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A VERDADE SOBRE A VESTE DA MULHER CRISTÃ

Por Johny Mange

 

 

Introdução

            “Secularismo” é “a convicção de que as doutrinas religiosas (nesse caso, as cristãs) poderiam perfeitamente ser excluídas da vida do dia a dia ou da educação pública”. Cumprem-se as profecias: vivemos nos dias penosos! (2Tm 3.1). Espontaneamente, o secularismo e o espírito do mundo (1Co 2.12) estão dominando as mentes e os corações da grande parte dos crentes. Satã, o deus deste século, os cegou (2Co 4.4). Ainda que, para eles, a Palavra esteja às escâncaras, não enxergarão; entretanto, seguirão o mau exemplo e a tapeação de cantores e pregadores que não ensinam mais a santificação plena, pois comem com voracidade na mesa do espírito de Jezabel (1Rs 18.19; Ap 2.20; 1Co 10.20,21). Condenam certas coisas, e outras não (cf. Tg 2.11). Satanás os cegou, e eles não percebem: “Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus” (Jd v.4).

            Por conseguinte, como inúmeras irmãs têm visto muitas “pastoras”, cantoras e mulheres famosas — do meio cristão — de calça comprida, sob o pretexto de estarem melhor vestidas e que Deus não condena tal uso, se desbandalharam a usar também esse traje. Infelizmente, estão guiadas por condutores cegos. “Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova” (Mt 15.14). Desprezaram a modéstia cristã e a santificação do corpo por darem ouvidos a essas profetizas do Diabo! Elas são secularistas: andam de mãos dadas com o deus deste século!  

             Atualmente, é quase impossível ouvir pregações que condenem o uso de calça nas mulheres. É a escassez de Elias e a fartura de Jezabel! É o espírito dos últimos dias! Porém, a calça comprida é vestuário extremamente sensual à mulher, além de ser veste masculina. Deus impõe, em Sua Palavra, regras para que a sociedade veja a separação dos sexos e a decência, de modo que, as calças na mulher, tornam-se abomináveis a Deus. Saberemos o porquê, desde a sua inserção na sociedade.

 

 

1 – Quando se introduziu a calça comprida às mulheres na sociedade?

         Historicamente, no Ocidente, as mulheres têm usado saias e vestidos como vestuários, ao passo que os homens tinham e têm usado calças. A final do século XIX, as mulheres começaram a usar calças e blusas para o trabalho industrial.

            Durante a Segunda Guerra Mundial, as mulheres usavam as calças de seus maridos enquanto concorreram a seus empregos; e, nos idos de 1970, as calças da moda foram feitas especialmente para a utilização de todas as mulheres em geral.

           Nos Estados Unidos isso pode ter ocorrido devido à passagem do Título IX das “Emendas de Educação” de 1972, fazendo com que o ensino público tratasse igualmente aos homens e às mulheres, sem que exigisse dos estudantes um código de vestimenta diferenciado. Por conta disso, quase todas as escolas públicas dos Estados Unidos sofreram mudanças. Hoje, as mulheres usam calças com mais frequência do que saias, e muitas delas usam calças quase o tempo todo.

           Nos países ocidentais, as calças para as mulheres não se tornaram artigos de moda até o final do século XX; por isso, elas começaram a modificar e a usar as calças dos homens para o trabalho ao ar livre, desde uma centena de anos atrás.

           Atrizes como Marlene Dietrich e Katharine Hepburn eram frequentemente fotografadas de calças nos anos 1930, de maneira que esse fato ajudou que as calças fossem mais aceitas pelas mulheres.

            Durante a Segunda Guerra Mundial (1939 a 1945), as mulheres que trabalham nas fábricas e faziam também outras formas de “trabalho de homens” — no serviço de guerra — usavam calças quando o trabalho o exigia. No período pós-guerra, as calças tornaram-se roupa casual destinadas à jardinagem, à praia e a outras atividades de lazer.

         Na Grã-Bretanha, no decorrer da Segunda Guerra Mundial, por causa do racionamento da roupa, muitas mulheres tomaram as roupas de seus maridos civis — dentre as quais a calça comprida — a fim de trabalharem na época em que seus maridos estavam ausentes nas forças armadas. Isso sucedeu porque consideravam a calça comprida como traje prático para o trabalho. Sendo assim, essas mulheres arrazoavam que manteriam as outras roupas intactas a caso de usá-las em outras ocasiões.

