©  by IFAP. All rights reserved.

Carnaval: O Expositor das Obras da Carne

Por Johny Mange

 

 

Introdução

           Através deste estudo, descobrir-se-á a verdadeira origem do carnaval — além de seus aspectos religiosos, qual o impacto tem causado atualmente no ser humano, na família e na sociedade. O Apóstolo Paulo escreveu: Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência (Ef 5.6).

           Mostrar-se-á com veemência que a “Senhora Eleita” — a Igreja de Cristo no mundo (2Jo v.1), ama a verdade e mantém-se pura diante desta geração — a pior de todos os tempos! — nos dias desse festival. Por conta disso, ela não quebra a aliança feita com o Senhor Jesus — Seu Noivo, o Amado (Cl 1.22; Ef 1.6), pois O aguarda em santidade.

            O carnaval faz parte do sistema de coisas que Satanás tem ludibriado e se apoderado da humanidade, pelo qual oferece folia e prazer passageiros, mas os conduz, em troca disso, para o tormento eterno. 

 

 

1 – A Origem do Carnaval

 

          A origem do carnaval vem de manifestações populares que ocorriam na antiga Roma durante as Saturnálias, que eram festas em honra ao deus Saturno, mas na verdade Baco e Momo é que dividiam as honras no festejo, que aconteciam nos meses de novembro e dezembro. O carnaval surgiu, assim, como uma festa de rua. Durante as comemorações, em Roma, acontecia uma aparente quebra de hierarquia da sociedade, já que escravos, filósofos, populares e tribunos se misturavam em praça pública. Não era raro ocorrerem verdadeiras bacanais (que eram festas em honra de Baco).[1]

        No século XV, tais festas foram incorporadas ao calendário da Igreja Romana, sendo oficializadas como as comemorações que antecipam a abstinência de carne requerida pela Quaresma. Finalmente, as autoridades eclesiásticas conseguiram restringir tais celebrações aos três dias que antecedem a Quarta-Feira de Cinzas.

          Os italianos, então, passaram a chamar aos festejos carnevale, sugerindo que nesses dias se podia usar e abusar da carne, porque depois viria um período de abstinência. Estava decretada a folia carnal.

           O carnaval foi introduzido no Brasil pelos portugueses, que o chamavam entrudo. Tomou um aspecto singular, ao assimilar elementos locais, principalmente oriundos da cultura negra da Bahia e do Rio de Janeiro, como o samba. Dentre as diversas manifestações do carnaval no Brasil, o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro e os blocos baianos, com o acompanhamento de trios-elétricos, são, sem dúvida, o ponto alto da festa.

            As primeiras escolas de samba surgiram no início da década de 1930, de comunidades humildes da periferia da cidade, como a Estação Primeira de Mangueira. Os bailes de salão, com seus desfiles de fantasias e marchinhas carnavalescas, perderam o atrativo e, consequentemente o interesse, em razão dos carnavais de rua que, para as pessoas, soaram cada vez mais animados. No Recife e em Olinda, os blocos percorrem diversos bairros da cidade, dançando o frevo. A partir da década de 1950 e até hoje, o carnaval tem sido a maior manifestação de cultura popular do Brasil.[2]

 

 

2 – O Significado do Termo “Carnaval”

 

         A palavra carnaval é proveniente do latim carne, vale! — adeus, carne!, pelo italiano carnevale — terça-feira gorda, pelo francês carneval — carnaval.[3]

           Conquanto o termo “carnaval” tenha a ver com o abuso de carne na terça-feira gorda, dado que o Romanismo restringiu o carnaval para três dias antes da Quaresma, e após esses dias vinha o “adeus, carne!” — tempo de abstinência de alimentar-se de carne; hoje em dia, a expressão “carne”, pertinente à essa farrona, possui uma gama maior de sentidos. Para ser sincero, se naquela época “carne” não possuía o sentido que lhe aplicaram, quanto mais agora!

           A palavra “carne” possui vários significados na Bíblia Sagrada. Pode, portanto, significar: 1) debilidade física (Gl 4.13), 2) o pecado (Gl 5.24), 3) os desejos de pecar (Rm 8.7,8), e 4) o corpo — o ser humano em sua totalidade (Gn 6.3; Rm 1.3; At 2.17).

