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Cair por causa do Poder? ― De Forma Alguma!

Por Johny Mange

 

 

1) Surgimento desta prática — “cair no Espírito” — entre os pentecostais

         O ato de “cair no Espírito’, como modernamente conhecido, teve princípio nos Estados Unidos e ficou particularmente associado aos ministérios de Kathryn Kuhlman, Kenneth Hangin, Charles e Frances Hunter e Benny Hinn.

          Kuhlman (1907 – 1976) foi, talvez, o principal responsável pela entrada da prática do cair no Espírito no Movimento Pentecostal norte-americano, mormente porque essa prática acontecia bastante em suas reuniões.

        As características da “bênção” de estar “caído no Espírito” incluem a perda dos sentidos ou controle. Algumas vezes, aqueles que caem relatam não terem sentido nenhuma dor, mesmo se eles baterem suas cabeças (ou outras partes do corpo) no chão quando os “aparadores” – pessoas que ficam atrás para segurar os receptadores da unção – falharam em seu trabalho. Em muitas ocasiões, a experiência é acompanhada de línguas estranhas; em outras, pelo riso, choro, ou cânticos a Deus. ¹

 

2) Como a Bíblia define o ato de “cair”

          Biblicamente, o “cair” nunca teve uma visão positiva da parte de Deus. O pecado de Adão é chamado de “a Queda”: “E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão” (1Tm 2.15). E toda “queda” ― nas Escrituras Sagradas ― denota rebeldia, desobediência, transgressão, desvio da verdade, e, simultaneamente, condenação; caso não haja reconciliação a Deus: “Converta-te, ó Israel, ao SENHOR teu Deus; porque pelos teus pecados tens caído” (Os 14.1).

        Lembre-se das palavras de Cristo, em Apocalipse 2.4 e 5, à igreja de Éfeso? O Senhor não quer o justo caído espiritualmente, quanto mais a unção divina, será que derrubará materialmente? – “Porque tu livraste a minha alma da morte, os meus olhos das lágrimas, e os meus pés da queda” (Sl 116.8); “Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o SENHOR o sustém com a sua mão” (Sl 37.24). O incrédulo, sim, será derrubado: “O que endurece o seu coração cairá no mal” (Pv 28.14); “O perverso de coração jamais achará o bem; e o que tem a língua dobre vem a cair no mal” (Pv 17.20).  

 

3) Os pressupostos da “queda de poder”

     Quando certos crentes recebem a “queda de poder” ― através de sopros no microfone, unções, abraçamentos de paletós, toalhas ou lenços jogados ― são amparados por outros que, ao ficarem atrás, querem livrá-los de as vestes levantarem e despi-los causando escândalos. Assim, ficam deitados no chão inconscientes e mortos. Ao se levantarem, não dizem nem se lembram de nada. Somente permaneceram deitados, alguns até cobertos; porém, sem edificação alguma. Erguem-se da mesma maneira.

          O culto a Deus é racional, a saber, baseado na razão, no raciocínio lógico, e não na emoção: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1). Deus jamais apaga o nosso entendimento quando recebemos o poder do Espírito Santo, no entanto, deixa-o livre para nós o controlar e não haver emoções carnais: “Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento” (1Co 14.15). Logo, evitaremos meninices: “Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento” (1Co 14.20); pois “os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas” (1Co 14.32). O Diabo é quem tira o entendimento das pessoas e, através disto, tem campo livre na efetuação de seus intentos: “O deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos...” (2Co 4.4); “Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração” (Ef 4.18. Veja Colossenses 1.21; 2Timóteo 3.8). O poder do Espírito Divino não exclui a razão, porque Jesus “cingiu os lombos do nosso entendimento” (1Pe 1.13), portanto, santificamos e guardamos a razão da esperança (cf. 1Pe 3.15) e “amamos  o Senhor de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento” (Mc 12.30).

 

4) A inconsistência desse modismo diante das Santas Escrituras

      Todos os homens de Deus, ao receberem o poder do Espírito do Senhor, nunca caíram para trás inconscientes. Eles sempre tombaram para frente, com o rosto em terra: sinal de humilhação, contrição, debilidade e indignidade diante da inefável graça de Deus, um ato de fragilidade e gratidão. Eis os exemplos dos que “caíram sobre os seus rostos”:

 

  • Daniel ao contemplar a visão do final dos tempos: “E ouvi uma voz ​de homem entre as margens do Ulai, a qual gritou, e disse: Gabriel, dá a entender a este a visão. E veio perto de onde eu estava; e, vindo ele, me amedrontei, e caí sobre o meu rosto; mas ele me disse: ‘Entende, filho do homem, porque esta visão acontecerá no fim do tempo’. E, estando ele falando comigo, caí adormecido com o rosto em terra; ele, porém, me tocou, e me fez estar em pé, e disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira; pois isso pertence ao tempo determinado do fim” (Dn 8.16.19 – ênfase acrescentada).