            O uso de calça comprida tornou-se mais difundido entre o sexo feminino, mas o “vestuário dos homens” — a calça — estava ausente, pois as mulheres compravam-no na mesma proporção dos homens. Por terem obtido o costume de usar calça no trabalho, criam que era necessário aumentar o estoque, de modo que, no verão de 1944, as vendas das calças, cujas mulheres utilizavam no serviço, foram cinco vezes mais que no ano anterior.

             Na década de 1960 (até então o que era anormal), o estilista francês — André Courrèges — introduziu a calça comprida às mulheres como um item de moda, descortinando a era de pantsuit (terno feminino cinza, a ter como acessório brincos, pulseiras e gargantilhas) e do corte jeans. Logo, foram vencidas as proibições contra as meninas e as mulheres no uso da calça comprida nas escolas, no trabalho e nos bons restaurantes.

 

 

2 – Preceito de Deus: vestuários diferentes para o homem e para a mulher

 

           Não haverá traje de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de mulher: porque, qualquer que faz isto abominação é ao Senhor teu Deus (Dt 22.5).

           O homem e a mulher foram criados segundo a imagem de Deus (Gn 1.27). Através da criação e da redenção por Cristo, sabemos que ambos possuem o mesmo valor (Gl 3.26-28). Todavia, é a vontade do Altíssimo a separação dos sexos. Entre o homem e a mulher são nítidas as diferenças biológicas, mentais e emocionais. Além do mais, o Todo-Poderoso, conforme a Sua Palavra, estabeleceu métodos sociais para a diferenciação entre os sexos, quer nas roupas, quer nos cabelos (1Co 11.14-16), quer no comportamento (1Co 6.10). E por que tal separação entre ambos? O Senhor instituiu, na vivência, papéis diferentes ao homem e à mulher.

          Ele requer a distinção tal e qual designou a ambos na criação: macho e fêmea (Mc 10.6). Uma varoa precisa ser feminina em todos os aspectos de sua vida. Assim também o varão é necessário ser masculino em todos os setores do seu viver.

            Por isso, a calça comprida, usada pelas mulheres atualmente, vai contra a vontade de Deus da separação dos sexos. A diferença entre os sexos não é mero costume, mas é pura doutrina da Palavra do Senhor.

           A passagem de Deuteronômio 22.5 condena o uso de roupa do homem na mulher e o uso de roupa da mulher no homem. Isso é doutrina, e não costume. Tal mandamento é mantido e aperfeiçoado no Período da Graça de Deus, em 1Timoteo 2.9,10. Devemos ter o porte dum verdadeiro seguidor do Senhor. Nossa luz deve brilhar diante dos homens, a fito de que a humanidade veja a nossa luz e glorifique o Deus dos Céus (cf. Mt 5.16).

      A ordenança concernente às vestes entra na doutrina da santificação, contudo sabemos que esta — a santificação — engloba plenamente a tricotomia humana: espírito, alma e corpo (1Ts 5.23). Logo, de nada adianta santificar o corpo (a demonstrar diferença, separação e consagração ao único e verdadeiro Deus) e a parte imaterial — espírito e alma (Hb 4.12; 2Co 4.16) — permanecer suja, com pensamentos de adultério, de fornicação, de prostituição, de homicídios, de furtos, de avareza, de maldades, de engano, de dissolução, de soberba, de loucura, de inveja, de levantar falsos testemunhos, de blasfêmias, etc. (Mt 15.19,20; Mc 7.21,22). Segundo as palavras do Cristo de Deus, os males nascem do coração — justamente onde a eternidade está: “Deus... pôs no coração deles a ideia da eternidade; contudo, de maneira que o homem não possa descobrir do princípio ao fim a obra que Deus fez” (Ec 3.11, Tradução Brasileira).

          Igualmente, não adianta termos o espírito e a alma limpos em certos requisitos, porém o corpo — que deve glorificar totalmente o Senhor, servir de testemunho da fé que abraçamos e mostrar santidade, ou seja, separação do mundo, conversão e transformação — prosseguir à semelhança dos ímpios e profanos (2Co 6.14-20). A Bíblia assevera: “Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus” (2Co 7.1). Face ao exposto, asseguramos a santificação total — espírito, alma e corpo — pois sem a qual ninguém verá o Eterno Deus (1Ts 5.23; Hb 12.14).