          No carnaval, o sentido mais exato e que condiz com a atualidade é “carne” como pecados e desejos de pecar. Todas as obras da carne fazem-se presentes no carnaval. Carnaval, incontestavelmente, é uma só palavra (que determina três dias de farra), mas possui em seu bojo todas as obras carnais: Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatrias, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus (Gl 5.19-21).

        Decerto que o carnaval é a festa da carne dos dias atuais; a verdadeira folia carnal, a farrona da carne! É a exaltação ao modo pecaminoso e à degradação do homem sem Deus... Quem se conluia com o carnaval está longe do Senhor, e jamais habitará com Ele.

 

 

3 – A Posição da Igreja de Deus Perante o Carnaval

 

        a) A Igreja de Cristo na Terra aparta-se do carnaval. A palavra “Igreja”, no grego, é Ekklesia — “os chamados para fora”. “O mais importante na estrutura da Igreja e que lhe dá a razão de ser e existir é que ela seja realmente constituída de um povo que, de acordo com as palavras de Jesus, tenha sido tirado do mundo (cf. Jo 15.19)”.[4]

     A verdadeira de Igreja de Cristo é pura, reta, imaculada, sem manchas nem rugas (Ef 5.27); ou seja, completamente separada de todas as práticas contrárias ao Altíssimo, à Palavra, ao modo de viver, à fé, por isso, é neste mundo “a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido” (1Pd 2.9). Ela é santa “em toda a maneira de viver” (1Pd 1.15), de sorte que a vida de Jesus se manifesta no corpo de cada membro da Igreja de Deus (2Co 4.10), para que em tudo seja irrepreensível e sincero, filho de Deus inculpável em meio a uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandece como astro no mundo (cf. Fp 2.15); por isso, pode testemunhar: “Cristo vive em mim” (Gl 2.20).

           Logo, perante a Igreja — o carnaval perde as forças, é reduzido a cinzas, porque Ela é exclusivamente “Noiva de Cristo” (virgem e imaculada) e não se compromete nem faz alianças com o estilo de vida e as diversões carnais deste mundo: Tu és formosa, e em ti não há mancha (Ct 4.7) Veja 2Coríntios 11.2.

  

      b) O papel do Catolicismo Romano no Carnaval. Com efeito — como visto acima —, o carnaval transportou-se para o começo do ano por causa da Igreja de Roma, que o anexou no calendário cristão antes da Quaresma.

          “Apenas no século XV, provavelmente movido pelo sucesso popular da festa, o Papa Paulo II a incorporou no calendário cristão. Aliás, Paulo II foi mais longe, chegando a patrocinar toda uma rica celebração antes do advento da Quaresma. Não apenas o carnaval popular foi organizado pelos papas. Paulo IV promoveu uma terça-feira gorda, um lauto [abundante e magnífico] jantar onde compareceu o sacro colégio romano, e o festim regado a vinho pôde ser considerado uma das primitivas celebrações em salão fechado”.[5]

         Além de o Catolicismo Romano ter exercido “o seu domínio opressor sobre centenas de milhões que estão sendo desencaminhados por suas falsas doutrinas, tais como a infalibilidade papal, o purgatório, a eucaristia, o rosário, o culto aos mortos, o culto a Maria”[6], ele, ainda, absorveu deliberadamente a festa do carnaval. Sendo assim, a Igreja Católica Romana se autorrevela, na própria história, como “a mãe das prostituições [doutrinas falsas] e abominações da terra” (Ap 17.5), porquanto intencionou proliferar festas e ídolos pagãos no Cristianismo, e, ainda por cima, fê-los descer goela abaixo dos reinos, povos, tribos e nações por todos esses anos. Ora, isso não é nítido?

          A Bíblia diz: “De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do testamento, com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da Graça?” (Hb 10.29). Tocando esse barco, a Cúria romana “está eternamente reservada a negrura das trevas” (Jd v.13).

 

        c) Denominações “evangélicas” no carnaval. Muitas denominações “evangélicas” saem em blocos de carnaval sob o falso pretexto de “evangelizar”. O Todo-Poderoso Jesus Cristo garantiu à Igreja em Éfeso: Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te, e pratica as primeiras obras; do contrário, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres (Ap 2.5, grifo acrescido).

