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Cristo Não Nos Abandona

 

Eu - João - que também sou vosso irmão e companheiro na aflição, e no Reino, e na paciência de Jesus Cristo, estava na Ilha chamada Patmos, por causa da Palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo (Ap 1.9).

 

          Já imaginou neste mundo quantas pessoas há sozinhas e abandonadas? Existem inúmeros desabrigados nas grandes cidades do planeta. Em 2007, divulgou-se o seguinte dado: Nos Estados Unidos, vivem 300 mil pessoas desabrigadas; apenas em Nova Iorque são 80 mil. Em Londres, Inglaterra, são mais de 20 mil pessoas. Nos Países Baixos (Holanda), são mais de 10 mil. Em São Paulo, chegam a 8 mil, sendo 2 mil crianças. No Rio de Janeiro, mais de 6 mil. Em que pese a isso, o sentimento de estar sozinho e sem rumo, certamente, é terrível. Se até mesmo conosco há situações em que estamos sozinhos - e achamos isso doloroso - quanto mais os que se encontram largados e sem paradeiro... 

          No texto ora lido, João, o autor do Apocalipse, está aprisionado na Ilha de Patmos, por ordem do imperador Domiciano. De sorte que Patmos é uma pequena ilha rochosa no Mar Egeu, distante em torno de 59 quilômetros ao sudoeste de Mileto, cuja região atualmente faz parte da Turquia. Tem cerca de 29 quilômetros de circunferência, e, por conta de seu aspecto tenebroso, serviu, por ordem dos imperadores romanos, de lugar de detenção para criminosos.

      Foi quando naquele momento de grande dor, solidão, abandono, amargura e desespero que o Senhor Jesus lhe aparece. Faz-se presente ao lado de João, que contempla a Sua excelsa glorificação! Logo, isso o anima e o renova. Igualmente, visões e revelações enaltecem a sua fé, de maneira que passou a ter mais intimidade com Deus. 

           As nossas aflições, solidões e perseguições não significam a ausência do Todo-Poderoso. Ainda que todos nos abandonem, mesmo assim, o Senhor permanece ao nosso lado. Mesmo que, atualmente - devido à verdade do Evangelho - nossa vida esteja em Patmos, margeada por águas de frustração, decepção e batalhas, numa terra de aspecto triste e de convívio amedrontador; ainda assim, podemos desfrutar da presença restauradora de Deus! Ele, que venceu e foi glorificado, renova essa linda esperança da glória que eternamente vamos gozar!

 

 

 

Johny Mange