           Veja que foi apenas no século XX que a calça comprida introduziu-se em grande escala na sociedade, o que contrapôs a diferenciação determinada por Deus entre os sexos. Também não há apenas este fator para renegar a calça comprida, existem outros. A mulher deve ser feminina; roupas que foram feitas “unissex” não são boas influências, pois igualam os sexos, colocando-os no mesmo nível, e isso (quer você queira quer não) sempre vai ser algo péssimo para a nossa vivência. A mulher deve ser diferente do homem, tem toda a sua feminilidade e delicadeza. Não deve se vestir igual.

        É admissível que o uso de calça comprida por parte das mulheres ajudou muito na decadência da nossa sociedade, pois não é apenas uma peça inofensiva, que é usada, mas os danos que trazem à mulher e a sociedade são sérios, apesar de serem ignorados por muitos. Na verdade, se toda mulher entendesse esse fator, baniria definitivamente a calça comprida de seu guarda-roupas.

 

 

3 – A calça comprida é indecente na mulher porque a deixa extremamente sensual

           No caso do homem, é perfeitamente normal o uso de calça, pois não desenha suas partes íntimas, deixando-as à vista, quando vestida. É lícito ao homem, obviamente, e não é considerado indecente. Ao contrário disso, quando a mulher veste calça comprida é exatamente isto que ocorre: a peça encaixa-se perfeitamente na região genital, é aderente (apegada, ajustada) às nádegas, aos quadris e às coxas — partes consideradas sexys e atraentes para os homens. 

        Por conseguinte, a calça comprida é um canal de lascívia na mulher; é veste que induz à lasciva, quando reparada pelos homens.

      “Lascívia” é o “comportamento indisciplinado, imodesto, indecoroso, libertino e desregrado. Por ela é estimulada a libido, a inclinação para os prazeres sexuais. A lascívia engloba atitudes sensuais e provocantes, enfim, um flagrante desprezo pelas restrições sexuais, uma postura ultrajante, atos indecentes que chocam o público”.

          Se a calça encaixa-se corretamente nas regiões íntimas da mulher, delineando os glúteos, as coxas e os quadris (partes mais sensuais aos olhos dos homens), o efeito causado por essa veste chama-se definitivamente “lascívia”, visto que, aos olhos de outrem, excita o apetite sexual e a inclinação para os prazeres sexuais, por ser imodesta, indecorosa (desonesta e vergonhosa), sensual e devassa. Tais coisas, nem por sombras, podem existir numa mulher cristã. Esta deve andar, conforme o Deus da Bíblia, com um traje composto — em cujo haja pudor, respeito, reserva, decoro, recato, decência e modéstia: 

 

        Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras (1Tm 2.9,10). 

 

          Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede o de rubis. Faz para si cobertas; de linho fino e de púrpura é o seu vestido. Força e dignidade são os seus vestidos; ri-se do dia futuro. Enganosa é a beleza, e passageira a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor será louvada (Pv 31.10,22,25 e 31 — Almeida Edição Contemporânea).

 

         Até mesmo as saias não podem ser apertadas, nem muito justas, nem curtas, nem transparentes, porquanto precisam seguir à risca estas ordens da Palavra. O mesmo se dá com as camisas e as camisetes: não podem ser sem mangas, nem transparentes, nem decotadas, nem curtas — mostrando o umbigo; nem outras peças como frente-única e tomara que caia, porque se oporão à modéstia recomendada por Cristo à Sua Igreja. Isto envolve, identicamente, as partes superiores dos vestidos. Tais recomendações fazem parte da compostura cristã destinada às verdadeiras servas do Senhor Jesus, as quais serão salvas se permanecerem na modéstia e na santificação (1Tm 2.15).

         Uma vez que se trata duma veste completamente lasciva, quão terríveis caminhos trilham as “crentes” que vestem calça comprida! Aqueles que se entregam à lascívia estão imundos perante o Todo-Poderoso: “Os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à lascívia, para praticarem com avidez toda imundícia. Mas vós não aprendestes assim de Cristo” (Ef 4.19,20, Tradução Brasileira). A lascívia é obra da carne; quem a pratica ou todo aquele que, mediante roupas, atos ou palavras, se tornam fontes que estimulam a lascívia não herdarão o Reino dos Céus: “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia [...] e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus” (Gl 5.19,21). Um dia o Senhor dará fim à lascívia da Terra (Jr 23.48). Atos lascivos trazem consequências desatrosas (Ez 16.58).

