do bosque era enfeitado igual às as árvores natalinas da atualidade: Também derribou as casas dos rapazes escandalosos que estavam na Casa do Senhor, em que as mulheres teciam casinhas para o ídolo do bosque (2Rs 23.7).

        A Palavra de Deus ordena a destruição do “ídolo do bosque” — “ou poste-ídolo” —, quer dizer, das árvores que os pagãos cultuavam e davam oferendas; decerto, de igual modo, engloba-se nessa ordenança a atual Árvore de Natal: nítido ressurgimento de um costume diabólico! Vejamos:

          2Reis 23.14,15Semelhantemente quebrou as estátuas, e cortou os bosques [...] e também o altar que estava em Betel, e o alto que fez Jeroboão, filho de Nebate, que havia feito pecar Israel, juntamente com aquele altar também o alto derribou; queimando o alto, em pó o desfez, e queimou o ídolo do bosque.

           Êxodo 34.13Mas os seus altares transtornareis, e as suas estátuas quebrareis, e os seus bosques cortareis.

         Deuteronômio 12.2,3Totalmente destruirei todos os lugares, onde as nações que possuireis serviram os seus deuses, sobre as altas montanhas, e sobre os outeiros, e debaixo de toda a árvore verde. E derribareis os seus altares, e quebrareis as suas estátuas, e os seus bosques queimareis a fogo, e abatereis as imagens esculpidas dos seus deuses, e apagareis o seu nome daquele lugar.

         Juízes 6.25 E aconteceu, naquela mesma noite, que o Senhor lhe disse: [...] derriba o altar de Baal, que é de teu pau, e corta o bosque que está ao pé dele .

           1João 5.21Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.

           1Coríntios 10.14Portanto, meus amados, fugi da idolatria.

        Gálatas 5.19,20,21Porque as obras da carne são manifestas, as quais são [...] idolatria feitiçarias [...] e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino dos Céus.

          Logo, quem serve ao Senhor Jesus, é intimado pelo Deus da Bíblia a arrancar esse ídolo maldito de seu lar, e ponto final.  

 

 

14.ª RAZÃO:

As cantatas de Natal representam as cantatas de Yule e as de Mitra, deus-sol

 

          Sobre os presentes e sobre a colheita, as cantatas de Yule eram realizadas com a comunidade ou com a família, como forma de proferir bênçãos durante o solstício, para que a colheita crescesse abundantemente, a rogar o socorro dos deuses. Além do mais, as cantatas de Yule homenageavam o nascimento do deus-sol, nascido na calada da noite, de maneira que os bruxos e feiticeiros nórdicos o festejavam com cantos e euforia. Igualmente, em Roma, em 25 de dezembro, dia do Nascimento do Sol Invencível, Mitra, realizava-se rituais de culto a esse falso deus e eram entoadas músicas agourentas, aterradoras e tenebrosas em homenagens a ele. Também usavam-se sinos, velas, incenso e água benta.

         As cantatas de Yule e as cantatas de Mitra representam as mesmas cantatas que as igrejas realizam na atualidade. Sob a alegação de estarem louvando o nascimento de Jesus, pensam estar certos e vivenciar a mais pura visão do que Cristo almeja à Sua Igreja; todavia, por certo, andam de mãos dadas com o mundo e com o paganismo que foi inserido entre os cristãos. Em verdade, retrocedem, mas não veem (Jo 12.40), de sorte que recebem a reprovação do Senhor Jesus e a reprovação daquilo que fazem: Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado (2Pd 2.20,21).

      Consoante apresentado nesses estudos e de muitos outros servos de Deus pelo mundo afora — fracas vozes que clamam no deserto perante milhões de vozes altas e fortes, que, por todos os lados, disseminam enganos, e escondem propositalmente essa verdade (Is 40.3; Mc 1.2,3) — quem conhece a história suja, maldita e herética que foi o fator preponderante para a atual comemoração do Natal, jamais deixaria se contaminar por essa imundícia e engodo de Satanás: E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, perfeita vontade de Deus (Rm 12.2).