          Castiçal, no texto, simboliza a Igreja de Cristo: a totalidade dos salvos em todo o mundo (Ap 1.20). Quando o Senhor diz que “tirará o castiçal” significa que arrancará dos tais condição de Igreja dEle, de participantes do Corpo de Cristo. Ou seja, qualquer que se enlaçar com os costumes deste mundo e abraçar a pós-modernidade, o relativismo, o “nada a ver”, o politicamente correto; certamente, perderá a condição de Igreja do Senhor. As mãos do Filho de Deus tirarão os iníquos da “congregação dos justos” — a Igreja de Jesus: a nação santa, o povo posto para fora do mundo enganador (Jo 17.14; Sl 1.5,6).

      Para fazer parte da Igreja de Deus é necessário apartar-se da imundícia dos povos, seja cultural, seja comportamental, seja religiosa: Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor, e não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso (2Co 6.17,18).

           Denominações que saem em blocos carnavalescos — em meio de todas obras da carne (Gl 5.19-21): adoração a ídolos (personificação de demônios), exposição da nudez, prostituição, adultério, fornicação, brigas e rixas, idolatria, feitiçarias, músicas seculares, glutonarias, bebedeiras — absolutamente, não são a Igreja de Deus; todavia, são “clubes de amigos”, “clubes religiosos”, “sociedade de entretenimentos”, “sociedades religiosas”, “centros de diversão”, “convívio social e religioso”, etc., pois o Eterno Deus arrancou o castiçal deles, por não se arrependerem de suas práticas mundanas, pecaminosas, dissolutas.

 

 

4 – O Carnaval É Culto aos Demônios

 

          Da Roma antiga, as Saturnálias, as manifestações populares e festivais em honra a Baco, a Momo e a Saturno são o estopim do atual carnaval. Comilanças, bebedeiras, orgias sexuais, êxtase, fervor espiritual e devoção a ídolos ocorriam nesses festejos, geralmente no final do ano. Sabe-se, ao certo, que o principal louvado era Saturno; porém, as festividades eram divididas com Baco e Momo — na realidade, todos estes eram ídolos pagãos (deuses falsos) de povos sem o conhecimento do único e verdadeiro Deus. Ei-los:

        * Baco — É o mesmo deus “Dionísio dos gregos, [o] filho de Júpiter e Sêmele. É o deus do vinho [da embriaguez, da fertilidade] e da alegria.”[7]

         * Momo — “Entre os romanos, é o deus da alegria e dos festejos [cujo foi expulso do Olimpo, habitação dos deuses, devido à sua irreverência]”.[8]

        * Saturno — O mesmo “Cronos, para os gregos. Era um dos Titãs, filho do Céu e da Terra. Com uma foice mutilou o pai, tomando o poder entre os deuses. Foi destronado, por sua vez, por seu filho Júpiter.”[9] Nas Saturnálias, o soldado mais bonito era escolhido a fim de ser o rei Momo. No final das comemorações, o eleito era sacrificado no altar dedicado a Saturno.

           Segundo a Palavra de Deus, qualquer coisa que tomar o primeiro lugar do Grande Deus no coração do homem será reputado como ídolo (Cl 3.5). Baco, Momo, Saturno e quaisquer outros deuses entram nessa classificação, já que tomam a exclusividade, a adoração e a devoção ao Santo de Israel — o único e verdadeiro Deus: “Eu sou o SENHOR, e não há outro; além de Mim não há Deus [verdadeiro] (Is 45.5, ARA). Esses e outros são, no entanto, ídolos: deuses falsos.

          Conseguintemente, os ídolos não têm sentidos, porque não veem, nem ouvem, nem comem, nem cheiram (Sl 115.4; Dt 4.28); os ídolos são imotos (não se movem de maneira alguma), por isso, não andam nem se mexem (Sl 40.20); os ídolos são impotentes, pois nada podem fazer (Jr 10.5; Is 45.20); os ídolos são enganadores, porque torcem a imagem de Deus (Jr 10.15; Rm 1.22,23). O Santíssimo Deus condena fortemente a idolatria (Ex 34.17; Dt 5.7-9). Os ídolos são falsos e vãos (1Co 16.26; Jr 10.5,15). Há um demônio por trás de cada ídolo (Ez 8.3; Lv 17.7; Ap 9.20). Logo, os ídolos representam os demônios (1Co 10.19-21).