           Por conta disso, a calça comprida nunca foi veste feminina, pois é totalmente lasciva. É uma fonte de lascívia e de desejos incontroláveis pelo corpo da mulher, já que expõe inteiramente a sua intimidade.

            Deuteronômio 22.5 e 1Timóteo 2.9,10, nesse ponto, brilham mais que a luz do meio-dia! As santas do Senhor nunca porão esse traje lascivo: a calça.

 

 

4 – Mandamento Interpretativo

        O mandamento de Deuteronômio 22.5 é interpretativo; ele está endereçado a todas as culturas e precisa perfeitamente encaixar-se nelas, a fim de demonstrar a distinção e a separação dos sexos.

            “Roupa de homem” quer dizer qualquer roupa tradicionalmente associada aos homens. Pode haver diferença nisso, dependendo da cultura, daí porque o preceito da passagem é interpretativo. Como exemplo, hoje em dia, na Escócia, os homens usam saiotes, mas tal uso é apenas como tradição em determinadas regiões. Esse traje não seria adequado aos homens do Brasil.

            Em todas as culturas, o Deus Altíssimo quer a diferença entre o homem e a mulher, seja nos cabelos, seja nas roupas, seja nas maneiras de exposição. Se certo tipo de vestuário tem sido tradicional e culturalmente usado por um sexo — e também é diferente dos trajes vestidos pelo sexo oposto — logo, é permitido a um sexo o seu uso; porém, não ao outro. Naturalmente, se as pessoas de outra cultura resolvem usar roupas ocidentais, devem limitar-se às regras de diferenciação dessa classe de cultura.

           Observe que a Bíblia não diz “calça comprida” em Deuteronômio 22.5, no entanto, na cultura do Ocidente é necessário ter um diferencial entre os sexos; por conseguinte, ela — a calça, torna-se imodesta às mulheres daqui, pois irá contra a distinção e a separação que devem possuir nas roupas, segundo Deuteronômio 22.5 e 1Timóteo 2.9 — o “traje honesto”. A calça comprida, além de ser vestuário totalmente lascivo, é masculinizante!

      As calças na mulher, no Ocidente, passaram a ser aceitas após a Segunda Guerra Mundial, e tiveram alastramento a partir de 1960. Antes disso, sempre eram tidas como roupas de homem, sem dúvida.

            Seria justo dizer que a calça masculiniza a mulher não porque algumas mulheres a partir da década de 40, de fato, usavam as peças de seus maridos; mas, sim, porque a calça, numa mulher, não pode ser dissociada do fato de que culturalmente foi uma peça estabelecida para o homem. Mais do que isso: ela retira de cena o formato que sempre — apesar das variações de tamanho, forma, volume — esteve atrelado à mulher: a saia ou o vestido.

 

          a) Nos tempos bíblicos, os sacerdotes usavam calças debaixo da túnica. Os sacerdotes do Senhor usavam calções a caso de esconderem suas vergonhas: “Faze-lhes também calções de linho, para cobrirem a carne nua; serão dos lombos [cinturas] até as coxas” (Ex 28.42).

          Na lei do holocausto, conservado aceso o fogo do altar — “o sacerdote vestia a sua veste [túnica] de linho, e vestia as calças de linho, sobre a sua carne, e levantava a cinza, quando o fogo houver consumido o holocausto sobre o altar, e a punha junto ao altar” (Lv 6.10).

           Os três jovens hebreus, quando atirados na fornalha de fogo — “foram atados com as suas capas, seus calções, e seus chapéus, e seus vestidos, e foram lançados dentro do forno de fogo ardente” (Dn 3.21). Ora, desde os primórdios, deve-se ter em conta que, mesmo naquela cultura, já havia indícios de que as calças eram roupas masculinas. E o costume de trajar-se assim não fazia parte das santas mulheres que professavam servir a Deus com boas obras (1Tm 2.10; 1Pd 3.3,4).

            Por consequência, sabemos que as bermudas ou shorts (antes das modernas cuecas) eram roupas usadas por baixo das calças. Eram, no entanto, roupas de vergonha, e nunca adequadas para o uso em público.

