©  by IFAP. All rights reserved.

Por Johny Mange

 

 

Introdução

          Um dos nomes do Maligno, na Palavra de Deus, é serpente — a antiga serpente, chamada Diabo e Satanás (Ap 12,9; cf. 2Co 11.3). Recebe tal alcunha porque — como Arqui-inimigo de Deus — é astuto, sutil, traiçoeiro, falso e peçonhento assim como a serpente! O Adversário tenta os santos do Senhor e os embaraça muitas vezes, pois sabe a hora certa de dar o “bote”! (1Ts 3.5; Ef 6.11). Enquanto uns se enroscaram e caíram no laço do Inimigo, outros lhe estão presos (1Tm 3.7; 2Tm 2.26). Apenas uma vida pautada na Palavra, com obediência, oração, jejum, poder, temor e vigilância pode vencer o Inimigo (1Jo 2.13,14; 5.18; 2Ts 3.3).

         Satanás há séculos age como serpente, e de forma sutil e astuciosa (porque é fino em ocultar seus verdadeiros intentos, a fingir sempre que está fazendo tudo para o bem) tem enganado ministros e crentes de várias denominações com a comemoração do nascimento do Senhor Jesus em 25 de dezembro, já que essa data foi “cristianizada” tão somente para converter os pagãos de seu ídolo — o deus-sol. Visto que Satã por meio da data e dos costumes retirados do paganismo — alusivos, na antiguidade, ao nascimento do deus-sol (comemorado por idólatras, feiticeiros, depravados, etc.) — infiltra-se nos cultos, nas igrejas e ganha terreno, transferindo a adoração, que supostamente é em louvor ao nascimento de Jesus, a um ídolo pagão. Decerto, aqueles que comemoram o Natal foram mordidos pela antiga serpente — o Diabo.

            Vamos às razões pelas quais os cristãos verdadeiros não devem comemorar o Natal.

 

 

1.ª RAZÃO:

Jesus não nasceu em 25 de dezembro — Lucas 2.8 é prova disso

 

       No dia do nascimento de Jesus, os pastores estavam no campo com seus rebanhos, pois somente à noite eles os recolheriam: Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam durante às vigílias da noite o seu rebanho (Lc 2.8). Por isso, o Senhor Jesus Cristo não nasceu em dezembro, pois — segundo Esdras 10.9 e 13 — tempestades, ventanias e frio caracterizavam os últimos meses do ano. “Grandes chuvas eram características no nono mês do ano sagrado (novembro-dezembro), durante a época das primeiras chuvas.”[1] Em se tratando dum calamitoso inverno como esse, os pastores guardariam suas ovelhas e cabras o tempo todo — sob abrigos ou grandes pedras, e não apenas à noite, já que seria impossível deixá-las a esmo nos campos. Ao contrário disso — no dia em que Jesus nasceu — a estação do ano proporcionava aos pastores deixar seus animais à vontade nos campos, de maneira que isso seria impossível suceder nos últimos meses do ano.

 

 

2.ª RAZÃO:

Jesus não nasceu em 25 de dezembro — Lucas 2.1 é prova disso

 

        O censo de César Augusto — imperador romano de 31 a.C. a 14 d.C. — é outra prova que desmascara a falácia do nascimento de Cristo em 25 de dezembro. E aconteceu naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse (Lc 2.1). Censo é o mesmo que alistamento ou recenseamento — “contagem, levantamento periódico, oficial e geral da população de um país”.[2] O decreto do alistamento “foi usado por Deus para levar José e Maria a Belém, onde o profeta predissera que Jesus iria nascer (Mq 5.2).”[3] No entanto, jamais haveria convocatória para um censo desse porte no inverno, porque a locomoção para o recenseamento — por causa do temperatura baixa, ventos e tempestades — seria impossível. Em geral, esses alistamentos eram convocados após as colheitas, pois, além de não darem sérios danos à economia, o tempo proporcionaria estradas secas e boas condições para as viagens. Geral e politicamente é impossível que o alistamento se realizasse no mês de dezembro — mês do inverno, fortes chuvas, ventanias e frio (Ed 10.9 e 13); por conseguinte, infere-se que o Senhor Jesus não nasceu em dezembro, visto que Ele foi concebido nos dias desse censo. Veja Lucas 2.3-7.