           Porventura, nos dias de hoje, não é o carnaval, desde sua origem, a continuação dos cultos e oferendas a falsos deuses — Saturno, Baco e Momo? Imagine, Saturno era um ídolo tão diabólico que lhe sacrificavam vidas humanas no altar, como a personificação da vergonha e do ridículo deus Momo. O Deus da Bíblia repugna taxativamente esses atos horripilantes, infames, sem amor nem misericórdia: E serviram os seus ídolos, que vieram a ser-lhe um laço; demais disto, sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demônios; e derramaram sangue inocente, o sangue de seus filhos e de suas filhas, que sacrificaram aos ídolos... (Sl 106.36-38).

        No carnaval, há danças, rituais, bebedeiras, orgias sexuais, exposição da nudez, adultério, prostituição, sexo descompromissado (isto é, encontro de solteiros ou não tão somente para o prazer sexual — e nada mais, chamado também de “ficar”, “sexo sem compromisso” ou “sexo descomprometido”) iguais aos dos dias da antiga Roma, de sorte que aqueles que dão oferendas a outros deuses, sacrificam aos demônios. Veja Deuteronômio 32.16,17. A figura do Rei Momo ainda prossegue no carnaval. Coincidência? Não! É prosseguimento dos cultos aos demônios mesmo!

          Consoante o mapa profético do tempo do fim, festas oriundas do paganismo estão sendo ressurgidas nos dias que antecedem a Segunda Vinda de Jesus, nas quais os homens comem (glutonaria), bebem (bebedeiras, alcoolismo), e dão-se em casamento (pecados sexuais) — Mt 24.38; 2Pd 2.13. Os que se entregam a elas, com certeza, comem com voracidade os manjares de Satanás atirados à humanidade. O Diabo cegou os homens (2Co 4.4), e através do carnaval estão o servindo. Por conseguinte, rejeitar o carnaval é crer que Deus é o único Senhor, o único que merece toda a glória, o único dominador, o único Salvador, que exige exclusividade na adoração e santidade (Mc 12.29,30; 1Tm 1.17; Jd vv.24,25; Is 42.8). O Senhor exige pureza comportamental e doutrinária: E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente. Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza. Mas vós não aprendestes assim a Cristo (Ef 4.17-20). 

          Em suma: a única coisa que aconteceu foi que os ídolos mudaram de nome, mas todo sistema pagão e idolátrico que antes existia nas Saturnálias perduram fortemente hoje no carnaval. O Altíssimo não mudou! E continua condenando o carnaval: Aborreço, desprezo as vossas festas, e as vossas assembleias solenes não Me dão prazer (Am 5.21).

 

 

5 – Os Males do Carnaval

 

        Ver-se-á que jamais um cristão lavado e remido pelo sangue de Jesus pode participar e consentir com o carnaval. A posição do salvo sempre é protestar contra as trevas espalhadas pelo carnaval, e dissipá-las pelas armas da luz lhe confiadas por Cristo Jesus: E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes, condenai-as. [...] Rejeitemos, pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz (Ef 5.11; Rm 13.11).

 

         a) A exposição da nudez e os pecados sexuais. O ponto alto do carnaval é a demonstração às claras da nudez — uma real apelação ao sexo. Muitos desfilam totalmente nus, outros apenas usam tapa-sexos, inúmeros pintam o corpo, mas deixam as vergonhas à mostra. Por exemplo, no carnaval de 2015, carros alegóricos saíram na Sapucaí, no Rio de Janeiro, com componentes nus e seminus se agarrando; já outros fizeram referências a motéis, onde várias pessoas ficavam em camas se envolvendo em orgias sexuais. Tais referências a nudez e ao sexo tinham o objetivo de despertar a libido do público.[10]  

     Sem sombra de dúvida, a exibição da nudez no carnaval é para promover a imoralidade, a lascívia, a promiscuidade e a depravação sexual. À vista de todos, corpos nus e seminus a desfilar servem como convite ao adultério, à prostituição, à fornicação, ao sexo descomprometido, à excitação sexual descontrolada pelo próximo, à suruba, à pedofilia, à masturbação, etc. E quantos não caem e entram numa destruição em suas vidas?