           No início do século 20, eram usados os shorts pants (calças curtas) somente por meninos, principalmente em uniformes escolares, de sorte que os usavam até completarem 10 anos; porém, após a graduação, passavam a usar calças. Homens adultos só passaram a usar depois da Segunda Guerra Mundial, pois tal costume veio dos soldados, que, em regiões tropicais, utilizavam a peça não só pelas condições climáticas, mas também pela economia de tecidos para matéria-prima. Posteriormente, em meados de 1950, eram usados em esportes, como tênis, surf e futebol. Nesse meio-tempo, algumas celebridades de Hollywood passaram a popularizá-lo.

         Para implementação dos shorts na sociedade, foram necessárias as revoluções sociais de 1960, coligadas à crescente influência cultura do surf, das praias da Califórnia (EUA) e dos famosos de Hollywood. Após os anos sessentas — os anos da depravação sexual, da invenção rock-and-roll, da aceitação do uso de calça comprida nas mulheres, do movimento hippie, da minissaia, do topless, do ensino sexual inserido no currículo escolar, do segundo casamento — os shorts, as sungas e as bermudas, em grande escala, passaram a ser usados e pelos homens, os quais foram incentivados a demonstrar a sensualidade, o erotismo e estimular o prazer sexual, já que vestiriam publicamente as roupas que eram ligadas diretamente às partes suas íntimas. Na verdade, queriam implantar o costume do código de beleza masculina de ter pernas perfeitas, especialmente as coxas e as virilhas, seguindo as linhas das esculturas da Grécia e Roma antigas. Este era o modelo considerado muito sex; por conseguinte, encontraram amparo para sua inserção na sociedade por meio dos shorts e bermudas.

       Até hoje existem departamentos que é extremamente proibido entrar de shorts e bermudas. Há firmas, empresas, órgãos públicos e governamentais que não permitem a entrada com tais trajes. Fora de dúvida, nunca os shorts, as bermudas e as sungas hão de perder o verdadeiro foco: “roupas de vergonha” e modelos estimulantes ao sexo. Tais roupas não são de usar em público e não expõem a diferença entre os sexos (Dt 22.5), mas, ao invés disso, os misturam e os põem em desonra: “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1Co 6.20); “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor” (Gl 5.13); “Não sabeis vós que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo” (1Co 3.16,17).

            Se a calça é de todo lasciva numa mulher (a desenhar todas as suas formas, como já falamos), quanto mais os shorts e as bermudas! Desta forma, tal costume é o “espírito do mundo” (1Co 2.12) agindo e apagando toda consciência moral, ética e vergonhosa que há no ser humano, de maneira que a humanidade fica perversa, corrompida, adúltera, má e incrédula (At 2.40; Fp 2.15; Mt 17.17; Mc 8.38). É um dos fatores que levou a sociedade à devassidão e à pouca-vergonha observadas em todos os setores da atualidade: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2); “Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância” (1Pd 1.14).

 

        b) Os modelos de calças femininas são diferentes das masculinas? As pessoas costumam usar o argumento de que os modelos de calças masculinas são rigorosamente distintos dos modelos femininos. Hoje, vemos que tanto homens quanto mulheres usam calça skinny, calça saruel, calça cargo, etc. Outras calças foram usadas por ambos os sexos, a exemplo, calca cigarette, calça capri, calça baggy, pantalona, calça boca de sino, etc. Temos de reconhecer que se trata da mesma calça; assim sendo, os modelos de calças femininas se inspiraram nas calças masculinas, uma vez que não era senso comum as mulheres usarem calças.

 

           c) A diferença de trajes no Oriente. Nos países orientais, a diferença entre os sexos, pertinente à roupa, não é no uso da calça, visto que não existe costume de usar tal vestimenta lá. Devemos ter em mente que Deuteronômio 22.5 é interpretativo, ou seja, conquanto dirigido a todas as culturas, deva se encaixar perfeitamente nelas, demonstrando a separação e a diferenciação entre os sexos. 

           Nos tempos bíblicos, já havia diferença entre as roupas de homem e de mulher. A túnica da mulher era lisa e mais comprida, enquanto a dos homens era mais curta, que, geralmente, se jogava um manto por cima e na cintura amarrava-se um cordão. Por consequência, era pecado um usar a roupa do outro. Veja que mudou o traje, mas não a diferença.

         Uma parte significativa das culturas orientais, por exemplo, em que se costuma dizer pretensamente que a mulher usa “calças” — como a cultura japonesa ou indiana — admitiu o uso desta peça para as mulheres apenas por baixo de longas túnicas ou vestidos, de modo que grande parte da calça fica, na verdade, oculta.