 

 

3.ª RAZÃO:

O Natal associa mentiras ao nascimento de Jesus — popularizou que eram três magos

 

          No final do ano, é comum vermos em presépios e pessoas dizendo que eram três magos que foram até o Senhor Jesus presenteá-Lo. Deram-lhes até os nomes Baltasar, Melchior e Gaspar (dois brancos e um negro, respectivamente). Contrariamente, em solo oriental, creem que eram 12 magos. O fato é: onde está escrito no Livro de Deus o número exato de magos? Nada acrescentes às Suas palavras [de Deus], para que não te repreenda e seja achado mentiroso (Pv 30.6, cf. Ap 22.18,19). Foi Helena — mãe do imperador Constantino Magno —, no século V, que penetrou, no mundo ocidental, a tradição dos três magos. E concernente aos nomes, procedem de lendas narradas por Beda, o Venerável, a partir de 735 d.C. Entretanto, a Palavra de Deus salienta que eram “magos”, sem nos dizer quantos eram: E tendo nascido Jesus em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do Oriente a Jerusalém (Mt 2.1, grifo acrescido). O que nos relata a passagem sagrada? “Uns”, isto é, mais de um, mas não diz quantos! O resto não passa de lendas e tradições antibíblicas anexadas ao texto bíblico: Invalidando assim a Palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes (...) ensinando doutrinas que são preceitos dos homens (Mc 7.13; Mt 15.9).

 

 

4.ª RAZÃO:

O Natal associa mentiras ao nascimento de Jesus — popularizou que magos presentearam Jesus na manjedoura

 

           A data de 25 de dezembro para o Natal popularizou várias mentiras a respeito dos magos. Além de os presépios mostrarem três magos — o que não passa de uma mentira deslavada! —, também os revelam presenteando o Menino Jesus na manjedoura. Isso transformou-se em algo comum, pois a maioria das pessoas acha que Cristo recebeu presentes na manjedoura. O certo é que os magos não presentearam o Senhor Jesus na manjedoura, mas em casa, e algumas semanas após o Seu nascimento. E mais: deduz-se que foram tempos depois, pois somente após Ele haver nascido é que a estrela lhes apareceu: Então Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera (...) E entrando em casa, acharam o Menino com Maria Sua mãe, e prostrando-se, O adoraram; e, abrindo os seus tesouros, Lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra (Mt 2.7,11, grifo acrescentado). Ao visitar alguém ilustre, era costume oriental não aparecer de mãos vazias, mas oferecer-lhe dádivas (regalos, presentes).

 

 

5.ª RAZÃO:

O Natal associa mentiras ao nascimento de Jesus — difundiu (entre alguns) que os magos eram bruxos, mágicos e feiticeiros

 

         Seitas místicas e esotéricas — incluindo a Nova Era — alegam que até os mágicos, bruxos, encantadores, feiticeiros adoraram e presentearam Jesus. Segundo os tais, Cristo não é contra o esoterismo, o misticismo e os encantamentos, porque aceitou de bom grado os magos, e, como astrólogos, foram guiados pela estrela, sendo que em nenhum momento foram reprovados. Porém entre os gregos, magos eram sábios e estudiosos, que se aplicavam aos estudos das coisas celestiais, naturais e espirituais, e não “magos” no sentido da palavra à qual conhecemos atualmente — bruxos, feiticeiros, mágicos e encantadores. Logo, os “magos”, de Mateus 2, não eram o que pensam os esotéricos e adeptos da Nova Era!

        Outrossim, o fato de serem guiados por uma estrela não significa que eram astrólogos, mas, sim, astrônomos — que, como estudiosos das ciências celestiais, sabiam das posições relativas e dos movimentos dos astros, principalmente das estrelas; deste modo, foram os tais que o Todo-Poderoso escolheu para cumprir a profecia que uma estrela revelaria o nascimento do Ungido de Iavé — o Messias. Veja Números 24.17. Os magos também, indo até Jesus, visto que não eram judeus, representavam que Ele trouxe salvação a todos os gentios. Quanto à astrologia, ao misticismo e ao esoterismo, a Bíblia os condena do começo ao fim (Dt 17.2,3; Lv 19.31; Gl 5.20,21; Ap 9.21).

 

 

6.ª RAZÃO:

25 de dezembro (que associaram a Jesus) era, em Babilônia, o aniversário do deus-sol

 

           Através de estudiosos, sabemos que a celebração de 25 de dezembro originou-se em Babilônia, na época do reinado de Ninrode, logo após o dilúvio (Gênesis cap. 7; Mt 24.37-39). Ninrode era bisneto do patriarca Noé (Gn 10.8,9; 1Cr 1.10). Seu nome é procedente da palavra “marad”, que significa “rebelde; aquele que se rebelou”. Em verdade, Ninrode não seguiu a justiça de seu bisavô (Gn 6,8,9; 2Pd 2.5); porém, agiu de acordo com o significado do seu nome, pois estabeleceu — por meio do sistema babilônico (cf. Gn 10.10-12) — governos e impérios fundamentados na corrupção organizada, na economia da competição e lucro, de tal modo que até hoje subjugam o mundo.

