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Por Johny Mange

 

 

3 – A confusa e incoerente fórmula batismal da Congregação Cristã no Brasil (CCB)

 

              Um caso à parte, contudo merece ser lembrado, é a inconsequente fórmula batismal da CCB. Nesse caso, embora seja uma igreja cristã trinitária, ela também é ilógica em sua fórmula do batismo. Pode ser uma das razões de ela não aceitar o batismo cristão de nenhuma denominação (mesmo sendo em nome da Trindade, por imersão e a pessoa estando totalmente liberta). Por quê? Ela possui uma fórmula batismal própria, por conseguinte, difere da fórmula deixada por Jesus Cristo e da fórmula das seitas unicistas (ou modalistas). Com efeito, ela une a fórmula trinitária com a fórmula unicista!

               No Resumo da Convenção de 1936 (da CCB), acerca do modo e da fórmula usada no batismo, diz-se: Este sacramento se exerce por imersão conforme declarado no cap. 2, ver. 12 Aos Colossenses, praticados pela Igreja primitiva: “EM NOME DE JESUS CRISTO”, Atos 2, ver. 38 e de acordo com o Santo Mandamento: “EM NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO”. S. Mat. 28, ver. 19.[13] Tal ordem ainda perdura, uma vez que é dito na doutrina atual da CCB: Nós cremos no batismo na água, com uma só imersão, em Nome de Jesus Cristo (Atos, 2:38) e em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo (Mat., 28:18,19).[14]

               Ora, Jesus não é o Filho? Por que razão Ele seria citado duas vezes? Foi assim, citando essas palavras, que o Senhor Jesus mandou efetuar o batismo? Escancaradamente, a CCB alterou a ordem de Cristo e por sua própria conta inventou uma fórmula batismal, ainda por cima, incoerente! E não adianta os “apologistas” da CCB, no desespero, alegarem que acrescentaram a expressão “em Nome do Senhor Jesus” por estar evocando a autoridade de Cristo no batismo, ou, então, citarem fontes da CPAD tentando salvaguardar a fórmula inventada pela denominação deles (já que tais fontes não expressam uniformemente a realidade teológica em relação à fórmula batismal adotada pelos assembleianos, que batizam, na certa, “em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo), pois nem bíblica nem historicamente essa fórmula estrambótica da CCB é confirmada, e não foi assim que o Filho de Deus ordenou.

            Seus seguidores se enfunam de pertencerem à “Cristã”, mas porque ela mesma rechaça a fórmula deixada por Cristo Jesus, ajustando-a ao seu próprio sabor? “Cristã”, só que diverge dos ensinamentos de Cristo? Estranho, não! Além do mais, ficará difícil a CCB reconhecer inspiração plena da Sagrada Escritura (e, por sua vez, a fórmula batismal verdadeira), visto que, atualmente, ela mudou o 1.º “Ponto de Doutrina e da Fé que uma Vez Foi Dada aos Santos”, ao dizer: Nós cremos na inteira Bíblia Sagrada e aceitamo-La como contendo a infalível Palavra de Deus, inspirada pelo Espírito Santo. A Palavra de Deus é a única e perfeita guia da nossa fé e conduta, e a Ela nada se pode acrescentar ou d’Ela diminuir. É, também, o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. (II Pedro, 1:21; II Timóteo, 3:16,17; Romanos, 1:16).[15] Para a CCB, a Bíblia contém a Palavra de Deus. Absurdo, não? E outra vez: não adianta os “apologistas” da CCB usarem fontes batistas e assembleianas para assegurarem essa mudança, pois nas declarações doutrinárias das igrejas desses próprios teólogos e nos mais variados credos das igrejas evangélicas (tradicionais e pentecostais) não se encontram tal absurdo! A Bíblia conter a Palavra de Deus é pensamento neo-ortodoxo do liberalismo (ou modernismo) teológico, que nega a inspiração completa das Escrituras. Se não foi isso que a mudança do ponto doutrinário quis arrematar, que a administração da CCB se esclareça oficialmente aos servos de Deus que nela congregam. Se é que isso um dia acontecerá... Enquanto isso, saiba: a Bíblia É plena e absolutamente a Palavra de Deus (2Tm 3.16,17; 2Pd 1.20,21; Jo 10.35; 17.17; Is 34.16).

               A bem da verdade — longe de tal fórmula ter provas bíblicas e históricas — a CCB fez um mistureiro sem pés nem cabeça!

 

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Bibliografia

 

[13] Resumo da Convenção (realizada em fevereiro de 1936), Reuniões e Ensinamentos (Realizadas em março de 1948), Pontos de Doutrina e da Fé que Uma Vez Foi Dada aos Santos, Histórico da Obra de Deus, Revelada pelo Espírito Santo no Século Passado e Mensagens. São Paulo: Congregação Cristã no Brasil, 2002, p. 13.

 

[14] Hinário de Louvores e Súplicas a Deus. Ponto de Doutrina e da Fé que uma Vez Foi Dada aos Santos, n.º 7. 25.ª Ed. São Paulo: Congregação Cristã no Brasil, 2009.

 

[15] Hinário de Louvores e Súplicas a Deus, Livro n.º 5. Ponto de Doutrina e da Fé que uma Vez Foi Dada aos Santos, n.º 1 (grifo acrescentado).

A Fórmula Batismal e o Desmoronamento da Doutrina Unicista