 

  • Ezequiel ao ter a visão dos querubins e da glória de Jeová: “Como o aspecto do arco que aparece na nuvem no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do SENHOR; e, vendo isto, caí sobre o meu rosto, e ouvi a voz de quem falava” (Ez 1.28. Grifo do autor).

 

  • Pedro, Tiago e João quando não suportaram mirar a glória que ​desceu em Cristo – confirmação de Sua Deidade Absoluta e o cumprimento da Lei e dos Profetas: “E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o. E os discípulos, ouvindo isto, caíram sobre os seus rostos, e tiveram grande medo. E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes, e disse: Levantai-vos, e não tenhais medo” (Mt 17.5-7 – ênfase acrescentada).

 

  • Josafá quando o Espírito de Deus se manifestou na congregação: “Então veio o Espírito do SENHOR, no meio da congregação... Então Josafá se prostrou com o rosto em terra, e todo o Judá e os moradores de Jerusalém se lançaram perante o SENHOR, adorando-o” (2Cr 20.14,18 – grifo do autor).

 

  • O ex-leproso que recebeu a salvação: “E caiu aos pés de Jesus, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano” (Lc 17.16 – ênfase acrescida).

 

         Portanto, nenhum deles caiu para trás sem raciocínio, adormecidos, mortificados ou coisas semelhantes; contrariando os propagadores desta falsa doutrina. Na verdade, são “falsificadores da Palavra de Deus” (2Co 2.17).

       Pedro e os onze apóstolos, quando receberam a Promessa do Pai, sentiram um vento veemente e impetuoso, falaram em línguas repartidas como que de fogo (cf. At 2.1-4); entretanto, não foram tombados por Deus, mas “Pedro, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz” (At 2.14, grifo acrescido).

 

5) Satanás derruba no chão e tira a razão

          Quem derruba as pessoas inconscientes é Satanás: “E Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te, e sai dele. E o demônio, lançando-o por terra no meio do povo, saiu dele sem lhe fazer mal” (Lc 4.35). O jovem lunático, possuído de demônios, foi ao chão, que o deixaram surdo-mudo (cf. Mc 9.17-27).

          Se os crentes da atualidade, que se portam de tal forma, não forem detentores de forças maléficas, trata-se de mentira da parte deles ou emoções carnais, menos o poder da Pessoa do Espírito Santo! “Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos” (1Co 14.33).

        Se ao nosso homem interior, Deus diz: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia” (1Co 10,12); “Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá” (Ef 5.14); “Uns encurvam-se e caem, mas nós nos levantamos e estamos de pé” (Sl 20.8); “Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo. Então entrou em mim o Espírito, quando ele falava comigo, e me pôs em pé, e ouvi o que me falava” (Ez 2.1,2); “O SENHOR sustenta a todos os que caem, e levanta a todos os abatidos” (Sl 145.14). Será que Ele quererá o nosso homem exterior no chão: sonolento, sem razão e, ao se erguer, não terá edificação alguma, visto que não sabe de nada?

 

6) Textos usados pelos propagadores da “queda no poder”

         Naturalmente, toda vez que Deus tornou a verdade bem clara, a estratégia de Satanás foi lançar dúvidas sobre ela. Sempre que Deus falou com autoridade, o Diabo desejou solapá-la. “Será que Deus disse isso?”, ele fala com escárnio (cf. Gn 3.1). ²

       A “queda de poder”, ante o testemunho das Escrituras, está às claras que não pertence ao Todo-Poderoso, mas é um modismo inconsequente nos cultos ditos “pentecostais” (Ef 4.14), pois a sã doutrina pentecostal não agasalha tal bizarria. É a emoção acima da razão. É o sentimento acima do poder do Alto. É aviltamento, e não verdadeiro avivamento predito na Palavra de Deus para os últimos dias (At 2.17,18). Por fim, um tipo de criancice espiritual (1Co 13.11).

         Como não há respaldo para sustentar a teoria do “cair no poder”, seus propagadores isolam passagens bíblicas interpretando-as como lhes convêm. Eles dão várias torceduras na Palavra de Deus, adaptando os textos conforme as lentes que possuem; todavia, “torcer as Escrituras” equivale a receber a condenação (2Pd 3.16). A Bíblia os responderá.