Acredita-se que Ninrode iniciou a construção da Torre de Babel (Gn 11.4), visto como o Senhor ordenou após o dilúvio — frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos nela (Gn 9.7) — ele, contrariamente, queria ajuntar o povo para si, dominá-lo e organizá-lo numa rebelião contra o Senhor. Essa torre era “o marco de busca de conhecimentos ocultos, de onde se originou toda a feitiçaria, idolatria e misticismo do mundo, conforme se vê em Isaías 47 e Jeremias 50 e 51”.[4] Quando a Escritura diz três vezes, em dois versículos, que ele era “poderoso” — com efeito, às vezes, essa palavra possui um significado hostil de “contra”, já que ele levou o povo a apostatar-se e a rebelar-se contra o Altíssimo, querendo dominar o mundo. “O Targum de Jerusalém é uma versão muita antiga do texto hebraico para a língua aramaica, e era utilizado especialmente pelos antigos rabinos nas sinagogas, mas é interessante vermos como ele traduz o texto sagrado de Gênesis 10.8,9: “Ninrode foi o mais poderoso rebelde contra o Senhor que jamais existiu no mundo”.[5]

         Dentre seus atos contrários ao Todo-Poderoso, está o fato de que escolheu como esposa a sua própria mãe, Semíramis, com a qual teve um filho. Por intermédio desse incesto — ato horripilante, imundo e repugnante —, nasceu Tamuz. Ela queria aplicar a si a promessa do Redentor, predita pelo Eterno em Gênesis 3.15, por isso, foi considerada como deusa (divina mãe) entre o povo, e Tamuz como “o divino filho do céu”; daí nasceu o “mistério da mãe e da criança”.

       Após a morte de Ninrode, Semíramis alegou que Tamuz era a reencarnação de Ninrode, seu filho-marido; por consequência — segundo ela —, um pinheiro cresceu da noite para o dia, simbolizando o despertar de Ninrode, de modo que na data do aniversário dele — 25 de dezembro —, visitaria o pinheiro. Consequentemente, Semíramis noticiou que Tamuz (seu filho-neto, ou seja, filho com seu próprio filho, Ninrode) fora morto por um javali, mas que havia se transformado no Sol, passando a ser o deus-sol. Assim, na celebração anual de 25 de dezembro, as mulheres choravam esperando Tamuz transformar-se no deus-sol. Veja Ezequiel 8.14-16.

 

 

7.ª RAZÃO:

De Babilônia, pela data de 25 de dezembro — o aniversário do deus-sol —, vários costumes pagãos firmaram-se no mundo e na religião

 

           De Babilônia, o sistema idólatra e pagão de culto atravessou fronteiras e espalhou-se pelos quatro cantos do mundo, chegando até os dias de hoje. A veneração de Semíramis com Tamuz nos braços foi o fator preponderante para o culto à “rainha dos céus” (Jr 7.18,19; 44.17-19), da “mãe e da criança”, da “virgem e do menino”. A lenda passou por várias alterações em cada país, adaptando-se à cultura e à crença de cada lugar, porém, ainda assim, a base e a simbologia são iguais. Logo:

 

  • Na Babilônia — Semíramis e Tamuz;

  • Em Canaã — Astarote e Baal;

  • No Egito — Ísis e Hórus;

  • Em Roma — Vênus e Cupido;

  • Na Grécia — Afrodite e Eros.

 

         Além de, no século IV, aniversariar o Senhor Jesus na mesma data do deus-sol — 25 de dezembro, a Igreja Romana foi laçada impetuosamente pelo paganismo do “mistério da mãe e da criança”, da “virgem e do menino”. O Catolicismo tributou a Maria o título de “Madona” (italianismo que significa “minha senhora”). Ela — proclamada pelas autoridades romanistas como “rainha dos céus” — é revelada nas imagens com o Menino Jesus no colo, como exemplo: Senhora das Mercês, Senhora da Glória, Senhora de Loreto, Senhora do Monte Serrat, Senhora Mãe Rainha, Senhora d’Ajuda, Senhora do Alívio, Senhora da Arábia, Senhora da Fé, Senhora do Círio de Nazaré, Senhora da Achiropita, Senhora da Estrada, Senhora do Bom Conselho, Senhora de Quinche, Senhora da Candelária, Senhora do Livramento, Senhora do Monte Carmelo (chamada de Sr.ª do Carmo), Senhora do Perpétuo Socorro, Senhora Auxiliadora, etc. Na certa, tudo isso não passa de herança do paganismo, e, provadamente, não há registro algum de a Igreja do século primeiro ter agido assim, de forma tão idólatra e profana (At 2.42). Foi a Igreja de Roma (no séc. IV) que abraçou e disseminou os costumes das nações — dentre os quais o da madona com a criança (Jr 10.2,3; 2Co 6.14-17). O culto a Maria só se tornou uma doutrina oficial da Igreja Católica no Concílio de Éfeso, em 431 d.C.  É por conta disso que os católicos romanos chamam Maria de “rainha do céu”, tal como Astarote era chamada pelos pagãos (Jr 7.18). No entanto, ela foi uma mulher que alcançou a graça de Deus, mas, mesmo assim, era uma criatura que cometia pecados — necessitando de um Salvador (Lc 1.46-48; Rm 3.23).