           Já foi mostrado o que existe por trás desse quadro cujo tem levado milhões de pessoas, há séculos, a adorar, honrar e glorificar (no dia 25 de dezembro) — mesmo que não intencionalmente —, a um ídolo pagão, e não a Jesus Cristo!

          Quem ensaia entusiasmadamente e “solta a voz” nas cantatas de Natal — além de estar enganado quanto à realidade dos fatos que originaram o Natal, ou propositalmente tapa o Sol com a peneira — ainda por cima, recebe a reprovação do Todo-Poderoso por tais cânticos, pois, na certa, o Altíssimo não recebe essas cantatas: “Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias dos teus instrumentos” (Am 5.23).

      Não é errado louvar o nascimento de Jesus; os Céus assim o fizeram (Lc 2.13,14). O problema é o dia em que supostamente querem louvar, já que durante todo o ano podem fazer. Além de originar-se no paganismo, na idolatria e na bruxaria, a ênfase maior do Natal não é o Senhor Jesus, mas o Papai Noel, Árvore de Natal, guirlanda, amigo-oculto, etc. E até mesmo, em muitas dessas cantatas, vestem-se de vermelho, com a presença de árvores, pisca-pisca, estrelas, Papai Noel, etc. Isso é Cristianismo? Não, mil vezes não! É associação com o paganismo, a idolatria e a bruxaria! E o Deus do céu não se deixa escarnecer! (Gl 6.7). Devemos ser santos, isto é, consagrados tão somente para o Todo-Poderoso e nos separarmos das práticas dos povos contrários ao Santo de Israel (1Pd 1.16).

 

 

15.ª RAZÃO:

O Natal integra a troca de presentes, proveniente da Saturnália

 

       Entre bebedeiras, comilanças e orgias sexuais, cada qual trocava presentes entre si, que serviam de oferendas às divindades na noite mais escura do ano. Esse costume era normal suceder no solstício, tanto na Saturnália quanto no “Nascimento do Sol Invicto” (Natalis Invicti Solis), bem como em Yule. Tal prática transportou-se para o Natal, recebendo os nomes de “amigo-secreto” ou “amigo-oculto”.

          Na Wikipédia, é dito: Um costume comum na Saturnália era visitar os amigos e trocar de presentes [...] Em meados do século IV d.C., teria sido absorvida pela comemoração do Natal, havendo uma continuidade na prática da troca presentes oriundas do festival.[20] A Biblioteca Sacra, volume 12, págs. 153-155, diz que relativamente à “troca de presentes entre amigos [...] os cristãos seguramente copiaram a troca de presentes dos pagãos”. Embora pareça uma comemoração familiar — ou entre amigos — inofensiva, trata-se de um costume ímpio de oferenda aos ídolos — representantes dos demônios (1Co 10.19,20); portanto, hábito incabível aos cristãos que professam a fé no Deus da Bíblia, a que “deve ser em extremo tremendo nas assembleias dos santos e grandemente reverenciado por todos os que O cercam” (Sl 89.7).

       E acerca do “amigo-secreto” — esta troca de presentes: oferendas ao deus-sol, no Yule, na Saturnália, etc. — o Altíssimo assevera: Guarda-te, que não te enlaces seguindo-as, depois que forem destruídas diante de ti; e que não perguntes acerca dos seus deuses, dizendo: Assim como serviram estas nações os seus deuses, do mesmo modo também farei eu. Assim não farás ao SENHOR teu Deus; porque tudo o que é abominável ao SENHOR, e que ele odeia, fizeram eles a seus deuses; pois até seus filhos e suas filhas queimaram no fogo aos seus deuses (Dt 12.30,31). Quando do conhecimento do Filho de Deus e do recebimento da vida eterna, os costumes da nossa ignorância devem ser banidos plenamente: Como filhos obedientes, não vos conformando [ajustando, adequando] com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância (1Pd 1.14).

          Querer dizer que o amigo-oculto é sustentado pela passagem dos magos é camisa de força! Era costume oriental não se apresentar aos reis ou às pessoas importantes de mãos vazias. Em nítido contraste a isso, o amigo-secreto tem a ver com os costumes pagãos de troca de presentes nos festivais da Saturnália e outras festas pagãs, como vimos.