 

a) O sono pesado e o adormecimento de Adão

         Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu: e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar (Gn 2.21).

 

Argumento: Assim como Deus colocou um sono pesado em Adão, fazendo-o dormir, o Senhor coloca um sono sobre os que recebem a unção. O poder os faz adormecer.

 

Resposta bíblica: O Criador não pôs um sono pesado em Adão com intuito de ele adormecer por causa do recebimento de Seu poder sobrenatural. O sono em Adão teve outra finalidade bem específica — a de formar Eva.               Em face disso, o Senhor estabeleceu o casamento com a finalidade basilar de amor, afeto e companhia. O sono posto em Adão foi para arrancar-lhe a costela para a formação de sua companheira, isto é, literalmente, “uma ajudadora que corresponde a ele”, “uma ajudadora que esteja junto dele”. O arranco da costela é um “milagre de criação”, ou seja, o Criador opera-o por meio de uma fonte, uma causa, uma origem, um ponto de partida, da mesma maneira que Ele operou em outros casos, a exemplo 20 pães de cevada alimentaram um povo (2Rs 4.42-44), 5 e pães e 2 peixes alimentaram 5 mil pessoas (Lc 9.10-17), os corvos alimentavam Elias todas as manhãs com pão e carne (1Rs 17.5,6), etc. A costela representa a parte íntima constituitiva de Adão, pela qual o Altíssimo fez a mulher. Atualmente, mercê de Deus, para obrar milagres em nós: basta a graça! (2Co 12.9; 2Tm 2.1; Hb 11.1).

         Se essa doutrina fosse verdadeira e Adão tivesse recebido a “queda no poder”, não apenas isso, mas, em outros casos, ele sofreria terrivelmente de sonambulismo, estando cotidianamente “caído no poder”, visto que, na viração de todos os dias, o Senhor passeava pelo Jardim do Éden (cf. Gn 3.8). Que poder, hem! Imagine o próprio Criador passando? Daria para Adão ficar em pé um minuto sequer? É inconsistente a tal “queda no poder”, não?!... Fica provado, portanto, que a finalidade do sono profundo de Adão é o caso único na história e na Escritura — a formação da mulher, e mais nada!

         Nas curas e nos avivamentos descritos no Novo Testamento, tais como no Pentecostes (At 2.1-13), em Samaria (Atos 8.5-17), em Cesareia (At 11.1-11), em Antioquia (At 11.19-30), em Éfeso (At 19.1-6,11,12,18-20) — nada é dito sobre a “queda de poder”. Ninguém que recebeu poder do Espírito Santo caiu por um sopro, ou por uma lançada de túnica, ou por aventais e lenços jogados, ou por um giro poderoso, ou por uma rajada de línguas, e, além do mais, ficou inteiramente inconsciente, sem percepção das coisas, nem tendo proveito ao levantar-se. 

         Para operação de sinais e milagres, ninguém precisa cair como morto no chão, mas basta a fé no Nome de Jesus! (Mc 16.18; At 9.34).

 

b) O tombo de Saulo no caminho de Damasco

          E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? [...] E Saulo levantou-se da terra, e, abrindo os olhos, não via a ninguém. E, guiando-o pela mão, o conduziram a Damasco (At 9.4,8).

 

Argumento: Saulo foi derrubado pelo poder de Deus no caminho de Damasco. Deste jeito, os crentes atuais caem sob o poder do Senhor.

 

Resposta bíblica: Saulo caiu por terra por duas razões: Primeira, por causa do resplendor da luz do Senhor Jesus no céu (cf. At 9.3; 26.13,14; 22.6,7), e segunda, por conta do juízo do Todo-Poderoso sobre ele, pois tinha pedido cartas a caso de ir às sinagogas ameaçar e matar os santos do Senhor (At 9.1,2). O Altíssimo, sabendo disso, malogrou as intenções de Saulo, derrubando-o por terra: nítido sinal de juízo (cf. Dt 9.3; Pv 16.18; 29.16; Is 30.13). Saulo não foi tombado pela unção de Cristo, porquanto, nessa ocasião, ainda não havia se convertido. Deus apenas concede o Espírito Santo aos obedientes (At 5.32). Ele encheu-se do Espírito após três dias desse acontecimento (At 9.9,17), e, ainda assim, não caiu para trás adormecido e inconsciente!

 

c) João caiu como morto aos pés de Cristo

          E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último (Ap 1.17).

 

Argumento: João, quando teve a visão, caiu aos pés de Cristo inconsciente e dormente, uma vez que, deste modo, fica um morto. E João caiu como morto. Isso prova a unção de poder que é recebida nos últimos dias.