         A mariolatria — o culto e a veneração a Maria — é fatalmente condenada pelas Escrituras (Lc 11.27,28; Rm 1.25). Só Deus deve ser adorado (Lc 4.8; 1Co 8.4,5; 1Tm 6.15,16), pois não divide a Sua glória com outro (Is 48.11; Mc 12.29,30). Jesus é o único Intercessor entre Deus e os homens (1Tm 2.5; Hb 7.25; Rm 8.34). O fim da idolatria católica é levar para o inferno — onde o fogo nunca se apaga e o bicho nunca morre, caso em vida não haja arrependimento (Ap 21.8; 22.15; 9.20,21; Mc 9.44).

 

 

8.ª RAZÃO:

Sem conhecimento exato do dia, várias datas foram dadas para comemoração do

nascimento de Jesus

 

          No decorrer da história do Cristianismo, como não se tinha exatamente o conhecimento da data, várias datas foram marcadas para festejar o Natal. De acordo com a Enciclopédia Barsa[6] — nos primeiros séculos, o Natal era comemorado, ora 6 de janeiro, ora 25 de março, e em alguns lugares a 25 de dezembro. Esta última data, como sendo o nascimento de Jesus (mesmo ainda não de forma oficial), popularizou-se sob o decreto do imperador Aureliano, adepto do Mitraísmo, em 270 d.C, pois era o aniversário de seu deus-sol, Mitra. A Bíblia diz: As coisas encobertas pertencem ao Senhor, Nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta Lei — Dt 29.29.  

 

 

9.ª RAZÃO:

Tanto a data como a celebração do Natal são inspiradas nas festas de dezembro dos povos pagãos, que adoravam o deus-sol

 

       Como o Natal cristão já foi festejado em várias datas diferentes no decorrer dos séculos, estabeleceu-se no dia 25 de dezembro, pois associou a si vários costumes e datas das antigas celebrações da “Festa Mitraica” ou “Nascimento do Sol Invencível”, “Brumália” (25 de dezembro), Yule (22 e 23 de dezembro) e “Saturnália” do solstício de inverno, que ocorria em torno de 17 a 24 de dezembro, no Hemisfério Norte. Como eram essas festas e o que nelas ocorriam?

 

        Saturnália — Festividade que se iniciava no dia 17 de dezembro e ia até 24 de dezembro. Durante sua comemoração, faziam-se sacrifícios a Saturno e a estátua do seu templo tinha, simbolicamente, fios de lã retirados dos seus pés, para representar sua libertação. Depois dos sacrifícios, tinha início o banquete público.[7] Igualmente, segundo a American Encyclopedia, as Saturnálias eram a data da antiga festa romana em homenagem ao Sol, quando o dia 25 de dezembro, nascimento do deus-sol era celebrado. 

 

         Yule — Nos dias 22 e 23 de dezembro, Yule era comemorado terminantemente pelo paganismo das bruxas, magos, feiticeiros e encantadores dos povos nórdicos (escandinavos), na Europa. Era o festival mais importante nos países celtas, pois comemorava o nascimento do deus-sol (da mãe-terra ou mãe-natureza), na noite mais longa, escura e fria do ano por causa do solstício de inverno (tempo em que o Sol, parando de afastar-se do equador — linha imaginária da Terra —, começa a reaproximar-se), no Hemisfério Norte. Os pagãos criam que as esperanças renasciam, já que o deus-sol traria calor e fertilidade à Terra. Yule celebrava o deus-cornífero (semelhante a animal que tem hastes, tentáculos e antenas em forma de chifres). Nesse dia, muitas tradições pagãs se despedem da deusa e dão boas-vindas ao deus-sol, que governará a metade clara do ano.[8]

 