           O Altíssimo não fez o corpo para ser usado dessa forma: O corpo não é para prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo [...] Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo (1Co 6.13,18); Não adulterarás (Rm 13.9). Àqueles que assim procedem, usando o seu corpo para devassidão sexual — “Deus os julgará” (Hb 13.4), e os tais “não herdarão o Reino de Deus” (Gl 5.21). O corpo deve ser honrado em todas as áreas: “Cada um saiba possuir o seu vaso [corpo] em santificação e honra” (1Ts 4.4).

           Nunca foi da vontade de Deus a exposição da nudez, pois, às escâncaras, é uma porta aberta para a luxúria e a cobiça, entre outros pecados: Tendo os olhos cheios de adultério, e não cessando de pecar, [...] filhos de maldição (2Pd 2.14). Por conta disso, Adão e Eva fizeram para si aventais para cobrirem a nudez depois do pecado (Gn 3.7), entretanto, o Senhor fez roupas e os vestiu por completo (Gn 3.21). O gadareno, quando possuído por legião de demônios, andava nu (Lc 8.27); porém, uma vez que foi liberto pelo Senhor Jesus, passou a vestir-se com decência (Lc 8.35; Mc 5.15). O conselho de Cristo é que não “apareça a vergonha da nudez” (Ap 3.18), e haja o uso de trajes honestos, com pudor e compostura (1Tm 2.9).

 

         b) O lança-perfume e o uso de outras drogas. Lança-perfume é uma “bisnaga de vidro ou de metal na qual há líquido perfumado sob pressão, usada no carnaval”.[11] Embora, no Brasil, os lança-perfumes estejam proibidos por lei desde 1961, ele é uma das armas preferidas do carnaval. Quantos ainda não o inalam pelo carnaval afora? Ele, em companhia de outras drogas — maconha, cocaína, craque, heroína, ecstasy, cigarro —, não são usados, em grande escala, nos dias da folia?

         Dentre os males produzidos pelas drogas, haja vista os do lança-perfume, visto que apareceu no carnaval de 1904, sendo incorporado nos festivais carnavalescos de todo o Brasil. O lança-perfume acelera a frequência cardíaca, podendo chegar até 180 batimentos por minuto, destrói as células do cérebro e pode levar o usuário a ter desmaios ou vômitos e principalmente o enfraquecimento dos ossos. Os efeitos dessa droga podem variar de acordo com a quantidade inalada pelo usuário. O lança-perfume age no sistema nervoso central e causa desde um pequeno zumbido até fortes alucinações que se iniciam segundos após a inalação e dura até minutos. Eis aí o legado do carnaval — a droga: lança-perfume!

           A Bíblia ordena o homem “glorificar a Deus em seu corpo” e “purificar-se das imundícias da carne” (1Co 6.20; 2Co 7.1). Todos os membros do corpo humano devem ser usados para honrar o Criador, de modo que isso lhe é impossível quando absorve lança-perfume ou quaisquer outras drogas, pois conscientemente se autodestrói com substâncias tóxicas que embotam os sentidos, quando agem sobre o sistema nervoso, causando confusão, inconsciência, males e morte: Falo como homem, pela fraqueza de vossa carne: pois que, assim como apresentastes os vossos membros para servirem à imundícia, e à maldade para maldade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para a santificação (Rm 6.19).

           A Escritura diz: E os outros homens [...] não se arrependeram [...] das suas feitiçarias (Ap 9.20,21). Neste texto, “feitiçarias inclui drogas, pois o termo deriva do original pharmakeia, que a princípio se referia a drogas curativas usadas em práticas usadas em práticas mágicas e encantamentos”.[12] Igualmente, quando no último capítulo “do Apocalipse são mencionados os que ficarão de resto na Vinda do Senhor, vemos entre eles os chamados “feiticeiros” (cf. Ap 22.15). A palavra traduzida é o termo pharmakeia, que [além de magia, ocultismo e bruxaria] significa os que são encantados por drogas. Isso é um sinal importante, pois um dos maiores problemas do nosso tempo, em várias partes do mundo, é o uso de diferentes tipos de drogas (entorpecentes).”[13] Portanto, os que usam drogas não têm a eterna salvação, porque todos “os que, às ocultas, produzem, consomem e traficam drogas, acham-se inclusos no pecado de feitiçaria. [...] O uso de drogas tem muito a ver com a insatisfação espiritual. Sem Deus e sem paz neste mundo, o homem procura satisfazer a alma, utilizando substâncias que, logo, o levarão à morte física e à perdição eterna.”[14]