 

Resposta bíblica: O Apóstolo João, na Ilha de Patmos, recebe a visão do Cristo Glorificado no céu (cf. Ap 1.12-16). O Eterno mostrou essa mesma visão ao profeta Daniel (Dn 7.9; 10.5-7). Nessa visão, João caiu “como” morto. A palavra “como” é importante para elucidação do verdadeiro sentido do versículo. “Como” significa “do mesmo modo”, “da mesma maneira”, “do mesmo jeito”, “da mesma forma”, “na qualidade de” ou “na condição de”. Ele não ficou morto — sem consciência nem ciência de nada, pois, caso houvesse permanecido assim, não teria consciência nem lembrança para descrever o que viu no Apocalipse!

         O apóstolo, ao contemplar o Filho de Deus totalmente glorificado, “caiu aos Seus pés”, ou seja, humilhou-se, apequenou-se e adotou uma atitude de inferioridade ante a presença de Cristo — o Redentor, e ficou “como morto”, isto é, temporariamente inoperante; inativo; inerte, sem movimento ou atividade própria; parado; imóvel; atônito — sem reação. Todavia, João estava completamente consciente, tanto assim que ele sentiu Jesus tocá-lo e ouviu o Senhor mandando-o escrever aquela visão. Será que nas supostas “quedas de poder” as pessoas ficam desse modo? Ou se levantam tirando os panos que as cobriram, arrumando a roupa, descabeladas, suadas, nem ao menos saberem a causa que caíram, enfim, sem edificação? E tudo que não é de fé é pecado (Rm 14.23); Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor (Ef 5.17).

 

d) Daniel caiu em profundo sono

        Contudo ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí sobre o meu rosto num profundo sono, com o meu rosto em terra (Dn 10.9).

 

Argumento: Daniel, quando teve uma tremenda visão, caiu em profundo sono. A visão foi pelo poder do Espírito de Deus. Portanto, quando um cristão recebe a virtude do Espírito pode até mesmo “cair no poder”, em sono profundo.

 

Resposta bíblica: Da mesma maneira que o Apóstolo João, a visão de Daniel referia-se ao Cristo Glorificado (cf. Dn 7.9-13; Ap 1.12-16). Ambas as visões concernem à demonstração do mesmo evento: Cristo Glorificado. Daniel a teve mais de uma vez (Dn 10.5-7). Daniel — ao contemplar a glória e a entronização do Filho de Deus, visto que esta visão foi poderosíssima por sinal, cujos companheiros, que não a viram, correram atemorizados e esconderam-se (cf. Dn 7.7) — ficou totalmente fraco, transmudado, desmaiado, e não conseguiu reter força alguma (cf. Dn 7.8); por conseguinte, caiu com o rosto em terra — sinal de humilhação consciente perante o Todo-Poderoso (Dn 7.9); veja: ele não caiu para trás. Isso por si só já prova que ele estava totalmente consciente, contudo apenas não conseguia ficar em pé. Quanto a ele ter profundamente adormecido (Dn 7.9), não foi a manifestação da vontade de Deus que o fez ficar tombado no chão e sem forças. O profeta, fisicamente, estava debilitado diante da muitíssima glória de Cristo; entretanto, embora sem forças, uma mão o tocou e fez que ele ficasse em pé — fortificando as suas juntas e amparando-o pelas mãos (Dn 7.10), e disse: “Levanta-te sobre os teus pés; porque eis que te sou enviado” (Dn 7.11). Está vendo a vontade de Deus? — Fortificou suas juntas, firmemente segurou-o pelas mãos e disse: “levanta-te!” Isso desmantela a falsa doutrina do “cair no poder”. O tiro que seus propagadores querem-nos dar sai pela culatra!

         E mais: sendo Daniel, segundo o testemunho de Jesus, autor do livro que leva o seu nome (Mt 24.15), a prova é que ele estava mui consciente, pois conseguiu plenamente escrever tal visão.

Jesus não quer ninguém caído, dizendo que está cheio de poder. A ordem de Deus é: “levanta-te!” (1Co 10.12; Ef 5.14; At 2.14). Quem cai para trás, inconscientes, são os possuídos: E Jesus, vendo que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e não entres mais nele. E ele, clamando, e agitando-o com violência, saiu; e ficou o menino como morto, de tal maneira que muitos diziam que estava morto. Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou (Mc 9.25-27).

 

Bibliografia

 

¹ ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. 1ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p. 616.

 

² GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia. 6.ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 2001, p. 16.