       Brumália — Conforme a American Encyclopedia, era comemorada 25 de dezembro, logo após a Saturnália. No Hemisfério Norte, tal data coincidia com a época do solstício de inverno, dia mais curto do ano, com menos horas de luz; por consequência, em sinal de adoração ao Sol — considerado uma divindade que controlava a vida —, esperava-se o seu renascimento. Consoante criam, o deus-sol se manifestaria sendo um bom presságio para o ano seguinte. Era ainda a data da antiga festa romana [Mitraica], em homenagem ao Sol.[9] 

 

          Festa Mitraica  Também chamada de Natalis Solis Invicti — o “Nascimento do Sol Invencível”. Essa festa pagã era voltada ao culto a Mitra, deus-sol dos persas. Mitra era um deus guerreiro que sacrificou um touro sagrado, cujo sangue, consoante a crença, serviria para redimir seus eleitos. As primeiras referências a Mitra o datam em torno de 1400 a.C., na literatura persa, como o deus-sol ariano. Logo, Mitra era o deus-sol, em que seus adeptos celebravam o seu nascimento em 25 de dezembro, no solstício de inverno. A crença no deus-sol, Mitra, foi trazida para o império romano pelos soldados que lutaram na região de Babilônia — Pérsia, atual Irã, pois lá o escolheram como protetor. Depois disso, Mitra chegou a ser um dos principais deuses do panteão romano (templo pagão dedicado a vários deuses). No dia 25 de dezembro, entre rituais, orgias, comilanças, bebedices, cantatas e velas era aclamado o “nascimento do sol invicto” — Mitra.[10] 

 

         Por conta disso, hoje em dia, há muitas práticas utilizados no Natal que possuem origens essencialmente pagãs das festas suprarreferidas.

 

 

10.ª RAZÃO:

O Natal foi instituído em 313 d.C. pelo imperador Constantino e imposto oficialmente à Igreja em 354 d.C., por um bispo católico romano

 

           O Imperador Constantino Magno — fiel e devoto seguidor do deus-sol Mitra — decretou, em 313 d.C., que o dia 25 de dezembro seria a data do nascimento de Jesus. Fez assim porque o aniversário de seu deus — Mitra, o “Sol Invencível” — era comemorado no dia 25 de dezembro. Ao passo que a Enciclopédia Barsa atesta que, no calendário cristão mundial, a festa do Natal foi decretada oficialmente à Igreja pelo bispo romano Libério, no ano 354 d.C.; isto é, mais de 200 anos após a morte do último apóstolo — João. Em 1870, a data foi denominada como feriado nacional. Por conseguinte, “o Natal não constava entre as antigas festividades da Igreja [...] Não foi instituída por Jesus Cristo nem pelos apóstolos, nem pela autoridade bíblica. Foi tomada mais tarde do paganismo” — Enciclopédia Britânica, edição de 1946.

          De fato, a data de 25 de dezembro não é referente ao estrito aniversário cronológico de Nosso Senhor Jesus, mas, sim, é alusiva à substituição — a fim de estabilizar o Cristianismo — das antigas festas pagãs, em que estes tributavam homenagens, oferendas (comidas, bebidas, cantatas, troca de presentes e velas) ao deus-sol. Sendo assim, é uma cristianização de festas pagãs! A partir dos séculos IV e V, pelo interesse da união da Igreja com o Estado, milhares de pagãos se introduziram no Cristianismo por meio do Catolicismo Romano. De sorte que as festas pagãs já existentes foram popularizadas e designadas como festas cristãs, assim, não desagradariam os novos religiosos, os recém-adeptos da Igreja de Roma. Portanto, mais uma vez vemos o cumprimento da Palavra Profética, que predisse a Babilônia como o berço das doutrinas maléficas em todo o mundo: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra — Ap 17.5.

          Além do quê, ligar Yule, Saturnália, Brumália e o Nascimento do Sol Invencível com o nascimento do Filho de Deus, foi um erro crasso, terrível e pernicioso! Não adianta o cristão se unir, desejar praticar rituais e possuir o mesmo modo de viver dos incrédulos para ganhá-los, uma vez que o Evangelho é “boa-nova”, ou seja, renúncia, mudança, transformação: E, chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará (Mc 8.34,35). Aquele que quiser servir a Jesus tem de tornar-se uma nova criatura, lançando fora seus pecaminosos hábitos: Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso sentido; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade (Ef 4.22-24). Não pode haver ligação da fé cristã com práticas pagãs (cf. 2Co 6.14-17; Jr 10.1-3). Além do mais, quem convence o homem do pecado, sem sombra de dúvida, é o Espírito Santo (Jo 16.8; Tt 3.5).

 20 RAZÕES POR QUE NÃO COMEMORAMOS O NATAL